Dubliners (James Joyce, 1914)

Dubliners (short-story collection, 1914)
NT

A Portrait of the Artist as a Young Man (James Joyce, 1916)

A Portrait of the Artist as a Young Man (novel, 1916
Retrato do Artista quando Jovem
Civilização Brasileira 1987
BIBLIOTECA

Querida Nora (James Joyce, 1994)

Hiena, março de 1994
Coleção Memória do abismo nº53
BIBLIOTECA

BIO
Dublin 1882 - Zurique 1941

Dubliners (short-story collection, 1914)
A Portrait of the Artist as a Young Man (novel, 1916)
Ulysses (novel, 1922)
Finnegans Wake (novel, 1939, restored 2012)


James Joyce (Edna O'Brien)



Essays On Music (Theodor W. Adorno)



Lieutenant Sturm (Erns Jünger, 1978)

Lieutenant Sturm (Erns Jünger, 1978)
Romance de Ernst Jünger
Viviane Hamy 1991
BIBLIOTECA

BIO
Heisenberg 1895

Maiden Voyage (Denton Welch, 1943)

1º romance de DW
Collection Littérature étrangère
Tradução de Corinne D’Arboussier
Viviane Hamy 1999
NT

In Youth Is Pleasure (Denton Welch, 1945)

In Youth Is Pleasure (Denton Welch, 1945)
2º romance de DW

Edição portuguesa:
NA JUVENTUDE ESTÁ O PRAZER
Prefácio de William S. Burroughs
Tradução de Telmo Rodrigues
Figura de Urso 2018
NT

Soleils brillants de la jeunesse 
Tradução de Michel Bulteau
Viviane Hamy 1997
NT

Viviame Hamy


BIO
Xangai, China 1915 - UK 1948

Pars vite et reviens tard (Fredd Vargas, 2001)

Ed. Viviane Hamy 2001

J'ai lu 2004
Leitura 2026

My Gal Sunday (Mary Higgins Clark, 1996)

LEITURA Paris/Melun 05.2025 Le Livre de Poche
Henry Parker Britland, ex-presidente, Sunday, sua mulher, Thomas Shipman, ex-secretário de Estado, Arabella Young, sua mulher

Death of an Expert Witness (P.D. James, 1977)

Há muitos anos que não lia P. D. James, o meu autor preferido da literatura policial juntamente com Patricia Highsmith. A Taste for Death, o romance que se seguiu a este, é por exemplo um dos melhores livros que li. Mas  Death of an Expert Witness não me pareceu tão bom. P. D. James é excelente ao descrever o ambiente que vai servir de contexto às mortes que se vão suceder numa aldeia inglesa onde existe um Laboratório de medicina legal, que serve de apoio á polícia criminal. Só para conhecer as vidas sem brilho de cada personagem vale a pena ler o romance. É o realismo herdeiro do século XIX que está presente nestes romances policiais, que parecem oferecer uma comédia humana para os tempos de hoje. O menos interessante para mim é a resolução dos crimes, que oferece um virtuosismo de imaginação que encontramos obviamente em Agatha Christie mas que nunca me interessou. De qualquer forma um regresso empolgante à obra de P. D. James. Leitura no Brasil 2015 4/5

At Risk (Patricia Cornwell, 2006)

At Risk (2006) é o primeiro livro que leio de Patricia Cornwell, um dos nomes maiores da literatura policial. A leitura é empolgante, e o leitor tem pressa em ver desvendado o crime ou crimes em causa. Mas falta a Cornwell, a meu ver, a profundidade na caracterização social e mesmo psicológica das personagens, que estou habitado a encontrar em P. D. James. De resto, é interessante esta história que articula política e autoridades policiais por meio das ambições e taras pessoais dos indivíduos. Paris 2016 3,5/5

Point of Origin (Patricia Cornwell, 1998)

É o segundo livro que leio de Patricia Cornwell, uma das grandes escritoras de policiais. Neste Point of Origin (1998), a sua heroina Kay Scarpetta, médica legista a trabalhar para uma agência estatal, não só persegue os assassinos de uma série de crimes que se revelam particularmente escabrosos, como é perseguida por eles, que a tomam como principal alvo a abater, assim como o seu companheiro, Benton, e a sua sobrinha, Lucy. Quem apanhará o outro primeiro? Que vítimas ficarão pelo caminho? Impressionante é a figura de Carrie Grethen, um monstro que nunca se mostra, mas aterroriza Scarpetta e os seus mais próximos e o próprio leitor. Boa leitura de férias. Rio de Janeiro 2018:  3,5/5

Body of Evidence (Patricia Cornwell, 1991)

Dos três policiais que li de Patricia Cornwell, Body of Evidence (1991) é o melhor. Uma escritora pouco conhecida é assassinada de forma particularmente violenta, e pouco depois a mesma sorte sai ao seu mentor, um escritor célebre e recluso, aliás  um dos suspeitos da morte da escritora. Na senda destas mortes, seguem-se outras duas associadas ao mesmo caso. Não tarda, o assassino escolhe como vítima Kay Scarpetta, heroína habitual dos policiais de Cornwell.  Ela é médica chefe legista, peça-chave na descoberta dos autores de grandes crimes. Brilhante. Paris 2019 Mémoires Mortes (Editions du Masque, 1993) 4,5/5

