Showing posts with label CINEMA. Show all posts
Showing posts with label CINEMA. Show all posts

Blithe Spirit (1945)

Filme de David Lean
Noël Coward
Paris 12.2023 Cinémathèque 3/5

SEPARATED TABLES

Separate Tables (Delbert Mann, 1958)
Queria muito ver este filme pela peça de Terence Rattigan que o originou. Rattigan também escreveu o argumento com John Gay e John Michael Hayes. Tudo se passa em menos de 24 horas na pensão Beauregard, em Inglaterra. Os pensionistas ficam a saber pelo jornal que um deles, um suposto major tagarela, foi apanhado num cinema a seduzir algumas espetadoras, denunciado e levado a tribunal por esse motivo. Os pensionistas dividem-se entre os que defendem a sua expulsão e os que o apoiam. Mas a peça é também sobre a solidão, o sofrimento e as paixões reprimidas de quase todas as personagens. Trama mais british não podia haver. O ramalhete de atores é impressionante:  Rita Hayworth, Deborah Kerr, David Niven, Burt Lancaster e Wendy Hiller. Esta ganhou o óscar para melhor atriz coadjuvante e David Niven o óscar para o melhor ator, num papel difícil mas a meu ver mal defendido por Niven. Vila do Conde 07.2015 DVDteca 4/5

Edmond (Alexis Michalik, 2018)

Edmond é um biopic de Edmond Rostand, centrado na criacão da sua peça mais célebre, Cyrano de Bergerac. A ação passa-se portanto em 1897, nas poucas semanas em que foi escrita e criada, com sucesso retumbante, e que perdura até hoje. Gostei particularmente de encontrar na trama Courteline e sobretudo Feydeau, que representavam a grande comédia popular da época. E, claro, a diva Sarah Bernhard, rainha do teatro em verso, que era a única vocação de Rostand. Paris 01.2019 3,5/5

LE DINDON (1896)

Le Dindon (Jalil Lespert, 2019)
O clássico de Feydeau (de 1896) não se dá bem na tela. A interpretação exagerada dos atores funciona no palco mas no cinema seria preciso mais subtileza. Um Almodovar faria maravilhas com este textos e atores; Dany Boon, Guillaume Gallienne, Alice Pol, Ahmed Sylla, Laure Calamy. Paris 10.2019 Les Halles 2,5/5

La Voix humaine (1930)

La Voix humaine (1930) é uma famosa peça de Jean Cocteau, que teve adaptações célebres para o cinema e para a ópera. 
Roberto Rossellini adaptou-a com o título "Una Voce Humana", com a grande Anna Magnani, que protagonizou também a curta-metragem "Il miracolo". Estes dois filmes foram estreados e são apresentados em conjunto com o título L'Amore (1948).
O ópera La voix humaine (1958) é de Francis Poulenc e foi criada no ano seguinte na Opéra-Comique em Paris, com Denise Duval na protagonista e Georges Prête como maestro.
Vi a boa produção do Théâtre du Nord-Ouest, encenada por Bernard Sinclair, com Elieser Mellul, um ator a interpretar a personagem criada para uma mulher. Paris 2013 Théâtre du Nord-Ouest 3/5

Anna Magnani (Uma voce umana, 1948)

L'Amore (1948)
Cinemateque Francesa (2008) e TV
8/10
Denise Duval

LE VOYAGEUR SANS BAGGAGE (1937)

 
Cinema: Le Voyageur sans bagage
(Jean Anouilh, 1944)
Le Voyageur sans bagage é uma peça famosa de Jean Anouilh, criada em 1937 pelo encenador Georges Pitoeff no Théâtre des Mathurins. Anouilh decidiu em boa hora fazer uma versão cinematográfica da peça em 1944 e saiu-se bem. Eu conhecia a peça, um clássico da dramaturgia francesa, e foi essa a razão que me levou a ver um filme de que nunca ouvira falar. Um ex-soldado amnésico, depois de algum tempo recolhido num asilo, toma conhecimento de uma família que vê nele um parente desaparecido na guerra. Mas o soldado descobre que no passado foi uma pessoa malquista por todos e resolve renegar o passado que lhe atribuem e que ele não reconhece e opta por ser adotado por um órfão. Como se vê, com uma história destas não se recusa nem ir ao teatro nem ao cinema. Produção da Éclair-Journal. Paris 10.2016 Le Desperado 3/5

