Vi no Guichet Montparnasse esta deliciosa comédia do grande Feydeau numa boa encenação. Uma mulher grávida dá sinais de estar prestes a dar luz, um mês antes do tempo esperado. Tal facto provoca a histeria entre os familiares mais chegados... Feydeau vintage. Paris 02.2015: 3,5/5
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LE DINDON (1896)
Le Dindon (Jalil Lespert, 2019)
O clássico de Feydeau (de 1896) não se dá bem na tela. A interpretação exagerada dos atores funciona no palco mas no cinema seria preciso mais subtileza. Um Almodovar faria maravilhas com este textos e atores; Dany Boon, Guillaume Gallienne, Alice Pol, Ahmed Sylla, Laure Calamy. Paris 10.2019 Les Halles 2,5/5
Tailleur pour dames (Feydeau, 1886)
Feydeau garante sempre momentos de comédia ligeira mas ao mesmo tempo de qualidade perene: passado mais de um século continuamos a rir com o cómico de situação de que é rico o seu teatro. Três casais às voltas com problemas de infidelidade, afinal o tema preferido do teatro de boulevard. Paris 06.2015 Théâtre de Montparnasse 3/5
Feu la mère de Madame (Feydeau, 1908)
Feu la mère de Madame (criada na Comédie-Royale, Paris, em 1908) é uma peça muito curta de Feydeau. Madame dorme e é acordada a meio da noite pelo marido que vem mascarado de Rei Sol de um baile. A crise do casal é interrompida pela notícia de que a mãe de Madame morreu nessa noite... Muito divertido, o texto não teve um encenação à altura da sua qualidade na produção que vi no Théâtre du Nord-Ouest, Paris 09.2015 TNO 2,5/5
LA PUCE À L'OREILLE (1907)
La Puce à l'oreille, clássico do vaudeville de Feydeau, inspirou recentemente o filme Le Dindon, uma nódoa ao pé do original. Na mesma altura, a Comédie-Française, numa mise en scène de Lilo Baur, propõe uma versão espetacular da peça, com inúmeros momentos de comicidade irresistível. Paris 11.2019 Comédie-Française 4,5/5
L'HÔTEL DU LIBRE-ÉCHANGE (1894)
O ESPETÁCULO (Odéon, 2025)
O ESPETÁCULO (Comédie-Française, 2017)
Nada como assistir a uma peça de Feydeau para passar uma noite divertida. L'hôtel du libre échange (1894), escrita por Feydeau com Maurice Desvallières, repisa o tema do adultério, um dos mais frequentes das comédias de boulevard. Vários casais pouco legítimos se encontram por uma noite no hôtel du libre échange... Um espetáculo (de Isabelle Nanty) a rever. Paris 05.2017 Comédie-Française 4/5
Feydeau (1991)
FEYDEAU (1991)
Autor: Henry Gidel
Flammarion 1991
Grandes Biographies
BIBLIOTECA
Feydeau é um dos ícones da Belle Epoque parisiense. Na viragem do século XIX para o século XX as suas peças, vaudevilles e comédias, entusiasmavam o público e a crítica e começavam a ser representadas no estrangeiro e também a ser reprisadas pelos teatros franceses. As suas peças imortalizaram figuras da época, como as cocottes, as mulheres de vida fácil que dominavam a vida social de Paris, ou os ricos, de dinheiro novo ou velho, que caíam nas suas garras. O início do livro é muito interessante porque me deu a conhecer o pai do dramaturgo, Jacques Feydeau, que foi amigo de Flaubert, Théophile Gautier ou Dumas Fils e foi um romancista de grande sucesso mas hoje esquecido. Georges Feydeau, o filho, tornou-se evidentemente muito mais conhecido do que o pai (é o autor cómico francês mais genial depois de Molière). Feydeau foi também um dos grandes colecionadores de arte da sua época, tendo adquirido inúmeros quadros dos impressionistas. Mas foi perdendo quase tudo para pagar as dívidas que ele e a mulher acumulavam com luxos de vária ordem. Feydeau nunca saía de Paris e levava uma vida social invejável (para mim): nunca jantava em casa e mas passava todo o tempo nos bares, sobretudo no Maxim's, a sua segunda casa, e só recolhia aos nascer do sol. Foi amigo de grandes nomes do teatro como Lucien e Sacha Guitry, tendo este último começado a carreira (de ator e autor de comédias) quando Feydeau terminava a sua. Henri Gidel, o autor desta biografia, é um grande especialista de Feydeau, tendo publicado as suas obras completas e escrito várias obras sobre a vida e obra do dramaturgo. Leituras 2018 Vila do Conde, Natal de 2018: 3,5/5
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