David. L'art et le politique (Régis Michel, 1988)

Fiquei com muita vontade em conhecer melhor a pessoa e o pintor David quando li a biografia de Fragonard. Nos últimos anos de vida deste, David e Fragonard foram grandes amigos e admiravam mutuamente as respetivas obras. Os dois ocupavam galerias do Louvre,  onde os maiores artistas viviam e trabalhavam (o Louvre não era ainda o museu que se tornaria poucos anos depois com Napoleão). Fragonard desconfiava de todo o processo revolucionário que abalou os seus últimos anos de vida, enquanto David foi e é o artista mais identificado com a Revolução. Por conseguinte, era a arte e a amizade pessoal que ligavam os dois grandes pintores. David foi desde o início da sua formação, ainda em pleno Antigo Regime, profundamente anti-académico. Mas isso não o impediu de se ter especializado no género histórico,  que a Academia colocava acima dos outros. Mas David foi revolucionário pois pintou a História do momento presente e não a História da Antiguidade Clássica. E as suas pinturas históricas, mesmo as que tinham como referente a História antiga, continham mensagens e posições dirigidas aos seus contemporâneos. Apesar da sua adesão inequívoca ao processo revolucionário, David não escapou as reviravoltas que o caracterizaram, chegando mesmo a ser preso. É a primeira vez que leio um trabalho sobre a arte ligada à Revolução Francesa, um período que conheço mal. Paris 09.2016 (4/5)

L’Empire des sens (Cognac-Jay, 2021)

  L’Empire des sens, de François Boucher a Jean-Baptiste Greuze, é uma viagem ao erotismo na pintura francesa do Oitocentos. Destaque para B...