Colombe é uma peça brilhante de Jean Anouilh, que descende das comédias de boulevard de Feydeau e outros. Vi a produção da Comédie des Ternes que é simplesmente excelente. Duas horas e vinte minutos de puro divertimento, sem um momento apagado. Há atores melhores do que outros, é certo, por vezes falta subtileza no jogo de certos atores, mas nada que impeça o brilho de toda a produção. Passou a ser uma das minhas peças de teatro preferidas. A história? Colombe, uma jovem tímida, casada com um homem que vive mal com todos inclusive com a sua família, é recebida por uns tempos pela sogra que é uma célebre atriz de teatro. Colombe transforma-se completamente. Torna-se atriz e liberta-se do mundo pudico e asfixiante que o marido lhe impunha. Paris 01.2017 TNO 4,5/5
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LE VOYAGEUR SANS BAGGAGE (1937)
Cinema: Le Voyageur sans bagage
(Jean Anouilh, 1944)
Le Voyageur sans bagage é uma peça famosa de Jean Anouilh, criada em 1937 pelo encenador Georges Pitoeff no Théâtre des Mathurins. Anouilh decidiu em boa hora fazer uma versão cinematográfica da peça em 1944 e saiu-se bem. Eu conhecia a peça, um clássico da dramaturgia francesa, e foi essa a razão que me levou a ver um filme de que nunca ouvira falar. Um ex-soldado amnésico, depois de algum tempo recolhido num asilo, toma conhecimento de uma família que vê nele um parente desaparecido na guerra. Mas o soldado descobre que no passado foi uma pessoa malquista por todos e resolve renegar o passado que lhe atribuem e que ele não reconhece e opta por ser adotado por um órfão. Como se vê, com uma história destas não se recusa nem ir ao teatro nem ao cinema. Produção da Éclair-Journal. Paris 10.2016 Le Desperado 3/5
Monsieur Barnett (Jean Anouilh, 1967)
Monsieur Barnett está no barbeiro, cortam-lhe o cabelo e fazem-lhe as unhas. O barbeiro e a manicure têm Barnett em grande estima (como cliente) e não param de insinuar a sua alta categoria social. Mas Barnett está prestes a morrer naquela cadeira de barbeiro e só quer ver-se livre dos dois insuportáveis empregados. Exige (últimas vontades) ficar a sós com uma estagiária atraente da casa... Mise en scène de Isabel Mahay, com Alain Michel, Fred Dias, Florian Bernard, Vasilica Grangeas. Paris 09.2019 Théâtre du Nord-Ouest 3/5
L' Alouette (Anouilh, 1953)
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| Cartaz de Jean-Denis Malclès (1953). Collections A.R.T. |
Jean Anouilh é um dos grandes dramaturgos franceses, mas só agora consegui ver uma das suas peças. Por sinal, uma das suas obras mais célebres (mais de 600 representações na estreia), criada no Théâtre Montparnasse em 1953 e desde então regularmente representada em França e no estrangeiro. L'Alouette é uma peça sobre Jeanne D'Arc que, perante os juízes do tribunal que a vai condenar, revive os momentos marcantes da sua vida. O texto é poderoso, acentuando os elementos políticos e de género próprios da história da heroína. A produção do Théâtre du Nord-Ouest, encenada por Geneviève Brunet e Odile Mallet, é excelente, com muito bons intérpretes, como a Jeanne de Marta Corton Viñals. Paris 06.2015 TNO 4/5
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