Nine Stories (1953, contos)

 

NYC 1919 - New Hampshire 2010


Nine Stories (1953, contos)

"A Perfect Day for Bananafish" "Uncle Wiggily in Connecticut" "Just Before the War with the Eskimos" "The Laughing Man" "Down at the Dinghy" "For Esmé – with Love and Squalor" "Pretty Mouth and Green My Eyes" "De Daumier-Smith's Blue Period" "Teddy"

Difel 2005
Quetzal 2014
Relógio D'Água

Franny and Zooey (1961)

Franny (1955, conto)

Zooey (1957, narrativa)

Quetzal 2012

Raise High the Roof Beam, Carpenters and Seymour:

An Introduction (1963)

Inclui:

Raise High the Roof Beam, Carpenters (1955, novela)

Seymour: An Introduction (1959, novela)

Difel 2006
Quetal 2015

Three Early Stories (2014, contos)

Inclui 3 contos dos anos 1940:

The Young Folks, Go See Eddie, Once a Week Won't Kill You

A Writting Life (1988)

Ensaio de Ian Hamilton
À la Recherche de J. D. Salinger
Éditions de l'Olivier 1996
BIBLIOTECA

The Catcher in the Rye (Salinger, 1951)

 
Romance de J.D. Salinger
1ª edição 1951

Difel 2005
Tradução de José Lima
Leitura 2023 PV 3/5

Quetzal 2011
Tradução de José Lima


Relógio D'Água 2022
Coleção Ficções

Livros do Brasil 1983
Coleção Dois Mundos

Biblioteca de História


Tableau de la France (1830), ed. 1987)
L'Automne du Moyen Age (Huizinga 1916)
Histoire de France (1924) ed. Perrin 2011
Introdução à História (Bloch 1949)
Voltaire (Pomeau 1955), ed. 1989
What is History (Carr 1961)
Grammaire des civilsations (Braudel 1963), ed. 1993
História e Ciências Sociais (Braudel), ed pt 1972)
La Révolution Russe de 1917 (Ferro 1967)
La révolution industrielle (Rioux 1971)
Lénine (Carrère d-Encausse 1972)
The Making of the Modern Family (Shorter 1975)
Essais sur l'histoire de la mort en Occident (Ariès 1975)
La revolution industrielle (Rioux 197)
L'Homme espagnol (Bennassar 1975)
Les Collaborateurs (Ory 1976)
Le Trotskysme (Marie 1977)
Cinema et Histoire (Ferro 1977)
Orientalism (Said 1978)
Staline (Carrère d-Encausse 1979)
Naissance et effondrement du régime communiste en Russie (Ferro 1979)
Emilie, Emilie (Badinter 1983)
La Dynamique du Capitalisme (Braudel 1983), ed pt 1985
Histoire de la vie privée(2) vol. 2 (ed BR) e vol. 5 (ed PT)
Histoire de France (Carpentier & Lebrun 1987)
Le Quartier Latin (Sand, 1988)    
Hitler et les juifs (Burrin 1989) 
Roland Barthes (Calvet 1990) 
La Republique (Aguillon 1990) 
Condorcet (Badinter 1990) 
Histoire des Femmes vol.3 (1991) 
Histoire de l`extreme droite en France (Winock 1993)
L'Empire romain (Grimal 1993)
Dames du XIIe siecle, vol. 1 (Duby 1995) Les Populismes (Rioux 1997)
Le monde retrouvé de Louis-François Pinagot (Corbin, 1998)
Breve storia del fascismo (De felice 2000) 
Walter Benjamin Oeuvres II (Folio 2000)
Quand notre monde est devenu chrétien (Veyne 2006), Livre de Poche 2014
Historia de España (Cortazar 2002) 
Fausse route (Badinter 2003)
Une histoire politique des intellectuels (Minc 2010)
J. D. Salinger A Life (Slawenski 2010)
Une vie avec l'Histoire. Mémoires (Ladurie 2014)
Les filles de rêve (Corbin 2014), ed. Champs 2016) 

Djaimilia (Tchinguiz Aïtmatov, 1958)

Djaimilia (Tchinguiz Aïtmatov, 1958)
Denoël 2001
BIBLIOTECA

Kirghizistan 1928 - Nuremberga 2008

Chaleur du sang (Irène Némirovsky, 1941)


Romance de Irène Némirovsky
Denoël 2007
BIBLIOTECA

L'AFFAIRE SAINT-FIACRE (Simenon, 1976)

