Paris 05.2023 CF
Showing posts with label VS Comédie-Française. Show all posts
Showing posts with label VS Comédie-Française. Show all posts
ROMEO AND JULIET (1597)
Eric Ruf assina uma excelente encenação da obra-prima de Shakespeare. A ação passa-se na Itália do Sul, entre as duas grandes guerras, numa terra dominada pela vendetta. Apenas o amor trágico de Romeu e Julieta poderá pacificar as relações belicosas entre clãs rivais. Nos principais papéis brilham Jérémy Lopez e Suliane Brahim. Paris 05.2016 Comédie-Française 4/5
La Règle du Jeu (Comédie-Française, 2017)
A encenadora brasileira Christiane Jatahy apresenta uma versão cénica do clássico de Jean Renoir. Uma soirée entre amigos da classe alta acaba em tragédia. Jatahy filma e exibe o vídeo da chegada dos convivas à mansão dos anfitriões e o início da festa, mas grande parte desta é apresentada no palco. Portanto mistura de cinema e teatro numa produção desconcertante para os hábitos da Comédie Française. Paris 05.2017 CF 3/5
Les Damnés (Comédie-Française, 2016)
Les Damnés é uma peça de teatro estreada no Festival de Avignon e agora apresentada na Comédie-Française, com encenação de Ivo van Hove. Trata-se da adaptação aos palcos do argumento de Luchino Visconti, Nicola Badalucco e Enrico Medioli que está base do filme homónimo realizado por Visconti. O filme (e a peça) conta a história de uma família de industriais que se alia aos nazis quando estes ascendem ao poder na Alemanha de 1933. Durante um jantar de família, o Reichstag pega fogo, um comunista é tido como o responsável, e a família Krupp tem de se posicionar a favor do regime que daí vai resultar, apesar das divergências políticas dos seus membros. Sucede-se uma espiral de violência com origem e alvo os elementos da própria família. Uma espécie de Bórgias da elite industrial nazi.
O espetáculo de Ivo van Hove serve-se de todos os trunfos do teatro para representar o universo de demência crescente da família Krupp. Talvez como homenagem à origem cinematográfica da peça, o vídeo está presente do princípio ao fim do espetáculo. Um enorme ecrã no palco e plasmas espalhados pela sala transmitem em grande plano muitas das cenas, assim como o movimento dos atores nos bastidores e fora do palco. Por exemplo, uma personagem percorre o teatro, os corredores, os halls, e sai para a rua descalça enquanto a vemos nos ecrãs. Foi uma cena poderosa e divertida ao mesmo tempo. Assim, há sempre um cameraman em palco e qualquer coisa a passar-se nos écras. Como em qualquer espetáculo moderno que se preze, há (várias) cenas de nudez integral, sobretudo masculina, que remete para a dimensão viril e guerreira da sociedade alemã da época. As mortes sucedem-se e os enterros também: na parte direita do palco, uma fila de caixões em que vai entrando cada vítima, e nos ecrãs vemos o seu desepero no interior do caixão até à sua asfixia. Paris 09.2016 Comédie-Française 4/5
Les Damnés é apenas um caso entre muitos em que o património do cinema tem dado origem a criações inéditas no contexto de outras artes. Ainda este ano vi no Teatro São João no Porto My Dinner with Andre (1981), a partir do argumento de um filme de Louis Malle. Mas o teatro musical não tem deixado em paz os clássicos do cinema: de memória lembro-me dos musicais que nos últimos anos adaptaram as obras-primas Singin in the Rain, Les Parapluies de Cherbourg e Sunset Boulevard. Há pouco, em França, foi adaptado para teatro o argumento de Husbands and Wives (Woody Allen, 1992). Um exemplo bem mais antigo foi a adaptação para musical da Broadway de As Noites de Cabíria (Fellini, 1956): como musical (no teatro e mais tarde no cinema) ganhou o nome de Sweet Charity (Bob Fosse, 1969).
