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SEPARATED TABLES

Separate Tables (Delbert Mann, 1958)
Queria muito ver este filme pela peça de Terence Rattigan que o originou. Rattigan também escreveu o argumento com John Gay e John Michael Hayes. Tudo se passa em menos de 24 horas na pensão Beauregard, em Inglaterra. Os pensionistas ficam a saber pelo jornal que um deles, um suposto major tagarela, foi apanhado num cinema a seduzir algumas espetadoras, denunciado e levado a tribunal por esse motivo. Os pensionistas dividem-se entre os que defendem a sua expulsão e os que o apoiam. Mas a peça é também sobre a solidão, o sofrimento e as paixões reprimidas de quase todas as personagens. Trama mais british não podia haver. O ramalhete de atores é impressionante:  Rita Hayworth, Deborah Kerr, David Niven, Burt Lancaster e Wendy Hiller. Esta ganhou o óscar para melhor atriz coadjuvante e David Niven o óscar para o melhor ator, num papel difícil mas a meu ver mal defendido por Niven. Vila do Conde 07.2015 DVDteca 4/5

The Glass Menagerie (Irving Rapper, 1950)

Another Man's Poison (Irving Rapper, 1952)

Bette Davis e Gary Merrill protagonizam  este filme escrito por Val Guest a partir de uma peça de teatro. O filme é inglês e para mim o maior interesse em vê-lo é o desempenho de Bette Davis, num dos seus papéis de megera. O filme intitula-se Jezebel em França e Mulher Maldita no Brasil. De resto a história e as personagens são para esquecer. Davis é um escritora famosa que é amante do namorado da sua secretária. No dia em que começa a história, ela mata o marido, do qual estava separada há anos (e ninguém o conhecia nas redondezas). Ele tinha aparecido de repente para fazer chantagem com ela. Ele e outro homem tinham assaltado um banco e atingido um polícia com arma de fogo. Esse homem aparece na casa da escritora e toma o lugar do seu marido... Um dramalhão inócuo. Melun 01.2021 TV 2/5

THE GLASS MENAGERIE (1950)

Que atores para a estreia de uma peça de Tennessee Williams no cinema! Não me lembro de ter visto antes Gertrud Laurence, uma lenda do teatro.  Estão todos bem, mas penso que já se fez melhor depois. A narração de Tom Wingfield na introdução e na conclusão tirou um pouco a força do drama de Williams, mas a história, a verdade das personagens e as emoções saem intactas deste filme. Melun 11.2020 TV 3,5/5
The Glass Menagerie (1950), realização de Irving Rapper, argumento de Tennessee Williams e Peter Berneis, com Gertrude Lawrence (Amanda Wingfield), Jane Wyman (Laura Wingfield), Arthur Kennedy (Tom Wingfield) e Kirk Douglas  (Jim O'Connor).

Years Ago (Ruth Gordon, 1946)

The Actress (George Cukor, 1953) 
THE ACTRESS (1953)

REALIZAÇÃO: George Cukor ARGUMENTO: Ruth Gordon, baseado na sua própria peça Years Ago (1946) PRODUTOR: Lawrence Weingarten (Metro-Goldwyn-Mayer) ELENCO: Spencer Tracy, Jean Simmons, Teresa Wright, Anthony Perkins FOTO: Harold Rosson MÚSICA: Bronisław Kaper ESTREIA: 25.09.1953 (EUA) 7.10.1954 A ACTRIZ (Portugal) VISTO: Paris 20.09.2024 Cinémathèque NOTA: 3/5 Um filme menor de George Cukor, que adapta a peça autobiográfica da adolescência de Ruth Gordon. Jean Simmons na protagonista tem a melhor interpretação.

The Rose Tattoo (Daniel Mann, 1955)

 
Tennessee Williams escreveu The Rose Tattoo para Anna Magnani, que interpreta uma mãe siciliana no seu registo habitual, talvez ainda mais over do que nos filmes italianos. Ganhou o óscar com este filme. Enquanto faz o luto pelo seu marido, conhece outro italiano (Burt Lancaster) com a mesma profissão e com a mesma tatuagem que o seu marido... Foi nomeado para melhor filme (o produtor é Hal Wallis), mas a realização de Daniel Mann é desinspirada. O mais notável é mesmo o encontro da Magnani e de Tennessee Williams (que assinou o argumento feito a partir da sua própria obra). Vila do Conde 8.2016 DVDTECA 3/5

SUDDENLY LAST SUMMER (1958)

