Le Pays Lointain é a última obra de Lagarce, tendo sido publicada no mês em que o autor morreu. Para mim é uma espécie de remake de Juste la fin du monde. Mesma história, personagens semelhantes. Louis, um escritor de 40 anos regressa à casa da família, depois de muitos anos de ausência, para anunciar a sua morte, que deverá ocorrer nos meses seguintes. A sua visita aciona todas as frustações e mágoas que não poupam nenhum dos membros da família. Sabemos que os problemas internos das famílias traduzem-se muitas vezes por grande violência verbal (e física) e pela repetição ad nauseum dos mesmos lamentos e acusações. Foi penoso assistir a uma tempestade familiar durante quatro horas. Já tinha visto isto em Juste la fin du monde, não há grande novidades neste Pays Lointain, a não ser que nesta última peça Louis está acompanhado da família escolhida, os seus amigos e o amante do momento. Paris 04.2019 Odéon 3/5
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Les règles du savoir-vivre dans la société moderne (Lagarce, 1994)
Lagarce escreve sobre as regras burocráticas e consagradas pela sociedade sobre a vida dos cidadãos desde o seu nascimento até à morte. Um texto pouco dramatúrgico mas divinamente interpretado por Catherine Hiegel.
Les règles du savoir-vivre dans la société moderne (1994), encenação de Marcial di Fonzo Bo, com Catherine Hiegel, Paris 10.2021 Théâtre du Petit Saint-Martin 4/5
J'étais dans ma maison et j'attendais que la pluie vienne (Lagarce, 1994)
J'étais dans ma maison et j'attendais que la pluie vienne (Lagarce, 1994)
J'étais dans ma maison et j'attendais que la pluie vienne é a primeira peça que vejo de Jean-Luc Lagarce, cujo universo passei a conhecer através de um filme recente (Juste la fin du monde, de Xavier Dolan). Peça e filme têm personagens e situações muito semelhantes: depois de anos de ausência, um homem regressa à casa da família mas esse reencontro é muito tenso. Em J'étais dans ma maison... são cinco mulheres que suspenderam a vida pessoal enquanto esperavam pelo irmão mais novo, expulso da casa materna pelo pai. O texto é belíssimo e na história há ecos das três irmãs de Tchekhov e da madame Butterfly, que tratam de vidas dedicadas à espera de algo ou alguém que nunca se manifestará, pelo menos na forma idealizada pelas personagens. Gostei da encenação de Magalie Claustres e das cinco intépretes: Magalie Claustres, Elidie Duranton, Hélène Martinez, Noëlie Merlo, Marie-Cécile Veyrenc. Paris 12.2017 TNO 4/5
Juste la fin du monde (Dolan, 2016)
Juste la fin du monde (Xavier Dolan, 2016)
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Tiago Ferro O Pai da Menina Morta 2018 (Tinta-da-China 2018)
Tiago Ferro O Pai da Menina Morta 2018 (Tinta-da-China 2018) NT