L'AFFAIRE SAINT-FIACRE (1976) 
Presses Pocket 1990
Leituras 2025


SIMENON. ÉCRIRE L'HOMME (Michel Lemoine, 2003)

SIMENON. ÉCRIRE L'HOMME (Michel Lemoine, 2003)
Découvertes Gallimard nº 429, février 2003
BIBLIOTECA

Le chien jaune (Simenon, 1931)

Le chien jaune (Simenon, 1931)

Autre Sommeil (Julien Green, 1931)

O romance é de 1931 e narra a descoberta pelo protagonista da sua (homo) sexualidade. Denis foi criado com o primo mais velho Claude, rapaz rebelde e problemático, que tinha no entanto a preferência da tia (que desprezava o próprio filho). No final do romance, depois da morte precoce dos pais, Denis descobre a verdadeira natureza do seu ódio-atração pelo primo. O romance é dominado por uma atmosfera sombria e fria. A atração de Denis pelo primo e alguns apontamentos sensoriais estimulados pela natureza trazem alguma aragem ao ambiente opressor em que aquele vive. Lisboa 2021 3,5/5

The Glass Key (Dashiell Hammett, 1931)

Como ler clássicos da literatura pulp policial, dos anos 20/30, depois de passar a vida a ver o cinema noir, que tantas obras-primas nos deu? Na origem desse cinema, descoberto pela cinefilia europeia por altura da segunda guerra, está a grande literatura policial e detetivesca americana publicada na imprensa (pulp e não só) e em livros, nos anos 20 e 30. Dashiell Hammett, que leio pela primeira vez, é um dos seus grandes autores. The Glass Key é perfeito. Com um estilo enxuto, narra uma história que não fica na memória pela originalidade (por causa das centenas de filmes noir que passaram pelos meus olhos) mas que põe a nu a corrupção da sociedade americana, as ligações perigosas e obscuras entre o poder político e o poder policial, a ambição desmesurada dos seus atores. As personagens, a começar pelo detetive Ned Beaumont, são complexas q.b. para dar grande credibilidade a toda a ação. Excelente. Praia das Caxinas  2017:  4,5/5

O Pobre de Pedir (Raul Brandão, 1931)

O Pobre de Pedir (Raul Brandão, 1931)
Círculo de Leitores
Obras Completas de RB, vol XI
BIBLIOTECA

Sapho (Alphonse Daudet)

SAPHO (1984)
Romance de Alphonse Daudet
Librio 1995

Lettres de Mon Moulin (Alphonse Daudet, 1869)

LETTRES DE MON MOULIN (1869)
J'ai lu 1983
Leitura 2025
Nîmes 1840 - Paris 1897

Une semaine de vacances (Christine Angot, 2012)

Une semaine de vacances (2012) parece ser um parêntese erótico na obra de Christine Angot. Eu li o seu romance anterior, Les Petits (2011), muito bom aliás, sobre a relação entre uma mulher e um homem, estando este em conflito com a ex-mulher. A dimensão erótica não era importante. Na obra seguinte, Une semaine de vacances, uma jovem mulher e um homem mais velho, casado e com filhos, passam alguns dias juntos. Ela é virgem e ele promete, a pedido dela, não mudar essa condição. Mas, talvez provocado por esse desafio, o amante masculino pretende iniciar a jovem em práticas compensatórias que parecem satisfazer apenas a ele: coito anal e sexo oral em todos os lugares possíveis. Aliás o livro abre com uma felação olímpica que ameaça ocupar toda a narrativa. Mas o prazer parece ser unilateral: só o homem tem voz no livro, voz de comando, voz que parece alimentar o seu próprio prazer. Enquanto faz amor, ele não pára de comparar o sexo, os seios, a bunda da sua amante com os da sua mulher e de uma outra sua outra jovem amante. O garanhão é um homem de cultura, especialista na língua francesa, que compra e lê livros com a mesma bulimia com que come e coleciona amantes (conheço destinos bem piores). Quanto à jovem concubina, no fim das férias, quando regressa de comboio para casa, pode enfim falar... com o seu saco de viagem. Um livro feminista (?), com o estilo superior da sua autora. Paris 2016: 4/5

Les Petits (Christine Angot, 2011)

Les Petits (2011)
Leitura 2010s

Pourquoi le Brésil? (Christine Angot, 2002)

