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Edith Wharton (Diane de Margerie, 2000)

 
Edith Wharton (Flammarion, 2000)
Comprei este livro pensando ser uma biografia de Edith Wharton. Mas não é. Diane de Margerie, que traduziu para francês várias obras de Wharton e prefaciou outras tantas, tornou-se íntima do universo romanesco da escritora americana a ponto de tentar um retrato da escritora que se inspira tanto nas suas obras como na sua vida. Wharton é um daqueles escritores que se expôs, nas dimensões mais íntimas do seu ser, nas personagens, nas tramas e nas situações dos seus romances, novelas e contos. De forma oblíqua, obviamente. O efeito conseguido por Margerie é o mais positivo: desbrava a complexidade da obra de Wharton ao mesmo tempo que aguça a curiosidade do potencial leitor para os livros da autora. Edith teve uma relação complicada, distante, com a mãe, e o pai primou pela ausência. Em adulta apenas teve grandes amizades masculinas, nomeadamente com homossexuais (latentes ou não), como Henry James, Walter Berry e Morton Fullerton (com este último teve a sua única paixão consumada). Se estas amizades masculinas aparecem nas suas ficções, é a mulher que ocupa o seu centro. As mulheres da sua sociedade não têm grande liberdade de ação, mesmo aquelas da velha aristocracia de Nova Iorque, a que Wharton tanto se dedicou. Wharton tornou-se numa escritora reconhecida e, ao contrário do seu grande amigo e mentor Henry James, numa escritora muito popular, com vários best-sellers. Wharton admirava as suas personagens-mulheres que lutavam contra as armadilhas e preconceitos sociais e desprezava aquelas que contribuíam para a reprodução desses constrangimentos. Tornar-se escritora, conquistar a room of one's own, como defendia Virgina Woolf, foi sem dúvida o grande feito desta grande escritora, que vou querer visitar muitas vezes. VC 2017 4/5

A Streetcar Named Desire

Paris 6.04.2024 
Théâtre des Bouffes Parisiens 4/5

La Ménagerie de Verre (T. Odéon, 2020 & 2022)

A casa dos Wingfield é uma gruta felpuda, cor de terra, onde a mãe, a filha e o filho se aconchegam e se digladiam. A frustação (e a solidão) dos três é tal que o filho, seguindo o exemplo do pai, foge e abandona a família. Antes tentara arranjar um noivo para a irmã mas apresentou-lhe um colega que já tinha noiva, provocando a ira da mãe e a depressão da irmã. Esta peça, o primeiro grande sucesso de Tennessee Williams, é já uma obra autobiográfica. La Ménagerie de verre (The Glass Menagerie), mise en scène de Ivo van Hove, com Isabelle Huppert (Amanda Wingfield), Justine Bachelet (Laura), Cyril Guei (Jim) e Nahuel Pérez Biscayart (Tom). Paris 03.2020 Théâtre de l'Odéon 4/5


LA MÉNAGERIE DE VERRE (2022)

TÍTULO ORIGINAL: The Glass Menagerie (1945) ENCENAÇÃO: Ivo van Hove INTÉRPRETES: Isabelle Huppert (Amanda Wingfield), Justine Bachelet (Laura), Cyril Guei (Jim), Antoine Reinartz (Tom) VISTO: Théâtre de l'Odéon, novembro de 2022

Years Ago (Ruth Gordon, 1946)

The Actress (George Cukor, 1953) 
THE ACTRESS (1953)

REALIZAÇÃO: George Cukor ARGUMENTO: Ruth Gordon, baseado na sua própria peça Years Ago (1946) PRODUTOR: Lawrence Weingarten (Metro-Goldwyn-Mayer) ELENCO: Spencer Tracy, Jean Simmons, Teresa Wright, Anthony Perkins FOTO: Harold Rosson MÚSICA: Bronisław Kaper ESTREIA: 25.09.1953 (EUA) 7.10.1954 A ACTRIZ (Portugal) VISTO: Paris 20.09.2024 Cinémathèque NOTA: 3/5 Um filme menor de George Cukor, que adapta a peça autobiográfica da adolescência de Ruth Gordon. Jean Simmons na protagonista tem a melhor interpretação.

Death of a Salesman (Londres, 2019)

Death of a Salesman (Arthur Miller, 1949) 
Death of a Salesman (1949) é por muitos considerada a grande peça do teatro americano. Trata de um chefe de família, Willy Loman, que não sente estar à altura das exigências que dele fazem a família e o patrão. Num dia apenas caem as máscaras e Willy morre. A excelente produção que vi em Londres no Piccadilly Theatre foi encenada por Marianne Elliott, e foi interpretada por Wendell Pierce (Willy Loman) e Sharon D Clarke (Linda Loman). Londres 11.2019 Piccadilly Theatre 4/5

A View From the Bridge (2024)

 
A View From the Bridge
Peça de Arthur MILLER
Londres 2024 Royal Haymarket Theatre 4/5


THEATRE ROYAL HAYMARKET
LONDRES, 2024













Boom! (TNSJ, 2022)

 
BOOM! (2022)
Miguel Loureiro encena e protagoniza este espetáculo baseado em vários textos de Tennessee Williams. As personagens principais, Flora Goforth e Chris Flanders, apareceram primeiro num conto de 1953, passaram para o teatro em 1963 em The Milk Train Doesn't Stop Here Anymore e para o cinema em Boom, de Joseph Losey, nos traços de Elizabeth Taylor e Richard Burton. Goforth comporta-se como uma diva sem público na sua ilha privada, sente aproximar-se o fim até que chega o Anjo da Morte na figura de um belo jovem. Miguel Loureiro propõe uma versão camp, a raiar o musical, para esta história tão cara a Williams, que a declinou ao logo de muitos anos no teatro e no cinema, apesar do falhanço clamoroso de público e da crítica. Porto 05.2022 TNSJ 4/5

Tom. The Unknown Tennessee Williams (1995)

Tom. The Unknown Tennessee Williams (1995)

Ensaio de Lyle Leverich

Crown Publishers 1995

1st Edition 

BIBLIOTECA 


Exemplar sem capa
BIBLIOTECA

NT

Oleanna (David Mamet, 1992)

 
Um professor e uma aluna, conversas em que as palavras explodem como granadas, relações de poder que se invertem, #Me Too antes do tempo. Peça estupenda de David Mamet, na versão de Pedro Mexia, encenada por Ricardo Pais, com Mafalda Lencastre (Carol, aluna) e Pedro Almendra (John, professor). Entrei pela primeira vez na Sala Estúdio Latino do Teatro Sá da Bandeira. Porto, março de 2019 N4/5

Will Eisner (Michael Schumacher, 2010)

Will Eisner (2010) Autor: Michael Schumacher Bloomsbury 2010 Hardcover BIBLIOTECA F