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Le Bastion des Larmes (Abdellah Taïa, 2024)

Le Bastion des Larmes (2024)
Romance de Abdellah Taïa
Folio 2025
Leituras 2026

Soirs de Paris (Patrick MAURIÈS, 2009)

Soirs de Paris (Patrick MAURIÈS, 2009)
Gallimard 2009
Leitura, septembre 2025

Trois Femmes Puissantes (Marie NDiaye, 2009)

Trois Femmes Puissantes (Marie NDiaye, 2009)

Les Naufragés de l'île Tromelin (Irene Frain, 2009)

Les Naufragés de l'île Tromelin (Irene Frain, 2009)
Succès du Livre 2009
BIBLIOTECA Manureva

La maison des girafes (Philippe Lacoche, 2009)

Um jornalista e amante da literatura, quarentão e recém-divorciado, apaixona-se por uma jovem (a quem chama Babe) com metade da sua idade e com ela vive uma paixão que passa por todas as fases possíveis, do auge romântico até ao abandono e depressão. O estilo de Lacoche justifica o interesse do leitor por uma história mil vezes contada na literatura. Paris 2,5/5

Trois Femmes Puissantes (Marie NDiaye, 2009)

 
Trois Femmes Puissantes (Marie NDiaye, 2009)

Hilda (Marie NDiaye, 1999)
Les Éditions de Minuit 1999
Leituras 2024

Pourquoi le Brésil? (Christine Angot, 2002)

Uma escritora consagrada quer passar a outra coisa: sair de Montpellier e instalar-se em Paris, deixar o amor e encontrar o amor, cair na mais profunda depressão para mais intensamente renascer. A neurose parece ser a única roupa que tem, como um velho casaco desgastado que não largamos nunca. Angot é irritante e ao mesmo tempo hipnotizante, por via do ritmo da narrativa e das frases mais ou menos curtas que nos agarram. A narradora disseca a tentativa de dois amantes viverem juntos mas depressa se dão conta de que isso não é possível. Melun/Paris 2021 (3/5)

La mauvaise vie (Frédéric Mitterrand, 2005)

La mauvaise vie (2005) é uma das melhores leituras que fiz nos últimos tempos. Não só a obra em si é muito boa, como me levou a questionar algumas ideias feitas sobre a literatura de hoje. Trata-se de um romance autobiográfico de Frédéric Mitterrand, sobrinho do célebre presidente francês. Realizador e programador de cinemas de arte e ensaio, Frédéric era Ministro da Cultura em 2009 quando rebentou a polémica tardia (o livro é de 2005) provocada pelo partido FN tendo como pretexto este seu livro. 
Neste livro, Frédéric M., com a fantasia do romance a colmatar os buracos da memória e os atalhos inconfessáveis, olha para a sua vida sentimental e sexual de uma forma frontal, como poucas vezes se viu. Quando comecei a ler La mauvaise vie, fui surpreendido com a qualidade literária deste empreendimento. Depois fui surpreendido com o retrato que eu ia fazendo do protagonista-narrador (não importa até que ponto coincide com o verdadeiro Frédéric Mitterrand). Uma pessoa atormentada com os seus impulsos e com a pouca gratidão que a vida lhe tem retribuído. E no entanto, não há azedume nem má fé por quem passou (ou não passou da forma que ele esperava) pela sua vida. Pelo contrário, o livro é uma homenagem amorosa por todos os passageiros da sua barca, desde personalidades célebres (Catherine Deneuve e Marguerite Duras, entre as que pude identificar) e anónimas, que desapareceram sem deixar rasto. Neste último caso, estão duas amas da infância e adolescência, a ama boa e a ama má, que merecem de Frédéric algumas das melhoras passagens do livro. Ambas ele tenta encontrar muito mais tarde, décadas depois dos acontecimentos narrados.
Os franceses criaram um subgénero literário que podemos denominar de autoficção, em que o escritor parte de acontecimentos da sua própria vida para construir romances ou narrativas que se situam entre a autobiografia e o romance puro. Aproximando-se ora de um ora de outro pólo, esta literatura cria objetos muito diversos, por vezes sujeitos a acesas polémicas públicas como foi o caso deste livro de Frédéric Mitterand e como foi o caso de Christine Angot, um dos expoentes da autoficção. Para mim, o que conta é a língua ou a voz que cada escritor encontra e vai desenvolvendo de livro para livro. Li obras verdadeiramente admiráveis de Duras, Annie Ernaux, Angot, Catherine Millet e Nina Baraoui, que me fizeram perceber que o facto de se manterem bem perto dos acontecimentos da sua vida particular ou pública e os tomarem como referência central para seu projeto literário, não tem impedido os escritores de serem tão grandes quanto os escritores de literatura de imaginação mais pura. Os tais que mantêm acesa, com melhores ou piores resultados, a tradição romanesca do século XIX que privilegia os romances com histórias e personagens mais ou menos bem definidas. Infelizmente, a literatura portuguesa contemporânea cai, quase toda ela, nesta venerável tradição, americanizada hoje (russa e francesa em oitocentos) e a influência francesa está de tal modo apagada em Portugal que a corrente da autoficção é aí quase inexistente (será exagero?). O romance histórico, o romance de mistérios histórico-intelectuais, o romance mais ou menos realista, urbano ou rural, parecem dominar as livrarias portuguesas e também captar a atenção e o talento dos escritores portugueses. Nunca me passou pela cabeça formar o seguinte pensamento, que pode ser formulado assim: os escritores portugueses deviam pensar em contar a sua vidinha, que é aquela que conhecem melhor. Às vezes, vale a pena começar por arrumar a sua casa, antes de passar a construir o mundo dos outros. 4/5

Le Festival de Cannes (Frédéric Mitterrand, 2007)

Le Festival de Cannes (2007)
 Ensaio de Frédéric Mitterrand
Robert Laffont 2007
Leitura 2024 Uberlandia-Rio

Em 2007 F. Mitterrand escreveu este longo texto sobre a sua presença no Festival de Cannes do ano anterior. Ele tem uma longa experiência de Cannes e o melhor do livro é quando ele recorda atrizes como Dominique Laffin e Rita Hayworth. Ele discorre sobre os filmes da competição e sobre a sua atração pelos muitos homens jovens que ele cruza em Cannes. Rio de Janeiro 2024 2.5/5

Anthologie des apparitions (Simon Liberati, 2004)

 
Anthologie des apparitions, de 2004, é o primeiro romance de Simon Liberati. É um romance de personagens, ou mesmo de geração, não há propriamente uma intriga, se não a vida de duas ou três personagens em Paris a partir dos anos 1970. Claude e a sua irmã ocupam muitas das melhores páginas do livro, cresceram juntos, inclusive amaram-se, e perderam-se na história como fantasmas. Nada de substancial fizeram da vida, a não ser aproveitarem-se dos outros para sobreviverem. Uma espécie de prostituição diluída. Além do interesse das personagens, o valor do romance está na linguagem, no estilo do autor. Um bom primeiro romance. Leituras Paris 2014 3/5

Missão Artística Francesa (1990)

Missão Artística Francesa (1990) BIBLIOTECA