 
Subitamente no verão passado (TNDM II, 2020)
Suddenly, Last Summer (1958) é uma das minhas peças preferidas de Tennessee Williams, que não me canso de ver. Desde a versão para cinema (1959) com Katherine Hepburn, Elizabeth Taylor e Montgomery Clift, que tenho sempre a curiosidade em ver quem vai assumir mais uma vez as personagens de Violet Venable, Catherine e Dr Cukrowicz que protagonizam o drama violento de Williams. Uma mãe perdeu o único filho, Sebastian, no verão passado, o primeiro verão que não passaram juntos, e carrega a culpa dessa tragédia ao mesmo tempo que culpabiliza a sobrinha, a mulher que substituiu a mãe para acompanhar Sebastian nessas férias. Gostei muito desta produção de Bruno Bravo, que teve tradução do texto de Miguel Castro Caldas e música e sonoplastia de Sérgio Delgado. Na interpretação, gostei particularmente de Carolina Salles como Catherine. Com Mónica Garnel (Violet Venable), Carolina Salles (Catherine), José Leite (Dr Cukrowicz), Alice Medeiros, Joana Campos, João Pedro Dantas e Marina Albuquerque. Coprodução do TNDM II e de Primeiros Sintomas. Lisboa 02.2020 Sala Estúdio do Teatro Dona Maria II 4,5/5
Criação de Suddenly, Last Summer: York Playhouse (Off Broadway, NY), 1958. Com Anne Meacham (Catharine), Hortense Alden (Violet Venable), Robert Lansing (Dr. Cukrowicz), Eleanor Phelps (Mrs. Holly), Alan Mixon (George), incidental music de Ned Rorem.

 
Soudain, l'été dernier (Théâtre de l'Odéon, 2017)
Suddenly, Last Summer, o filme de Mankiewicz, com Katherine Hepburn, Elizabeth Taylor e Montgomey Clift, pôs a fasquia muito alto para as posteriores adaptações do belo texto dramático de Tennessee Williams. Foi um filme que me marcou muito e que me levou a procurar ver tudo de Williams. Nos anos 80 tive a felicidade de ver Bruscamente no Verão Passado, pelo Grupo Teatro Hoje/Teatro da Graça, encenado por Carlos Fernando. E ,muitos anos depois, vi agora Soudain, l'été dernier, no Théâtre de l'Odéon, encenado por Stéphane Braunschweig. Já não me recordo bem da produção de Carlos Fernando (com Isabel Castro?), só me lembro de que adorei na altura a trilogia de Williams proposta pelo Teatro da Graça, um dos grandes momentos de teatro na minha vida. Não posso dizer o mesmo da nova produção do Théâtre de l'Odéon. O palco é ocupado pela vegetação luxuriante do jardim de Mrs Venable, mãe de Sebastian, poeta que morrera no verão anterior em condições pouco claras. A narrativa dessa morte pela prima que o acompanhava é o clímax da peça. A vegetação ameaçadora do jardim remete para várias referências à crueldade da Natureza (de Deus?), como as plantas insectívoras de que Sebastian cuidava, a matança das tartarugas prenhas por aves carnívoras na praia visitada por Sebastian e pela mãe e, sobretudo, a morte de Sebastian às mãos de pobres esfomeados, dos quais ele se servira e depois rejeitara. Faltou à peça interpretações memoráveis (o doutor de Jean-Baptiste Anoumon é uma sombra ao pé de Montgomery Clift) embora Mrs Vanable e Catherine Holly tenham tido boas atrizes a defendê-las. Apesar de tudo, gostei mais da recente produção dos Artistas Unidos de The Night of the Iguana. Soudain, l'été dernier, Paris 03.2017 Théâtre de l'Odéon 4/5  

Suddenly Last Summer (Joseph L. Mankiewicz, 1959)
Tinha visto Bruscamente no Verão Passado, de Mankiewicz, apenas uma vez (na Cinemateca Portuguesa, se a memória não me atraiçoa). Mas nunca o esqueci por várias razões: o texto de Williams, a realização de Mankiewicz e os atores. É um filme importante nas cinematografias de K. Hepburn, Elizabeth Taylor e Montgomery Clift. Eles brilham e vibram na pele de três personagens inesquecíveis de Tennessee Williams, atormentadas pela morte atroz de Sebastian no ano passado, que leva à loucura as duas personagens femininas. Lisboa Cinemateca? & Paris 05.2016 5/5

The Glass Menagerie (T. Williams)

 
The Glass Menagerie (Irving Rapper, 1950)

Que atores para a estreia de uma peça de Tennessee Williams no cinema! Não me lembro de ter visto antes Gertrud Laurence, uma lenda do teatro.  Estão todos bem, mas penso que já se fez melhor depois. A narração de Tom Wingfield na introdução e na conclusão tirou um pouco a força do drama de Williams, mas a história, a verdade das personagens e as emoções saem intactas deste filme. Melun 11.2020 TV 3,5/5
The Glass Menagerie (1950), argumento de Tennessee Williams e Peter Berneis, com Gertrude Lawrence (Amanda Wingfield), Jane Wyman (Laura Wingfield), Arthur Kennedy (Tom Wingfield) e Kirk Douglas  (Jim O'Connor).

Will Eisner (Michael Schumacher, 2010)

Will Eisner (2010) Autor: Michael Schumacher Bloomsbury 2010 Hardcover BIBLIOTECA F