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LE PÈRE (2012)

The Father (Florian Zeller, 2020)

Christopher Hampton colaborou com Florian Zeller na escrita do argumento, que adapta uma das peças mais celebradas de Zeller (2012). O argumento e os dois atores principais, Anthony Hopkins (Oscar e Bafta de melhor ator) e Olivia Colman, são o grande trunfo deste filme. Melun 06.2021 Les Variétés 3/5

Floride (Philippe Le Guay, 2015)

Floride adapta Le Père de Florian Zeller, que este ano voltou a ser adaptado ao cinema com Anthony Hopins no papel que aqui cabe a Jean Rochefort (no seu último trabalho no cinema). É a história de um velho octogenário que se torna cada vez menos autónomo, a ponto de ter de ser internado. Os atores são impecáveis, mas o filme nunca chegou a interessar-me muito. Tenho a certeza de que no teatro o resultado seria mais interessante. Melun 03.2021 TV 2,5/5

Comme s'il en pleuvait (Sébastien Thiéry, 2014)

Um casal (Pierre Arditi e Evelyne Buyle) é surpreendido com o aparecimento de notas de 100 euros na sala deles. Todos os dias o fenómeno se repete. Decidem então aproveitar a fortuna que lhes calhou... A peça estreou no Théâtre Édouard VII, em Paris, e teve desde então numerosas reposições e elencos. Melun 12.2020 TV 2/5

Testament de Marie (Colm Toibin, 2013)

Colm Toibin escreveu esta peça a partir do seu romance The Testament of Mary (2012). A peça foi criada no ano seguinte na Broadway, com encenação de Deborah Warner, com Fiona Shaw como única intérprete em palco. Deborah Warner encenou também a criação francesa, Le Testament de Marie, no teatro Odéon. Marie é a mãe de Jesus, que é Dominique Blanc nesta produção. Maria narra à sua maneira a vida do seu filho até à crucifixação. Blanc é brilhante, mas não consegue eliminar o tédio que senti quando vi a peça. A prosa de Toibin é... prosa de romance, e isso nem sempre funciona bem em palco. Paris 05.2017 Théâtre de l'Odeon 2,5/5

The Jungle (2017)

The Jungle foi escrita por Joe Robertson e Joe Murphy e encenada por Stephen Daldry e Justin Martin. Foi criada em dezembro de 2017 pela Good Chance Theatre Company no teatro londrino Young Vic, tendo passado para o Playhouse (West End) onde acabei por a ver. O teatro Playhouse, clássico de dourados e veludos, foi revestido a plásticos e panos e transformado no restaurante do campo de refugiados de Calais. São os refugiados e os voluntários ingleses no campo os personagens principais de uma história bem real sobre a sobrevivência num local de passagem que alguns tentam tornar a sua casa. Há momentos de alegria e confraternização entre todos, mas predominam os momentos de desespero e incerteza, de tragédia mesmo. Uma das peças mais urgentes e importantes do ano. Londres 08.2018 3,5/5

LES IDOLES (2018)

A OBRA:
AUTOR: Christophe Honoré CRIAÇÃO: Lausanne 13.09.2018 Théâtre Vidy-Lausanne 

AUTOR & ENCENAÇÃO: Christophe Honoré INTÉRPRETES: Harrison Arévalo (Cyrill Collard), Jean-Charles Clichet (Serge Daney), Marina Foïs (Hervé Guibert), Julien Honoré (Jean-Luc Lagarce), Marlène Saldana (Jacques Demy), Paul Kircher (Bernard-Marie Koltès) VISTO: Paris 23.01.2025 Théâtre Porte Saint-Martin
 