Uma escritora consagrada quer passar a outra coisa: sair de Montpellier e instalar-se em Paris, deixar o amor e encontrar o amor, cair na mais profunda depressão para mais intensamente renascer. A neurose parece ser a única roupa que tem, como um velho casaco desgastado que não largamos nunca. Angot é irritante e ao mesmo tempo hipnotizante, por via do ritmo da narrativa e das frases mais ou menos curtas que nos agarram. A narradora disseca a tentativa de dois amantes viverem juntos mas depressa se dão conta de que isso não é possível. Melun/Paris 2021 (3/5)

L'Inceste (Christine Angot, 1999)

L'Inceste (1999)
Romance de Christine Angot
Le Livre de poche
Leitura 2023 Bruxelas

Un tournant de la vie (Christine Angot, 2018)

Un tournant de la vie (2018)
Romance de Christine Angot
Flammarion 2018
Leitura 2024 Paris 3/5

La mauvaise vie (Frédéric Mitterrand, 2005)

La mauvaise vie (2005) é uma das melhores leituras que fiz nos últimos tempos. Não só a obra em si é muito boa, como me levou a questionar algumas ideias feitas sobre a literatura de hoje. Trata-se de um romance autobiográfico de Frédéric Mitterrand, sobrinho do célebre presidente francês. Realizador e programador de cinemas de arte e ensaio, Frédéric era Ministro da Cultura em 2009 quando rebentou a polémica tardia (o livro é de 2005) provocada pelo partido FN tendo como pretexto este seu livro. 
Neste livro, Frédéric M., com a fantasia do romance a colmatar os buracos da memória e os atalhos inconfessáveis, olha para a sua vida sentimental e sexual de uma forma frontal, como poucas vezes se viu. Quando comecei a ler La mauvaise vie, fui surpreendido com a qualidade literária deste empreendimento. Depois fui surpreendido com o retrato que eu ia fazendo do protagonista-narrador (não importa até que ponto coincide com o verdadeiro Frédéric Mitterrand). Uma pessoa atormentada com os seus impulsos e com a pouca gratidão que a vida lhe tem retribuído. E no entanto, não há azedume nem má fé por quem passou (ou não passou da forma que ele esperava) pela sua vida. Pelo contrário, o livro é uma homenagem amorosa por todos os passageiros da sua barca, desde personalidades célebres (Catherine Deneuve e Marguerite Duras, entre as que pude identificar) e anónimas, que desapareceram sem deixar rasto. Neste último caso, estão duas amas da infância e adolescência, a ama boa e a ama má, que merecem de Frédéric algumas das melhoras passagens do livro. Ambas ele tenta encontrar muito mais tarde, décadas depois dos acontecimentos narrados.
Os franceses criaram um subgénero literário que podemos denominar de autoficção, em que o escritor parte de acontecimentos da sua própria vida para construir romances ou narrativas que se situam entre a autobiografia e o romance puro. Aproximando-se ora de um ora de outro pólo, esta literatura cria objetos muito diversos, por vezes sujeitos a acesas polémicas públicas como foi o caso deste livro de Frédéric Mitterand e como foi o caso de Christine Angot, um dos expoentes da autoficção. Para mim, o que conta é a língua ou a voz que cada escritor encontra e vai desenvolvendo de livro para livro. Li obras verdadeiramente admiráveis de Duras, Annie Ernaux, Angot, Catherine Millet e Nina Baraoui, que me fizeram perceber que o facto de se manterem bem perto dos acontecimentos da sua vida particular ou pública e os tomarem como referência central para seu projeto literário, não tem impedido os escritores de serem tão grandes quanto os escritores de literatura de imaginação mais pura. Os tais que mantêm acesa, com melhores ou piores resultados, a tradição romanesca do século XIX que privilegia os romances com histórias e personagens mais ou menos bem definidas. Infelizmente, a literatura portuguesa contemporânea cai, quase toda ela, nesta venerável tradição, americanizada hoje (russa e francesa em oitocentos) e a influência francesa está de tal modo apagada em Portugal que a corrente da autoficção é aí quase inexistente (será exagero?). O romance histórico, o romance de mistérios histórico-intelectuais, o romance mais ou menos realista, urbano ou rural, parecem dominar as livrarias portuguesas e também captar a atenção e o talento dos escritores portugueses. Nunca me passou pela cabeça formar o seguinte pensamento, que pode ser formulado assim: os escritores portugueses deviam pensar em contar a sua vidinha, que é aquela que conhecem melhor. Às vezes, vale a pena começar por arrumar a sua casa, antes de passar a construir o mundo dos outros. 4/5

Nine Stories (1953, contos)

  NYC 1919 - New Hampshire 2010 Nine Stories (1953, contos) "A Perfect Day for Bananafish" "Uncle Wiggily in Connecticut...