AGATHA (1981)


edição original de 1981
edição portuguesa de 2012
Há dias fui ao Théatre du Nord Ouest ver uma peça de Marguerite Duras, Agatha. Não conhecia este texto. Mas bastaram uns minutos para ficar subjugado pela poesia desta voz única entre muitas. No fim da peça, muito curta (uma hora), só me apetecia fazer como só no cinema é possível: tomar um café e voltar ao cinema para a sessão seguinte do mesmo filme.
Meia dúzia de objetos no palco e dois atores maravilhosos que interpretam os irmãos amantes que têm de separar-se, é quanto basta para criar a magia do teatro. Théatre du Nord Ouest 12.2013 Paris 5/5

Agatha (1981)
Filme de Marguerite Duras
Paris 2024 Cinémathèque 3.5/5
Com Bulle Ogier, Yann Andréa e M. Duras (voz)
Produção: INA, Les Productions Berthemont

THE BOYS IN THE BAND (Mart Crowley, 1968)

 
THE BOYS IN THE BAND (Joe Mantello, 2020)
The Boys in the Band é originalmente uma peça de teatro de Mart Crowley estreada em 1968 na Off Broadway. A peça faz o ponto da situação dos gays na época, dos gays mais ou menos assumidos e das relações difíceis com os heteros. Tudo se passa num penthouse onde um jovem gay recebe os amigos para uma festa de aniversário, mas recebe também inesperadamente um ex-colega de universidade claramente homofóbico. Crowley, o autor da peça, também escreveu o argumento que foi filmado em 1970 por William Friedkin e este ano por Joe Mantello. Ambos os filmes mantêm o elenco que tinha levado ao palco o texto de Crowley em 1968 e em 2018. Os atores do revival e do filme de 2020 são Jim Parsons, Zachary Quinto, Matt Bomer, Andrew Rannells, Charlie Carver, Robin de Jesús, Brian Hutchison, Michael Benjamin Washington e Tuc Watkins. VC 2020 Netflix 3/5

The Boys in the Band (1970)
Peça de Mart Crowley
Filme de William Friedkin
Paris 04.2024 Cinémathèque 3/5

 

Gas Light (Patrick Hamilton, 1938)

Gaslight (George Cukor, 1944)
REALIZADOR: George Cukor ARGUMENTO: John Van Druten Walter Reisch, John L. Balderston, basedo na peça Gas Light (Patrick Hamilton, 1938)  PRODUTOR: Arthur Hornblow Jr. (Metro-Goldwyn-Mayer) ELENCO: Charles Boyer, Ingrid Bergman, Joseph Cotten, May Whitty, Angela Lansbury FOTO: Joseph Ruttenberg MÚSICA: Bronisław Kaper PALMARÉS: Ingrid Bergman recebeu o Oscar, o Golden Globe e NBR. Nos Oscars foi nomeado para melhor filme, melhor argumento, melhor ator (Charles Boyer) e atriz secundária (Angela Landsbury).
ESTREIA: 4.05.1944 (EUA) 26.03.1946 MEIA LUZ (Portugal)   REVISTO: Paris 6.10.2024 Cinémathèque 

Vânya 42nd Street (Louis Malle, 1994)

 
Vânya 42nd Street (Louis Malle, 1994)
Foi em 2001 que vi na televisão portuguesa este Vânya 42nd Street e desde então o filme de Louis Malle nunca me saiu da memória. Na verdade, as produções a partir de Tchekhov nunca as esqueço. Neste caso, David Mamet adaptou o dramaturgo e Andre Gregory escreveu o argumento. Foi tudo filmado no New Amsterdam Theatre, na 42nd street de Nova Iorque, mais precisamente nas partes recuadas do teatro, com muito poucos espectadores. Estes também são filmados assim como os momentos informais ou de não representação de toda a equipa. Quem brilha alto, muito alto, como não podia deixar de ser, são os atores. Recomendado aos amantes do teatro. Paris 03.2018 Cinémathèque N:4/5

Intérpretes Wallace Shawn (Vanya) Julianne Moore (Yelena)  Larry Pine (Astrov) Brooke Smith (Sonya) George Gaynes (Serybryakov) Phoebe Brand (Marina) Jerry Mayer (Telegin) Lynn Cohen (Vonenskaya)

Years Ago (Ruth Gordon, 1946)

The Actress (George Cukor, 1953) 
THE ACTRESS (1953)

REALIZAÇÃO: George Cukor ARGUMENTO: Ruth Gordon, baseado na sua própria peça Years Ago (1946) PRODUTOR: Lawrence Weingarten (Metro-Goldwyn-Mayer) ELENCO: Spencer Tracy, Jean Simmons, Teresa Wright, Anthony Perkins FOTO: Harold Rosson MÚSICA: Bronisław Kaper ESTREIA: 25.09.1953 (EUA) 7.10.1954 A ACTRIZ (Portugal) VISTO: Paris 20.09.2024 Cinémathèque NOTA: 3/5 Um filme menor de George Cukor, que adapta a peça autobiográfica da adolescência de Ruth Gordon. Jean Simmons na protagonista tem a melhor interpretação.