Poussière (Lars Nóren, 2018)
Onze turistas passam todos os anos uma temporada num hotel junto ao mar. São todos reformados e a conversa entre eles quase nunca se afasta do tema da morte. Um a um vão desaparecendo, como as vagas que dão incessantemente à costa. Como diz uma das personagens, as vagas parecem vir-nos dizer alguma coisa, e o mesmo fazem os dasaparecidos que, na parte anterior do palco, tentam comunicar com os que ainda vivem. Um espetáculo (encenado por Nóren) muito belo e desolador. Paris 05.2018 Comédie-Française 4/5
Électre / Oreste (Eurípides)
Bart Van den Eynde e Ivo Van Hove adaptaram Electra e Oreste, duas peças de Eurípides, e associaram-nas num mesmo espetáculo, encenada por van Hove. Histórias de vingança no seio da família que governa Argos. Sede de poder e humilhação, onde a violência domina. Espetáculo forte. Paris 02.2020 Comédie-Française 3/5
ANGELS IN AMERICA (1991)
A peça já clássica de Tony Kushner, Angels in America (1991), é apresentada na Comédie Francaise, numa versão breve (a original americana dura sete horas, esta duas). O texto francês é de Pierre Laville, e a mise en scène de Arnaud Desplechin. Apenas oito actores dão vida a mais de 20 personagens, que representam a América gay dos anos 80, ameaçada pela sida e sobretudo pelo conservadorismo homofóbico da época. Paris 03.2020 & 2023 Comédie-Française 4/5
Intérpretes: Michel Vuillermoz, Jennifer Decker, Gaël Kamilindi, Dominique Blanc, Florence Viala, Jérémy Lopez, Clément Hervieu-Léger, Christophe Montanez.
ANGELS IN AMERICA (2003)
Minissérie da HBO
REALIZAÇÃO: Mike Nichols ARGUMENTO: Tony Kushner PRODUÇÃO: HBO Films GÉNERO: Série TV, Drama ORIGEM: EUA, Itália ESTREIA: 7 & 8/12/2003 (EUA) 31/05/2004 (Portugal) ELENCO: Meryl Streep, Emma Thompson, Al Pacino, Patrick Wilson VISTO Paris 16.06.2024 Cinémathèque 4/5
Labels:
Arnaud Desplechin,
Criação 1990s,
Or. EUA,
Tony KUSHNER,
TV 2003,
V2020,
V2023,
VS Comédie-Française
LE MISANTHROPE (1660)
Paris 09.2022 TNO
Tinha visto esta peça no ano passado no Porto, em português, e preferi sem dúvida essa produção à que vi hoje, na Comédie-Française, encenada por Clément Hervieu-Léger. Muito por culpa da dificuldade em compreender integralmente as falas em francês. Essa dificuldade impede a concentração numa das peças mais difíceis de Molière. Paris 01.2017 Comédie-Française 2,5/5
Gostei muito do Misantropo com pronúncia do Norte que o Teatro de São João propôs. A peça de Molière vê a sua atualidade confirmada com a modernização que o encenador Nuno Cardoso fez ao texto seiscentista francês. O salão mundano do argumento original passa a um salão onde reina a música disco. Mas os problemas da reputação da elite e a misantropia justificada do protagonista perante uma sociedade baseada na bajulação inter-pares cabem que nem uma luva no nosso presente facebookiano. À parte o vocativo majestático e a estrutura clássica da linguagem de Molière, a língua do escritor passa bem a prova do tempo e a prova dos novos (muitos adolescentes na platéia). Porto 04.2016 TNSJ 4/5
Labels:
Criação 1660s,
MOLIÈRE,
Or. França,
V2016,
V2017,
V2022,
VS Comédie-Française,
VS Théâtre du Nord-Ouest,
VS TNSJ