O universo de Christophe Honoré, que se exprime no cinema e no teatro, interessa-me cada vez mais. O seu filme Plaire, Aimer, Courir Vite é um dos meus filmes preferidos do ano passado e quero muito rever Les Chansons d'Amour. Les Idoles é outra excelente obra de Honoré. Encena o encontro post-mortem de seis grandes nomes da arte francesa que morreram de SIDA, eram homossexuais e tinham, naturalmente, uma relação muito desigual com essa condição. Les Idoles foi criado em setembro de 2018 no Théâtre Vidy-Lausanne. Os atores que interpretam aqueles  fantasmas são notáveis sem exceção: Youssouf Abi-Ayad (Bernard-Marie Koltès), Harrison Arévalo (Cyrill Collard), Jean-Charles Clichet (Serge Daney), Marina Foïs (Hervé Guibert), Julien Honoré (Jean-Luc Lagarce), Marlène Saldana (Jacques Demy),  e ainda Teddy Bogaert (Bambi Love). Uma reunião de artistas e intelectuais de vanguarda só poderia dar origem a confrontos de ideias e posições ideológicas, assim como maledicências que farpam muitas personalidades da época em que viveram. Name-dropping é o que não falta nesta peça, mas alguns nomes ganham vida (digamos assim) e são o centro de atenções de todos. É o caso de Elisabeth Taylor, defensora da causa gay, muito ativa no apoio dado a Rock Hudson (outro nome muito citado). Um belo espetáculo que passa em revista toda uma época. Paris 02.2019 Théâtre de l'Odéon 4/5

The Ferryman (Jez Butterworth, 2017)

The Ferryman é um grande momento de teatro deste ano. Um enorme sucesso crítico e de público. A peça tem um texto e uma construção sem mácula e o elenco enorme está a altura do talento de Butterworth. Assistimos à história de uma família de agricultores apanhada pela teia da luta contra o domínio dos ingleses na Irlanda. O chefe da família está apaixonado pela mulher do irmão que desapareceu há dez anos e cujo corpo foi agora encontrado. O passado vem destruir a felicidade de uma família numerosa com sete filhos que vão conhecer a tragédia do seu país na sua própria casa. Excelente. Londres 04.2018 Gielgud Theatre 5/5
Elenco
Paddy Considine (Quinn Carney)
Laura Donnelly (Caitlin Carney)
Sophia Ally (Honor Carney)
Michael McCarthy (Declan Corcoran)
John Hodgkinson (Tom Kettle)
Genevieve O’Reilly (Mary Carney)
Rob Malone (Oisin Carney)
Fra Fee (Michael Carney)
Carla Langley (Shena Carney) 
Niall Wright (JJ Carney)
Laura Donnelly (Caitlin Carney) & Paddy Considine (Quinn Carney)

LE FILS

O Filho (T. Aberto, 2023)

LE FILS AUTOR: Florian Zeller CRIAÇÃO: Comédie des Champs-Élysées, fevereiro de 2018 ENCENAÇÃO: Ladislas Chollat INTÉRPRETES: Yvan Attal, Anne Consigny, Élodie Navarre e Rod Paradot
O FILHO (2023) VERSÃO João Lourenço e Vera San Payo de Lemos DRAMATURGIA Vera San Payo de Lemos ENCENAÇÃO João Lourenço CENÁRIO João Lourenço COREOGRAFIA Cifrão COM Cleia Almeida | Paulo Oom | Paulo Pires | Pedro Rovisco | Sara Matos | Rui Pedro Silva Teatro Aberto, 15.04.2023

 
THE SON (2022)
Realização de Florian Zeller

A Médica (Trindade, 2024)

THE DOCTOR (2019)

TÍTULO: The Doctor (2019) AUTOR: Robert Icke, adaptação contemporânea da peça Professor Bernhardi (Schnitzler, 1912) PAÍS: Reino Unido CRIAÇÃO: Londres, Almeida Theatre, 10.08.2019 / Lisboa, Teatro da Trindade, Sala Carmen Dolores 12.12.2024 - 16.02.2025 ENCENAÇÃO: Ricardo Neves-Neves  TRADUÇÃO: ? CENOGRAFIA: Fernando Ribeiro INTÉRPRETES: Adriano Luz, Custódia Gallego, Eduarda Arriaga, Igor Regalla, Inês Castel-Branco, José Leite, Luciana Balby, Maria José Paschoal, Pedro Laginha, Rita Cabaço, Sandra Faleiro e Vera Cruz PRODUÇÃO: Teatro da Trindade, Coprodução Teatro da Trindade INATEL, Teatro do Eléctrico (Eliana Lima), Culturproject (Nuno Pratas), Teatro Nacional São João e Cineteatro Louletano

