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La ligue des jeunes (Ibsen, 1869)

La ligue des jeunes é a única comédia de Ibsen, mas não deixa de lançar pontes com os dramas que o tornaram célebre. Ibsen tinha uma paixão pela leitura dos jornais e inspirava-se nas notícias da atualidade para construir as suas personagens e peças. Questões políticas e económicas que afetam a vida das pessoas nunca deixam de aparecer no seu teatro. A Liga dos Jovens aborda a passagem de testemunho entre a geração de políticos mais velha e a dos mais jovens. São estes, representados pelo protagonista, um jovem advogado, que lança o ataque aos vícios dos velhos políticos, entusiasmando muitos eleitores. Mas os mais velhos têm experiência e vão conseguir atrair os jovens para si, tecer acordos, refrear ardores juvenis e desmascarar os arrivistas. Paris 03.2018 TNO 3/5
Théâtre du Nord Ouest 2018
Encenação de Jean Marzouk
com Artistes : Alain Bonneval, Elma Bouthors, Juliette Bridier, Olivier Bruaux, Léonard Chivot, Éric Julliard, Bernard Lefebvre, Alfred Luciani, Marzouk, Alain Michel, Jean-Baptiste Palmade, Joanna Rubio

En folkefiende, Un ennemie du peuple (Ibsen, 1882)

Um médico de um hotel de águas medicinais descobre que a água está na verdade contaminada. Todo o desenvolvimento do empreendimento termal e da cidade que dele vive assenta assim numa grande mentira. O médico decide tornar público esse facto mas as autoridades, as forças vivas e por fim toda a população se revoltam contra ele, considerando-o o inimigo do povo. É uma das peças mais impressionantes que já vi. A questão ecológica, central na trama, entra pela porta grande na dramaturgia mundial. A questão política, a mais importante da peça, resume de forma feliz os grandes debates do final do século 18, mas continua muito atual. A representatividade na democracia, a elite ou vanguarda versus as massas, a deriva para o autoritarismo ou mesmo totalitarismo, o interesse social e o indivíduo, o fanatismo e o purismo ideológico, o controlo da opinião pública, os reacionários e os revolucionários (que podem também dar as mãos): tudo apresentado de forma dramatúrgica superior, com mil ecos no presente. Na verdade, vi a peça como se tudo se passasse nos dias de hoje, numa pequena cidade qualquer. Ibsen adorava ler a imprensa, mais aliás (se não estou errado) do que literatura, e por isso estava muito bem informado do estado do mundo e dos seus inúmeros fait divers. O Théâtre du Nord Ouest está de parabéns por ter conseguido propor uma produção à altura da importância da peça de Ibsen. Os atores são excelentes mas o protagonista merece o maior aplauso porque raras vezes vi um papel mais exigente, mesmo fisicamente, do que Stockmann. Foi uma grande noite de teatro. Paris 05.2018 TNO 4,5/5
En folkefiende (Un ennemie du peuple, 1882)
Encenação de Olivier Bruaux
com 
Alexandre de Pardailhan (Doutor Thomas Stockmann)
Mrs. Katherine Stockmann (Luana Kim)

Le Sauvage ou l'Homme des Bois (Tchekhov, 1889)

Le Sauvage é uma versão tosca de Tio Vânia. Ambas as peças têm em comum as personagens e boa parte das cenas e das falas. Mas Tchekhov transformou uma boa peça numa outra genial. Com esta integral do Théâtre du Nord-ouest, descobri que Tchekhov levou tempo a atingir o saber e a técnica dramatúrgicos que o elevaram ao topo do teatro universal. No início peças apenas interessantes e modestas, nos últimos anos de vida pelo menos quatro obras-primas que estão entre o que melhor se fez para o teatro. Paris 04.2019 TNO 3/5

Fort comme la mort (Maupassant, 1889)

Maupassant escreveu o romance Fort comme la mort (1889), Joseph Dekkers adaptou-o para o teatro. Olivier Bertin, um pintor consagrado, tem uma amante (Anne de Guilleroy) há muitos anos, uma relação mais fiel do que os casamentos dos dois. Mas a filha da amante torna-se uma mulher jovem e bela que lembra ao pintor a beleza da amante na juventude. Essa atração é irresistível mas platónica, não deixando de atormentar Anne, cada vez mais ciumenta. A produção criada no âmbito da Intégrale Maupassant au Théâtre du Nord-Ouest tem como encenador Olivier Bruaux e interpretações de Joseph Dekkers (Bertin), Marie-Béatrice Roy (Anne de Guilleroy), Michel Molinier, Antoine Masurel, Jocelyne Bourgeois, Clara de Ro. Paris 03.2019 TNO 3.5/5

Will Eisner (Michael Schumacher, 2010)

Will Eisner (2010) Autor: Michael Schumacher Bloomsbury 2010 Hardcover BIBLIOTECA F