The Rose Tattoo (Daniel Mann, 1955)

 
Tennessee Williams escreveu The Rose Tattoo para Anna Magnani, que interpreta uma mãe siciliana no seu registo habitual, talvez ainda mais over do que nos filmes italianos. Ganhou o óscar com este filme. Enquanto faz o luto pelo seu marido, conhece outro italiano (Burt Lancaster) com a mesma profissão e com a mesma tatuagem que o seu marido... Foi nomeado para melhor filme (o produtor é Hal Wallis), mas a realização de Daniel Mann é desinspirada. O mais notável é mesmo o encontro da Magnani e de Tennessee Williams (que assinou o argumento feito a partir da sua própria obra). Vila do Conde 8.2016 DVDTECA 3/5

The Glass Menagerie (T. Williams)

 
The Glass Menagerie (Irving Rapper, 1950)

Que atores para a estreia de uma peça de Tennessee Williams no cinema! Não me lembro de ter visto antes Gertrud Laurence, uma lenda do teatro.  Estão todos bem, mas penso que já se fez melhor depois. A narração de Tom Wingfield na introdução e na conclusão tirou um pouco a força do drama de Williams, mas a história, a verdade das personagens e as emoções saem intactas deste filme. Melun 11.2020 TV 3,5/5
The Glass Menagerie (1950), argumento de Tennessee Williams e Peter Berneis, com Gertrude Lawrence (Amanda Wingfield), Jane Wyman (Laura Wingfield), Arthur Kennedy (Tom Wingfield) e Kirk Douglas  (Jim O'Connor).

The Trading Post (Larry Ketron)


The Only Thrill (Peter Masterson, 1997)

The Only Thrill (1997) é o único filme que vi de Peter Masterson. O filme parte de uma peça de teatro, The Trading Post, de Larry Ketron, que também assina o argumento. O DVD francês tem o título Tennessee Valley, que era para ser o título original do filme. A história passa-se neste estado americano, onde vivem dois homens, pai e filho, que reagem da mesma forma em relação às mulheres que amam: não assumem frontalmente que as amam e elas acabam por afastar-se. Reencontram-se 30 anos depois e o amor entre eles e elas não está extinto, mas apenas o filho (Robert Patrick), poderá ainda fazer o que devia ter feito no passado. Com Diane Keaton, Sam Shepard, Diane Lane, Robert Patrick, Tate Donovan. Produção de Laureate Productions, Moonstone Entertainment e Prestige Productions. Vila do Conde 2.2020: 3/5
Diane Lane & Robert Patrick


DVD Tennessee Valley
DVD Warner Vision France 2001
DVDTECA

The Deep Blue Sea (Rattigan)

The Deep Blue Sea (Terence Davies, 2011)
The Deep Blue Sea (2011), O Profundo Mar Azul na estreia portuguesa (em 2013), é um dos meus filmes preferidos dos últimos anos. É um filme que desde as primeiras imagens sabe instaurar uma atmosfera peculiar de desespero e de mistério que sufoca a protagonista e para este efeito contribuem a fabulosa fotografia, o concerto para violino de Barber e a grande interpretação de Rachel Weisz. Mas é a realização do britânico Terence Davies, um mago na terra do realismo, que transforma esta adaptação de uma peça histórica de Terence Rattigan num filme tão poético. Arlequin, Paris 2012 & Filmoteca de Madrid 08.2014: 5/5

The Importance of Being Ernest (Oscar Wilde)

 

The Importance of Being Ernest (Oliver Parker, 2002)

Dois amigos divertem-se a inventar duplos de si mesmos para facilitar as suas conquistas amorosas, mas um dia esse estratagema terá de ser desfeito e descobrem que são irmãos... Brilhante peça de Wilde que só poderia resultar num bom filme com os atores reunidos por Oliver Parker (realizador e argumentista). Vila do Conde 07.2018 DVDTECA 3/5
The Importance of Being Ernest (2002). Argumento de Oliver Parker. Elenco: Colin Firth (Jack), Rupert Everett (Algy), Judi Dench (Lady Bracknell), Reese Witherspoon (Cecily Cardew), Frances O'Connor (Gwendolen Fairfax), Anna Massey (Miss Prism) e Tom Wilkinson (Canon Chasuble), Edward Fox (Lane), Patrick Godfrey (Merriman). Produção da Ealing.