Postmortem (Patricia Cornwell, 1990)

Postmortem (1990) é o primeiro romance de Patricia Cornwell com a personagem Kay Scarpetta, que se tornou uma das mais famosas personagens da literatura policial. Uma série de mulheres são mortas por um assassino que deixa no local do crime o cheiro a bórax, substância encontrada no sabão. Um assassino com a mania da limpeza, entre outras manias... A médica Scarpetta, que faz a autópsia das vítimas, não está bem acompanhada na investigação, entre um superior que a quer comprometer e um colega preconceituoso e machista. Envolve-se demasiado nas investigações que acaba por pôr a sua vida em risco... Até à próxima, Kay. Paris 2019: 4/5

All That Remains (Patricia Cornwell, 1992)

All That Remains (1992)
Romance de Patricia Cornwell
First edition
Le Livre de Poche
Leitura 2024

Cause of Death (Patricia Cornwell, 1996)

Cause of Death (1996)

Morts en eaux troubles
Le Livre de Poche
Leituras 2025

Unnatural Causes (P. D. James, 1967)


Unnatural Causes (1967) é o romance menos interessante que li até agora de P. D. James. O título francês, Sans les mains (Mazarine, 1987), refere-se ao cadáver sem mãos que dá à costa de Suffolk, numa pequena embarcação. Assim começa mais este mistério criminal resolvido por Adam Dalgliesh. Mais uma vez não me interessou tanto a resolução do misterioso assassínio quanto o retrato da pequena comunidade onde se passa a ação. Trata-se de uma aldeia junto à costa, com uma significativa comunidade de escritores e intelectuais que têm a sua casa de praia não muito longe de Londres e onde passam boa parte do tempo livre. Dalgliesh tem aí a sua tia, com quem pretendia passar férias, mas é envolvido na resolução do crime, de que é responsável um agente da polícia local. Os escritores, um crítico e outros personagens que com eles se ligam são suspeitos dos crimes que acabam por vitimar dois irmãos, um dos quais escritor e amigo dos suspeitos. Rivalidades, invejas, ambições frustradas, tudo vem ao de cima à medida que a investigação avança e o melhor do romance está nesse precisamente no estudo da mesquinhez humana que P. D. James domina como poucos. E depois há aquelas observações mordazes de que gosto tanto, como esta sobre um clube londrino masculino, o Cadaver Club.
Un établissement typiquement anglais, en ce sens que sa fonction, quoique difficile à définir avec précision, est parfaitement comprise para tous les intéressés. Il avait été fondé en 1892 par un avocat comme lieu de réunion pour des hommes qui s'intéressaient au meurtre (...) L'exclusion des femmes signifie qu'un certain nombre des meilleurs auteurs des romans policiers ne sont pas réprésentés, mais cela ne dérange personne: le comité estime que leur présence compenserait à peine les frais qu'entraînerait l'installation de toilettes idoines. Paris 11.2016 3/5

A Mind To Murder (P. D. James, 1963)


A Mind To Murder é o segundo romance de P. D. James e também o segundo protagonizado pelo inspetor Adam Dalgliesh. O romance começa com o assassínio da diretora administrativa do centro clínico Steen, em Londres, dedicado ao apoio psicológico de pacientes da classe média e alta. A autora gosta de centrar os seus romances em instituições e de, através de um crime ocorrido nas suas instalações, analisar o seu modo de organização e a micro-sociedade humana que se cria em tais ambientes. 
"Les gens ne sont-ils pas extraordinaires, Béa? C'était un cri véhément de protestation et de rancoeur. Les gens étaient extraordinaires! on croyait les connaítre. On travaillait avec eux, pendant des années parfois. On passait plus de temps avec eux qu'avec sa famille ou ses amis intimes. On connaissait chacune de leurs rides. Et pendant tout ce temps, ils avaient une vie à eux."
Mas a análise psicológica das personagens também é um dos pontos fortes dos romances de P.D. James, como o desta mulher, uma das suspeitas da autoria do crime.
"Impossible de ne pas remarquer une femme que consume l'ambition. Sous cet air de calme imperturbable, elle était aussi agitée et énervée qu'une chatte en chaleur."
E gosto também de certas notas sociológicas sobre determinados espaços, como esta nota certeira sobre um condomínio privado.
"Stalling Coombe était un endroit paisible, un petit domaine privé dont les maisons avaient été bâties selon des critères traditionels, chacune au milieu d'un vaste jardin. Cette prospère oasis de banlieu avait peu de contact avec le village voisin de Stalling, et ses habitants, liés par des préjugés et un snobisme communs, vivaient comme des éxilés décidés à conserver les apparences de la civilization au milieu d'une culture étrangère."
E depois há aquelas afirmações "datadas" que traem o espírito de toda uma época. Sobre uma das doutoras da clínica Steen:
"Elle avait cinq enfants, ses fils étaient intelligents et prospères, ses filles avaient fait de bons mariages."
No início da carreira, P. D. James já escrevia os livros que escreveria até ao fim da carreira (2011), com os mesmos temas, personagens e, sobretudo, com a mesma mestria romanesca. Muito bom, como os outros policiais que li dela. Paris 10.2016

Dubliners (James Joyce, 1914)

Dubliners (short-story collection, 1914) NT