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Alfred de Musset (Ariane Charton, 2010)

Alfred de Musset (Ariane Charton, 2010)
Folio Biographies nº 61 fév. 2010
BIBLIOTECA


Alfred de Musset (Gonzague Sant Bris, 2010)

Alfred de Musset  (Gonzague Sant Bris, 2010)
Grasset 2010
BIBLIOTECA F

Les Caprices de Marianne (Musset, 1833)

TÍTULO Les Caprices de Marianne
GÉNERO Peça de teatro em dois actos
AUTOR Alfred de Musset
PUBLICAÇÃO Revue des Deux Mondes 15.05.1933
CRIAÇÃO Paris 14.06.1851 Comédie-Française

INT. Serge Archimbaud, Philippe Boyaire, Nathalie Charade, Alexandre Durand, Suzana Joaquim Maudslay, Jonathan Le Guillou, Thibault Lebouc, Axel Lépine, Marion Rif

ENC. Jean-Luc Jeener

Paris 08.02.2026 Théâtre du Nord-Ouest 

Pela primeira vez, não gostei da encenação de Jean-Luc Jeener. Falta nervo e energia ao trabalho de conjunto. E a interpretação de Octave é a única que impressiona. O investimento do ator é notável, mas precisa de direção. 2/5

Biblioteca ALFRED DE MUSSET

Ensaio de Sylvain Ledda
Como vi há pouco a peça Il ne faut jurer de rien, de Musset, e gostei muito, resolvi ler a sua biografia ilustrada e em formato de bolso que Sylvain Ledda propõe na incomparável coleção Découvertes Gallimard. Musset é um dos grandes nomes do romantismo francês e quando se estreou, a revolução romântica no teatro estava a acontecer com Hugo, Dumas e Vigny. Porém, Musset falhou completamente a entrada nessa rampa para o sucesso artistico e mundano que era o teatro. A estreia mal acolhida da sua peça de estreia levou-o a continuar o teatro no papel, publicando com regularidade as suas peças em revistas e volumes. Quando foi redescoberto, o seu teatro tornou-se um dos mais queridos dos franceses. Hoje é um dos autores mais representados na Comédie Française. Mas Musset foi famoso também pelos seus versos que cantam a juventude e o amor como poucos e que fez a sua fama em vida. A sua obra seguia de perto a sua biografia e o seu livro em prosa mais famoso, La Confession d'un enfant du siècle (1836), é precisamente um romance biográfico. Famosas também ficaram as suas relações com mulheres artistas, como George Sand, assunto de vários livros e filmes até à data. Paris 12.2015 (4/5)


Il Faut qu'une porte soit ouverte ou fermée (Musset, 1848)

Uma peça breve de Alfred Musset põe em cena uma mulher e um homem da alta sociedade parisiense que se provocam, seduzem, se aborrecem e se amam, tudo num diálogo vivo, ligeiro, cintilante. Os atores Françoise David e Jack Gallon são fenomenais, sem eles não reconheceria o brilho desta peça de dimensões e ambição tão modestas. Paris 12.2016 TNO 3,5/5

Lorenzaccio (Alfred de Musset, 1834)

É inacreditável que num país tradicionalmente tão francófilo como Portugal a grande obra de Alfred de Musset só agora tenha sido criada. Pois é uma obra-prima, com cenas que lembram os melhores momentos de Shakespeare (uma óbvia influência do romântico Musset). Assim, o Teatro do Bolhão e o TNSJ estrearam este mês no Porto este clássico do romantismo francês. É um drama histórico, passado na Florença dos Médicis, sobre as guerras de poder entre os nobres da cidade e sobre os abusos do poder absoluto. Lorenzo é o protagonista tão complexo quanto Hamlet. Cláudio Silva interpreta-o de forma extraordinária. Por que os aplausos no final foram tão contidos? Pelo menos os atores mereciam uma grande ovação. Foi um dos grandes espectáculos teatrais  do ano, talvez o mais importante. Porto 10.2020 Palácio do Bolhão 4,5/5

Il ne faut jurer de rien (Musset, 1836)

Alfred de Musset é um dramaturgo estudado nas escolas francesas e um dos mais representados na Comédie-Française, logo a seguir a pesos-pesados como Molière. Vendo ontem a peça "Il ne faut jurer de rien" (1836), pensei em toda uma tradição francesa que vai de Marivaux a Rohmer, por exemplo, pela leveza e ao mesmo tempo seriedade com que abordam o tema do amor, os jogos do amor e da sedução. Um jovem vive à custa da fortuna do tio e recusa casar-se e deixar essa vida de solteiro. Ele aposta com o tio em como a moça que o tio lhe propõe como noiva vai deixar-se seduzir por ele em menos de oito dias, o que provará que uma vez casada ela vai traí-lo em pouco tempo. Esta peça pertence ao género "proverbe dramatique", pois desenvolve o provérbio «Il ne faut jamais être trop sûr de soi et du lendemain». A produção que vi do Théâtre du Nord-Ouest, encenada por Monique Beau-Frére, é brilhante. Não senti o tempo passar e a peça não parece ter os quase 200 anos que efetivamente tem. Voltaria a vê-la com prazer. Paris 12.2015 TNO 4/5

Will Eisner (Michael Schumacher, 2010)

Will Eisner (2010) Autor: Michael Schumacher Bloomsbury 2010 Hardcover BIBLIOTECA F