LA CASA DE BERNARDA ALVA (1936)
A casa de Bernarda Alba é uma casa de "mulheres sem homens", sufocadas pela matriarca que cobriu a casa de luto depois da morte do seu marido. A cor local da Andalusia está presente (os ciganos e a sua liberdade, o calor sufocante do interior, as tradições rí gidas) mas é a Espanha sob o jugo autoritário que é visada, por isso durante muitos anos não foi representada neste país. Escrita em 1936, dois anos antes da morte de Lorca, foi criada em 1945 em Buenos Aires. Entrou este ano no repertório da Comédie Française numa excelente encenação de Lilo Baur. Paris 06.2015 CF 4/5
LA PUCE À L'OREILLE (1907)
La Puce à l'oreille, clássico do vaudeville de Feydeau, inspirou recentemente o filme Le Dindon, uma nódoa ao pé do original. Na mesma altura, a Comédie-Française, numa mise en scène de Lilo Baur, propõe uma versão espetacular da peça, com inúmeros momentos de comicidade irresistível. Paris 11.2019 Comédie-Française 4,5/5
L'HÔTEL DU LIBRE-ÉCHANGE (1894)
O ESPETÁCULO (Odéon, 2025)
O ESPETÁCULO (Comédie-Française, 2017)
Nada como assistir a uma peça de Feydeau para passar uma noite divertida. L'hôtel du libre échange (1894), escrita por Feydeau com Maurice Desvallières, repisa o tema do adultério, um dos mais frequentes das comédias de boulevard. Vários casais pouco legítimos se encontram por uma noite no hôtel du libre échange... Um espetáculo (de Isabelle Nanty) a rever. Paris 05.2017 Comédie-Française 4/5
A GAIVOTA (1896)
A OBRA (Anton Thekhov, 1896)
PERS. Arkadina, Sorine (irmão de Arkadina), Nina, Trigorine, Konstantin (médico), Gavriil (pai de Tréplev), Professor, tenente reformado, Macha (filha de Chamraïev), Nikita (jovem ator), Sofia (costureira e jovem atriz)
O ESPETÁCULO (Lisboa, 2026)
V Lisboa 25.02.2026 Teatro da Trindade
O ESPETÁCULO: Une Mouette (Comédie-Française, 2025)
Une Mouette, baseado na Gaivota (Anton Tchekhov, 1896)
TRAD. André Markowicz e Françoise Morvan ADP. ENC. Elsa Granat INT. Marina Hands (Arkadina), Bakary Sangaré (Sorine), Adeline d'Hermy (Nina), Loïc Corbery (Trigorine), Konstantin, Dorn (médico), Birane Ba (Medvédenko), Dominique Parent (Chamraïev), Julie Sicard (Macha), Edouard Blaimont (Nikita), Blanche Sottou (Sofia)
VISTO Paris 11.01.2026 Comédie-Française
O ESPETÁCULO (TNO, 2019)
Brilhante produção do clássico russo. A opção por um tempo lento beneficia a apreciação do drama que toma conta das personagens. Uma das minhas peças preferidas de sempre. Paris 2019 TNO 4/5
Tchekhov: LA MOUETTEe, mis en scène par Jean Luc Jeener, com Pierre Bès de Berc (Medvedenko), Didier Bizet (Sorine), Laurence Hétier (Arkadina), Yves Jouffroy (Dorn), Pauline Mandroux (Macha), Rémi de Monvel (Trepleve), Isabelle Miller (Paulina), Selma Noret-Terraz (Nina), Rémi Picard (Yakov), Thomas Sans (Trigorine), Dominique Vasserot (Chamraev).
Tchekhov: LA MOUETTEe, mis en scène par Jean Luc Jeener, com Pierre Bès de Berc (Medvedenko), Didier Bizet (Sorine), Laurence Hétier (Arkadina), Yves Jouffroy (Dorn), Pauline Mandroux (Macha), Rémi de Monvel (Trepleve), Isabelle Miller (Paulina), Selma Noret-Terraz (Nina), Rémi Picard (Yakov), Thomas Sans (Trigorine), Dominique Vasserot (Chamraev).
