François Mauriac (Violaine Massenet, 2000)

François Mauriac (2000)
Ensaio de Violaine Massenet
Mauriac é hoje um escritor pouco lido, mas dos anos 1910 aos anos 1960 foi um intelectual e um romancista incontornável na vida cultural francesa. Foi um intelectual católico muito próximo dos intelectuais de esquerda, inclusive comunistas, e esse é um traço de personalidade e de formação que muito admiro. Nos momentos cruciais em que se decidia o destino da Europa (Guerra civil espanhola, Frente Popular no governo em França, Ocupação da França pelos nazis, o imediato pós-guerra, a descolonização em Africa), teve sempre uma posição moderada, e conseguiu ser atacado tanto pela extrema esquerda como pela extrema direita. Mauriac foi um grande romancista e foi essa a faceta que mais resistiu mesmo depois da sua morte. Privilegiava nos seus livros a classe social a que pertencia, a burguesia terratenente, em histórias que se centravam em temas como a família, a consciência e a culpa, ou o amor e a paixão. Mas aquilo que mais aprecio em Mauriac é a sua língua, o seu estilo, que não está presente apenas nos romances mas em toda a sua extensa produção intelectual, como se pode ver pelos inúmeros exemplos citados nesta biografia escrita por Violaine Massenet. A autora escreveu uma excelente biografia, que capta muito bem o sentido da ação e do pensamento de Mauriac. Mas falta informação sobre a repercussão da obra de Mauriac fora do seu país, ou terá sido Mauriac um escritor pouco exportável? E que razões justificam isso, a ser verdade? Uma linha de investigação interessante mas ausente da obra de Massenet. VC 2017 4/5

BIBLIOTECA
 Préséances (1921) Le baiser au lépreux (1922) Génitrix (1923) Thérèse Desqueyroux  (1927) Le noeud de vipères (1932) Le mystère Frontenac (1933) Le désert de l'amour (1935) La Fin de la Nuit (1935) Les chemins de la mer (1939) Le Sagouin (1951) L’Agneau (1954) Un Adolescent d'autrefois (1969) François Mauriac (Flammarion Grandes Biographies, 2000)

Alexandre Dumas ou les Aventures d'un romancier (1986)

 

Três autores assinam esta breve biografia ilustrada de Alexandre Dumas. Nunca li a obra do autor francês mais conhecido em todo o mundo, e talvez nunca venha a ler, mas impunha-se para mim conhecer a sua vida e o que a sua obra representou na sua época. Dumas foi um dos grandes vultos do teatro romântico francês, juntamente com Hugo, Vigny e Musset. Fez muito sucesso nessa área, teve muitas amantes atrizes e construiu o Théâtre-Historique onde fez representar os seus colegas supracitados, assim como os gigantes do passado que eram referência para os românticos: Shakespeare e Goethe, sobretudo. Mas como todos sabem, foi com o romance histórico e de aventuras, de caráter folhetinesco, que marcou a sua época e a nossa. Não conheço escritor que tenha sido mais prolífico, pois escreveu centenas de obras, mesmo tendo em conta que usou e abusou dos "nègres" para a documentação e o esboço formal das suas obras. Alexandre Dumas tinha sangue negro e foi por esse motivo alvo de preconceitos da parte dos seus contemporâneos. Fez algumas viagens (Itália, Rússia) e deixou muitos volumes de viagens, alguns dos quais anteciparam os guias turísticos modernos. Foi um gigante na literatura e na vida. Póvoa de Varzim 2016 (4/5) 

The Burning World (Edmund White, 1999)

The Burning World (Edmund White, 1999)
BIBLIOTECA

My Talisman (2019)

My Talisman (2019)
BIBLIOTECA

Petróleo (Pasolini, 1992)

PETRÓLEO (1992)
Editorial Presença 1996 NT
BMPV
Leituras, agosto de 2025


NT

Le parfum des fleurs la nuit (Leïla Slimani, 2021)

Leïla Slimani é convidada a passar uma noite num museu de Veneza, num tête-à-tête com obras contemporâneas. Até se dar esse encontro inusitado ficamos a saber mais da vida criativa de Leïla, das suas rotinas e obstáculos, enquadrados por citações de grandes escritores sobre o mesmo assunto. É a parte mais interessante do livro, pois sobre um tema gasto e pouco ficcional a escritora dá-nos páginas belíssimas. A noite no museu não inspirou tanto Slimani, porém. Em breve espero ler outros livros desta excelente escritora. Melun 2021    3,5/5

Chanson Douce (Leïla Slimani, 2016)

 

Um crime terrível: uma ama assassina as duas crianças que estavam à sua guarda. Slimani parte deste crime real e imagina a história da jovem família e da ama perfeita que cuidava dos pequenos. Muito bom. Prémio Goncourt. Paris 2021 4/5

Plusieurs Vies (Rachid O., 1996)

PLUSIEURS VIES (1996)

François Mauriac (Violaine Massenet, 2000)

François Mauriac (2000) Ensaio de Violaine Massenet Mauriac é hoje um escritor pouco lido, mas dos anos 1910 aos anos 1960 foi um intelectua...