O Tio Vânia (Andrei Konchalovsky, 1970)

O TIO VÂNIA (1970)
Realização de Andrei Konchalovsky
Uma versão sombria, tensa, do clássico de Tchékhov. Uma família dilacerada, onde ninguém parece feliz, mas lutam pela felicidade, todos os dias. Paris 09.2020 Cinémathèque 4/5

Duet for One (1986)

DUET FOR ONE (1986)
Realização de Andrei Konchalovsky
Duet for One é uma peça de teatro de Tom Kempinski (1980) sobre a depressão de uma violinista decorrente da doença que lhe foi diagnosticada. Ela abandona a carreira de concertista e o seu próprio casamento se desfaz. O filme vale pela história (inspirada na violoncelista Jacqueline du Pré) e pelos grandes atores: Julie Andrews, Max Von Sydow, Alan Bates, Liam Neeson, Macha Méryl, Rupert Everett. Andrews foi nomeada ao Golden Globe. Paris 09.2020 Cinémathèque 3/5

MY DINNER WITH ANDRE

 
O Meu Jantar com o André (TNSJ, 2016)
My Dinner with Andre (1981) é um filme de Louis Malle com o argumento de Andre Gregory e Wallace Shawn. O Meu Jantar com o André é a versão para teatro daquele argumento, encenada em 2013 por Manuel Wiborg no Teatro Taborda, em Lisboa. Esta produção foi reposta agora no Teatro Nacional de São João, com Manuel Wiborg e João Vaz na pele dos dois únicos personagens da peça. Dois amigos, um dramaturgo e o outro encenador de teatro, encontram-se para jantar num restaurante, depois de alguns anos sem se verem. Durante uma hora e meia assistimos à conversa entre os dois, que atravessam momentos de angústia, um devido a problemas financeiros, o outro devido a um mal-estar geral perante as grandes questões da vida. Em cinema certamente este texto resultará melhor, já que a câmara pode trazer algum dinamismo a uma situação que prima pela ausência de ação. Em teatro, este jantar-conversa raia os limites da imobilidade pondo à prova a qualidade do texto e dos atores. O talento de Wiborg e Vaz felizmente valoriza esta produção, garantindo um bom momento de teatro. Porto 07.2016 TNSJ 3/5

 
My Dinner with Andre (Louis Malle, 1981)
Desde que vi a peça O Meu Jantar com o André, em 2016, no Teatro São João, fiquei com curiosidade em conhecer o filme de Louis Malle, escrito e protagonizado por Andre Gregory e Wallace Shawn (interpretados no São João por João Vaz e Manuel Wiborg). Dois amigos que trabalham no teatro, um que sobrevive com enormes dificuldades para se manter no meio, o outro que foi uma estrela da encenação até se afastar do teatro, mas mantendo um estatuto e nível de vida elevados, esses dois amigos não se vêem há muitos anos e agora encontram-se para jantar num restaurante nova-iorquino de luxo. Falam um pouco de tudo, mas sobretudo de teatro e da influência deste no espírito e na vida dos homens. A conversa é estimulante, à beira do insuportável  (o egocentrismo de Andre é por vezes irritante, mas também sabe escutar o amigo) e não admira que o argumento do filme se tenha transformado numa peça de teatro representada em todo o lado. Andre Gregory e Wallace Shawn são antes de tudo homens de teatro e colaborariam mais tarde com Louis Malle em Vanya 42nd Street (outra peça de teatro testemunhada e reinventada pelo cinema). Paris 03.2018 Cinémathèque 3,5/5 

The Importance of Being Earnest (1952)

 
Filme de Anthony Asquith
Vi apenas três filmes de Anthony Asquith, um realizador um tanto académico e de quem quase não se fala, mas esses filmes nunca saíram da minha memória e estão entre aqueles que sempre quis rever. Os três filmes adaptam três obras-primas do teatro inglês, de Terence Rattigan, George Bernard Shaw e Oscar Wilde. Este último talvez nunca tenha tido tão boa sorte no cinema quanto com The Importance of Being Earnest assinado por Anthony Asquith em 1952. A origem teatral da história que vemos é mais do que assumida porque o filme abre num teatro com espectadores que vão assistir a uma peça. Teatro filmado? Nada disso. Para muitos de nós este filme deixa para sempre o melhor testemunho de grandes atores de meados do século 20, todos primorosos: Michael Denison (Algernon), Michael Redgrave (Jack), Edith Evans (Lady Bracknell), Dorothy Tutin (Cecily), Joan Greenwood (Gwendolen), Margaret Rutherford (Miss Prism), Miles Malleson (Canon Chasuble). Filme inesquecível. Vila do Conde 12.2019 DVDTECA 4/5

Will Eisner (Michael Schumacher, 2010)

Will Eisner (2010) Autor: Michael Schumacher Bloomsbury 2010 Hardcover BIBLIOTECA F