O ESPETÁCULO (Odéon, 2016)
Thomas Ostermeier propõe uma leitura original e modernizada do maravilhoso clássico de Tchekhov. Várias falas são introduzidas na peça, nomeadamente reflexões sobre o teatro contemporâneo e as modas das encenações, tudo com grande comicidade. Nada que altere o poder do texto original. Muito bom. Paris 06.2016 Théâtre de l'Odéon 4/5
BRITANNICUS (1669)
A OBRA (Jean Racine, 1669)
O ESPETÁCULO (CF, 2016)
Já conhecia Britannicus (1669) de uma produção do Théâtre du Nord-Ouest, obviamente uma casa menos prestigiada e com muito menos recursos do que a centenária Comédie-Française. No entanto, gostei mais do espetáculo do TNO do que do da CF, encenado pela estrela Stéphane Braunschweig e interpretado, entre outros famosos atores, por Dominique Blanc. A peça de Racine foi escrita em verso e é de uma dificuldade extrema para chegar hoje a um público alargado. Os atores lutam para que o texto lhes saia naturalmente mas o esforço nota-se. E ação e movimento é o que as peças de Racine não permitem facilmente. Acho que o teatro de Racine mostra o seu melhor através da leitura e da análise textual e perde algo na passagem à cena. A plateia da Comédie-Française aplaudiu imenso o espetáculo mas os muitos adolescentes que estavam na sala estavam simplesmente entediados. Paris 05.2016 CF 2/5
O ESPETÁCULO (TNO, 2015)
Há meses, integrado na integral Racine que o Théâtre du Nord-Ouest está a apresentar, assisti ao clássico Britannicus, tragédia sobre o ódio que Néron nutre pelo seu irmão Britannicus e que o leva a matá-lo. Foi a melhor peça que vi da integral, não só porque o texto é muito bom (compreende-se que seja leitura obrigatória na escola) mas sobretudo porque a interpretação e a encenação valorizavam a peça. Lembro-me de que havia uns pormenores que modernizavam a peça, como o recurso à música rock e a utilização das drogas que faziam sentido no contexto de decadência moral em que o protagonista (Nero) e os seus aliados viviam. Talvez esta encenação não tenha sido do agrado de todos, o facto é que o TNO resolveu estrear hoje uma nova produção de Britannicus, assinada por Jean-Luc Jeener. Foi mais uma noite inesquecível de teatro e confirmou a genialidade da peça de Racine. Não havia nenhum adereço na pequena cena da Salle Economidès, nem havia música. Os atores (todos bons, Néron e Burrhus brilhantes) vestiam apenas umas túnicas romanas. Quase tudo repousava na palavra. A peça é longa (três horas) e em verso, os atores esforçaram-se por ser inteligíveis, houve momentos em que não consegui acompanhar a torrente de palavras, mas houve outros em que ficamos todos hipnotizados, suspensos pela arte de Racine (e dos atores). Austeridade, ausência de espetacularização, intensidade dramática é o que nos dá esta encenação de Britannicus. Foi muito, muito bom. Paris 11.2015 TNO (5/5)
O ESPETÁCULO (TNO, 2015)
A história: Agrippine, viúva de Claudius, teve dois filhos de homens diferentes, Britannicus e Néron, que se enamoram pela mesma mulher, Junie. Néron, o imperador, mata o irmão, iniciando uma série de mortes entre os seus mais próximos. Depois de Iphigénie, Mithridate e Phèdre, vi agora Britannicus, a segunda grande peça de Racine. De longe foi a melhor produção entre as quatro propostas pelo Théâtre du Nord Ouest. Esta tragédia, tal como as restantes, é exigente ao nível do discurso, composta de versos alexandrinos. Mas os atores apropriam-se do texto com brio e encarnam as personagens romanas com um talento imenso. Excelente encenação de Florence Marschal. A introdução de elementos modernos (como a tablete lúdica que exprime a impaciência de Néron) tem um efeito expressivo surpreendente. Paris 02.2015 TNO 5/5
La Locandiera (Goldoni, 1753)
La Locandiera é a peça mais célebre de Goldoni e nunca saiu do repertório dos grandes teatros. Uma estalajadeira diverte-se a seduzir os homens, mantendo o seu desejo aceso, mas não se dando a nenhum, numa afirmação de liberdade pessoal. De certa forma, Mirandolina é uma allumeuse, atitude que serve o seu negócio. A encenação de Alain François para a Comédie Française é muito boa. Permitiu-me ficar a conhecer e a amar esta peça, uma das mais brilhantes comédias que conheço. Paris 11.2018 4/5
La locandiera, Comédie-Française, tradução de Myriam Tanant, encenação de Alain Françon.