Sublime, forcément sublime (TNO, 2018)

Em 1985, Marguerite Duras escreveu e publicou no Libération um artigo que criou polémica e mesmo escândalo sobre Christine Villemin, na altura presa e acusada de ter morto o seu filho. Duras escreveu um texto político, frontal, sobre as condições de vida da mulher sob o domínio do desejo do homem. Mas o texto tem uma força poética que o valoriza e não o torna dependente do seu polémico assunto e ponto de vista. Cedric Coppola, encenador, e Pauline Smile, atriz, põem este texto de Duras em cena com grande felicidade. Gostei muito. Paris 09.2018 TNO 3,5/5

The Inheritance (Londres, 2018)

 
The Inheritance (2018) é uma peça de Matthew Lopez, inspirada no romance Howard’s End, de E.M. Forster, e também na vida deste escritor. Foi criada em Londres, no Young Vic no início de 2018 e está agora no West End, sinal do seu enorme sucesso (tem sido considerada uma das melhores peças deste século). Apesar da excelente encenação de Stephen Daldry e do soberbo elenco, é o texto de Lopez que merece os principais elogios. Pessoalmente, gostei da referência direta a Tchekhov (uma cerejeira é um dos principais elementos da peça) e gostei ainda mais da influência deste autor na trama. Um grupo de amigos gays, ligados ao casal constituído por Eric e Toby, representa a vivência plena, sem entraves, da sexualidade gay nos nossos dias, uma mudança radical face aos tempos de E.M. Forster. Este enorme escritor escondeu publicamente a sua homossexualidade ao longo da vida (era um crime na Inglaterra) mas mesmo assim encontrou um grupo de amigos, uma espécie de comunidade gay, que ia vivendo a sua sexualidade sem recalcamentos e intervinha para ajudar os escritores que enfrentavam a censura (como Radcliyffe Hall e D.H. Lawrence). Morgan escreveu muito cedo um romance homossexual, Maurice, que só viria a ser publicado depois da sua morte. A peça de Lopez fala também da herança que passa de geração em geração (gay), dos livros cada vez mais ousados que se foram escrevendo e popularizado. A questão dos livros que passam de mãos em mãos é central nesta peça. Mas a passagem do tempo, a transformação das promessas de ontem em desilusões do presente, é uma tema tchekhoviano que The Inheritance assume claramente. Há momentos magníficos nesta peça e nesta produção de Daldry. Gostaria muito de rever isto em inglês ou noutra língua.
Elenco: Kyle Soller (Eric Glass), Andrew Burnap (Toby Darling), Samuel H Levine (Adam & Leo), John Benjamin Hickey (Henry Wilcox), Vanessa Redgrave (Margaret), Paul Hilton (Walter & Morgan). Visto no Noël Coward Theatre, novembro de 2018 : 4,5/5

LA VÉRITÉ (2011)

 
La Vérité (Florian Zeller, 2011)

Na boa tradição do teatro de boulevard (Feydeau, Labiche) Florian Zeller assina uma excelente peça sobre a verdade na vida conjugal contemporânea, que abrange  igualmente as relações extraconjugais... Seria interessante comparar o que estes casais parisienses abastados constroem para encontrarem um certo equilíbrio com o que certas tribos ditas primitivas já conhecem há séculos... Encontraríamos certamente vários pontos em comum... Pierre Arditi domina o grande elenco que criou a peça em 2011 no Théâtre Montparnasse. Melun 01.2020 TV 4/5

Will Eisner (Michael Schumacher, 2010)

Will Eisner (2010) Autor: Michael Schumacher Bloomsbury 2010 Hardcover BIBLIOTECA F