Homens (Caio Fernando Abreu, 2014)

Homens (Caio Fernando Abreu, 2014)
Homens é uma peça de teatro que adapta várias histórias, que aparecem cruzadas em cena, de Caio Fernando Abreu. Caio é um escritor brasileiro de culto, que marcou a vida artística carioca dos anos 70, 80 e 90 do século XX (ele morreu em 1996). Hoje, para mim, é uma figura-chave da cultura brasileira que tanto me fascina, mas só o descobri há poucos anos quando vim ao Rio. Apercebi-me então de que a sua obra é reeditada com sucesso e que nos sebos os seus livros mal aparecem. Fora do Brasil a sua obra é desconhecida. Um livro seu foi há pouco tempo editado em Portugal e penso que é tudo no que a Portugal se refere. Lembro-me de que comprei no Brasil a coletânea Caio 3D O essencial da década de 1980, que li no avião de regresso à Europa. Uma leitura que me marcou e que me levou a estar atento a tudo o que se publique dele e sobre ele.
Por isso fui ver a peça, aproveitando também para conhecer o Teatro Municipal do Jockey, que fica no terreno do Jockey Club do Rio. Sítio lindíssimo, perto da Lagoa, e de onde se vê o Corcovado iluminado. A peça é interpretada por 8 atores e é adaptada e encenada por Delson Antunes. O universo masculino é o tema da peça, os amores e desamores homossexuais, a solidão e a homofobia, as questões presentes em todas as histórias adaptadas. A visão poética de Caio é fascinante, exprimindo de forma sensível a fugacidade da vida e dos amores que a percorrem e que lhe dão sentido. Muitas frases e situações impressionaram-me muito mas não consigo reproduzi-las de memória. Poderiam ter saído de uma peça de Tennessee Williams, por exemplo, que tão bela poesia nos deixou através da sua obra dramática. Em suma, adorei esta produção.
Homens, de Caio Fernando Abreu, Teatro Municipal do Jockey, RJ, Fevereiro de 2014, Muito bom 4/5
Produção (original?) de 2012

Teatro Municipal do Jockey

Relume-Dumará PERFIS DO RIO

Joaquim Pedro de Andrade (Bentes 1996)
Antonio Maria (Santos 1996)
Geração Paissandu (Durst 1996)

Wilson Batista (Pimentel 1996)
Certas Cariocas (Silva 1996)
Janete Clair, A Usineira de Sonhos [Xexéo 1996]
João do Rio (Gomes 1996)
Joao Ubaldo Ribeiro (Coutinho 1998)
Carlos Machado, o teatro da madrugada (Noronha 1998)


Helio Pellegrino/1998 
Otto Lara Resende (Medeiros, 1998)


Adalgisa Nery/1999
Nássara (Lustosa 1999)

Renato Russo, O trovador solitário [Dapieve 2000]
Nelson Cavaquinho (Costa 2000)
Fernando Sabino (Bloch 2000)

Ferreira Gullar/2001
Opiniao (2001)

Zeca Pagodinho, A Vida que se Deixa Levar [Vianna 2003]

Paulo Francis [Piza 2004]
Besteirol (Marinho, 2004)  

Hélio Pellegrino (Paulo Roberto Pires)

Hélio Pellegrino (Paulo Roberto Pires)
Leitura 2015
Perfis do Rio é uma coleção de livrinhos biográficos sobre personalidades cariocas de nascimento ou de adopção. Através desta coleção já fiquei a conhecer alguma coisa sobre certos nomes de que apenas conhecia... o nome. Hélio Pellegrino, por exemplo. Foi um poeta notável mas sem obra publicada em vida. Foi um importante psicanalista e um dos maiores resistentes à ditadura dos militares, tendo-se destacado em 1968 no confronto contra o governo enquanto representante dos intelectuais. Não tinha papas na língua, é o mínimo que se pode dizer dessa sua intervenção e de muitas outras contra os políticos e os poderes autoritários que também iam tomando conta da instalação da Psicanálise na sociedade brasileira dos anos 1970. Fundou ou ajudou a fundar a Clínica Social de Psicanálise, que alargou o acesso a este saber médico à população mais carente, e promoveu os importantes "Encontros Psicodinâmicos". Fazia parte do quarteto mineiro, com os escritores Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Otto Lara Resende, todos amigos desde infância ou adolescência em Minas Gerais. Um grande caso de amizade que marcou a literatura brasileira e está consagrado no romance O Encontro Marcado de Fernando Sabino. Fica aqui por fim uns versos de Pellegrino, que abrem aliás este livrinho. 

L'homme revolté 
Venho de um negro tempo irredutivel,
anterior a mim.
Vou para um negro tempo desmedido,
infinito campo de ébano
onde me apagarei.
De uma escarpa a outra,
transfixado entre negror e negror,
danço - centelha breve - o meu furor.

Se eu fechar os olhos agora (Edney Silvestre, 2009)

Se eu fechar os olhos agora (Edney Silvestre, 2009)
Record 2009
BIBLIOTECA

Quintana de Bolso (1997)

Quintana de Bolso (1997)
L&PM Pocket 1997
BIBLIOTECA

Bahia (Odorico Tavares, 1951)

Bahia (Odorico Tavares, 1951)
BIBLIOTECA
3ª edição com ilustrações de Carybé

Edição original?
José Olympio 1951

Dias Gomes. Apenas um Subversivo (1998)

Dias Gomes. Apenas um Subversivo (1998)
Bertrand Brasil 1998
BIBLIOTECA

Nouvelle Histoire du Brésil (2008)

Nouvelle Histoire du Brésil (2008)
Ensaio de Armelle Anders
Chandeigne 2008
BIBLIOTECA F

BRÉSIL 500 ANS : Nouveaux Visages, Autres Focales (1999)

BRÉSIL 500 ANS : Nouveaux Visages, Autres Focales
Numéro spécial Coordonné par Jorge Santiago Revue : Histoire et Sociétés de l'Amérique latine n°10, juin 1999
BIBLIOTECA
Leituras, julho de 2024



Vassouras (Stanley J. Stein)

Vassouras (Stanley J. Stein)
Ed. Nova Fronteira 1990
Leitura Paris, abril de 2023
BIBLIOTECA

Formação Económica do Brasil (Celso Furtado, 1958)

Formação Económica do Brasil (Celso Furtado, 1958)
Companhia Editora Nacional
32a edição, 2003
BIBLIOTECA

Ana Cristina César (2004)

 Ana Cristina César (2004)
Editora Nova Fronteira 2004
Novas Seletas
BIBLIOTECA

Rio de Janeiro 1952-1983

Gants d'eau & autres poèmes (Ana Cristina César, 2005)

Gants d'eau & autres poèmes (2005)
Chandeigne 2005
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No País das Formigas (Menotti del Picchia, 1939) etc

No País das Formigas (Menotti del Picchia)
Ediouro 2004
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Salomé (1940)
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Melhores Poemas (2004)
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Le Théâtre de l'Amante Anglaise