Elenco: Mirandolina (Florence Viala), Marquês de Forlipopoli (Michel Vuillermoz), Conde de Albafiorita (Hervé Pierre), Cavaleiro de Ripafratta (Stéphane Varupenne), Dejanira (Coraly Zahonero), Ortensia (Françoise Gillard), Clotilde de Bayser, Fabrizio (Laurent Stocker), criado do Chevalier (Noam Morgensztern), criado do Conde (Thomas Keller)
LE TARTUFFE (1664)
O ESPETÁCULO (Comédie-Française, 2023)
Le Tartuffe ou l'Hypocrite (1664)
ENCENAÇÃO: Ivo van Hove INTÉRPRETES: Denis Podalydès (Orgon), Marina Hands (Elmire), Dominique Blanc (Dorine la servante), Christophe Montenez (Tartuffe) VISTO: 03.2023
O ESPETÁCULO (TNO, 2016)
O Tartuffe mereceu uma acertada encenação de Pascal Guignard Cordelier para o Théâtre du Nord-Ouest. Em relação à recente produção da Comédie-Française, a encenação de Cordelier impõe um ritmo bem mais brando, pareceu-me. E o trabalho dos atores não é histérico como o dos comédiens-français. De resto há boas ideias de interpretação e de encenação nas duas produções. Paris 06.2016 3/5
O ESPETÁCULO (Comédie-Française, 2016)
TARTUFFE
A Comédie-Française repõe uma produção de Tartuffe de 2014 encenada por Galin Stoev. Uma boa produção da peça mais representada pela Comédie-Française: 3100 representações. Mas gostei mais do Misantropo que vi recentemente no Porto, talvez por ser em português, porque tenho dificuldade em acompanhar em francês o teatro em verso do século XVIII. O teatro romântico francês é muito mais fácil de acompanhar no original, por exemplo. O Tartuffe de Stoev não é muito inovador, pelo menos superficialmente, pois não conheco bem esta célebre peça sobre um beato charlatão que se apodera dos bens de um burguês conquistando a confiança absoluta deste e da mãe deste. Quando o charlatão é desmascarado já é tarde, pois a propriedade da vítima já está nas suas mãos. No final tudo volta à ordem com a intervenção direta do monarca, o justo, que manda prender Tartuffe. Paris 05.2016 Comédie-Française 3/5
HAMLET
O ESPETÁCULO (Odéon, 2024)
Clotilde Hesme (Hamlet)
Peça de William Shakespeare
Paris 2024 Théâtre de l'Odéon 3.5/5
Encenação: Cristiane Jatahy
Isabel Abreu (Ofélia)
Servane Ducorps (Gertrude)
Clotilde Hesme
Tonan Quito (Polonius)
Um Hamlet muito polémico na Comédie Française. Um tom demasiado cómico para a minha sensibilidade preparada para ver uma tragédia, une mauvaise sitcom como li algures. Nem mais. Mas Denis Podalydès está impecável.
Hamlet, Comédie Française 2013 2,5/5
No Théâtre du Nord-Ouest, um Hamlet sombrio mas também com muito furor (intervenções rock/pop) e ligeiros safanões ao texto para nos impedir de encarar a peça como a obra-prima de pedra que é Hamlet. Bons atores, sobretudo o carismático protagonista.
Hamlet, Théâtre du Nord-Ouest 2014 3/5
La Mer (Comédie-Française, 2016)
Foi a primeira vez que vi uma peça de Edward Bond. The Sea (estreada em 1973 no Royal Court Theatre, em Londres), ou La Mer, na produção da Comédie-Française encenada por Alain Françon. Uma pequena terra da costa inglesa está de luto porque um jovem morreu no mar durante uma tempestade. Ele ia casar com uma jovem da upper-class local, que agora é consolada pelo amigo do noivo que sobreviveu ao naufrágio. À volta destes dois jovens que no final da peça abandonam juntos a terra, uma sociedade imobilizada, hierarquizada, de mulheres solitárias e frustradas e homens alienados, que escolhem o isolamento absoluto (um eremita de praia) ou caem na loucura. Uma comédia muito negra com o mar ao fundo, que muda de humores tal como os homens. Muito bom. Paris 05.2016 Comédie-Française 4/5
Subscribe to:
Posts (Atom)
Will Eisner (Michael Schumacher, 2010)
Will Eisner (2010) Autor: Michael Schumacher Bloomsbury 2010 Hardcover BIBLIOTECA F
-
A Noite Canta os seus Cantos (1997) Livrinhos de Teatro nº4 Artistas Unidos 2005 BMPV Leituras, agosto de 2025
-
Archives du Nord ( Marguerite Yourcenar, 1977) Arquivos do Norte Difel BIBLIOTECA P
-
Livrinhos de Teatro n° 131 Lisboa, fevereiro de 2020 Glaube, Liebe, Hoffnung (1933) Berlim, Deutsches Theater, 1933













































