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David Hockney (Tate Britain, 2017)

Não me lembro de alguma vez ter comprado um bilhete para só poder entrar na exposicão seis horas mais tarde. Este evento tem atraído multidões que esgotam continuamente a capacidade da exposição. Conhecia mal a obra de Hockney, por isso esta foi uma oportunidade única de ter uma visão geral do que ele tem feito desde o início dos anos 60. Fiquei particularmente maravilhado com a sua obra solar feita na Califórnia nos anos 60. Sunbather, chama-se a sala/capítulo da exposição dedicada a esse período de quadros descomunais de cores soberbas. E o público de hoje reagiu como eu. Para fim de conversa, contas de merceeiro: nunca tinha pago valor semelhante para ver uma exposicão, 20 libras! 02.2017 Londres: Tate Britain 4/5

A coleção Chtchouckine em Paris (2017)

À Fondation Louis Vuitton acorreram multidões poucas vezes vistas, cerca de um milhão de curiosos, para verem muitas obras-primas da pintura moderna, que nunca saem do solo russo. A coleção Chtchoukine é um dos tesouros da Rússia, tendo sido nacionalizada após a Revolução. Para conseguir ver o tesouro, reservei uma entrada para as 8 da manhã, não havia alternativa. Mas se valeu a pena! Uma exposicão enorme que faz jus ao seu título: Icônes de l'art moderne. Paris 5/5

Glad to be Gay: The Struggle for Legal Equality (2017)

O Sexual Offences Act de 1967 descriminalizou a homossexualidade no Reino Unido. Passam 50 anos desde esse marco na luta pela igualdade legal das diferentes orientações sexuais. Na London School of Economics, numa única sala, uma série de documentos lembram-nos os momentos dessa luta. Londres, LSE Gallery Library 02.2017

Albert Besnard (Petit Palais, 2017)

Como Haussmann marcou a malha urbana de Paris da sua época, Albert Besnard marcou a Paris da Belle Époque com os seus retratos dos VIPs da altura, e com os seus murais nas grandes instituições públicas franceses. Paris 01.2017 Petit Palais 4/5

Henri Fantin-Latour À fleur de peau (Musée du Luxembourg, 2017)

A cultura francesa de Oitocentos é inesgotável. Depois de Albert Besnard, na semana passada, descubro agora Henri Fantin-Latour. Ficou famoso pelos retratos de grupo que pintou com grandes nomes da arte da sua época. É dele, por exemplo, o único retrato de Verlaine e Rimbaud juntos; um retrato de músicos, que inclui Chabrier e D'Indy; um famosíssimo retrato com Manet e com ele mesmo, Fantin-Latour. Mas este superou-se mesmo nas naturezas-mortas de flores e frutas. Tal como nos retratos de grupo, um tanto frios e estáticos, as suas naturezas-mortas revelam uma dívida para com a pintura holandesa de Seiscentos. Fantin-Latour não é um grande pintor, um mestre, mas foi bom conhecer as suas obras. Paris 03.2017 Musée du Luxembourg 3/5

Sérénissime! Venise en fête, de Tiepolo à Guardi (2017)

 
O museu Cognac-Jay é especializado nas artes do século XVIII, século de grande brilho artístico em Veneza, a Sereníssima. Em 1797 Veneza perderia a sua independência secular, face às forças de Napoleão, mas nesse último século de independência seria ainda um dos centros culturais da Europa: Tiepolo, Canaletto, Guardi, Casanova, os castrati, a commedia dell’arte de Goldoni, e mais alguns nomes surgem nesta pequena exposição bem montada e muito informativa sobre a grande cidade italiana. Mas soube a pouco, ainda assim. Paris 06.2017 Cognac-Jay 3,5/5

Du dessin au tableau au siècle de Rembrandt (Fondation Custodia)

Lado a lado: desenhos e as pinturas feitas a partir deles. Os desenhos, uma arte em si, serviam para afinar as anotações realistas de uma paisagem ou de uma cena. Mais tarde, no atelier, o artista pintava o quadro com base nos seus desenhos. E assim os pintores holandeses nos deixaram tantas pinturas de um realismo minucioso que, na verdade, era criado no atelier com a ajuda da memória e da imaginação... Bela exposição, pois. Paris 2017 4/5

Will Eisner (Michael Schumacher, 2010)

Will Eisner (2010) Autor: Michael Schumacher Bloomsbury 2010 Hardcover BIBLIOTECA F