Coup de soleil foi escrito para a grande comediante Jacqueline Maillan, que interpreta uma mulher que mal termina uma relação de 15 anos com o companheiro (Jean-Pierre Aumont) apaixona-se por um jovem florista que lhe vem entregar flores. Depois de alguma hesitação ela acaba por manter os dois amantes perto de si. A peça estreou-se no Théâtre Antoine, com encenação de Jacques Rosny. Melun 12.2020 TV 2,5/5
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LE SOUPER (1989)
AUTOR Jean-Claude Brisville PERSONAGENS Talleyrand, Fouché, Jacques e Jean CRIAÇÃO Paris 20.09.1989 Théâtre Montparnasse ENCENAÇÃO Jean-Pierre Miquel INTÉRPRETES Claude Rich (Talleyrand), Claude Brasseur (Fouché), Laurent Rey (Jacques, valet de Talleyrand), Serge Krakowski (Jean, valet Fouché)
VISTO Paris 11.05.2025 Théâtre du Nord-Ouest ENCENAÇÃO Alexis Sequera INTÉRPRETES Arnoult Bacot (Talleyrand) e Dario Tarantelli (Fouché)
AGATHA (1981)
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| edição original de 1981 |
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| edição portuguesa de 2012 |
Há dias fui ao Théatre du Nord Ouest ver uma peça de Marguerite Duras, Agatha. Não conhecia este texto. Mas bastaram uns minutos para ficar subjugado pela poesia desta voz única entre muitas. No fim da peça, muito curta (uma hora), só me apetecia fazer como só no cinema é possível: tomar um café e voltar ao cinema para a sessão seguinte do mesmo filme.
Meia dúzia de objetos no palco e dois atores maravilhosos que interpretam os irmãos amantes que têm de separar-se, é quanto basta para criar a magia do teatro. Théatre du Nord Ouest 12.2013 Paris 5/5
POUR UN OUI OU POUR UN NON (2025)
TÍTULO: Pour un oui ou pour un non AUTOR: Nathalie Sarraute CRIAÇÃO: 1986 (encenada), 1982 (publicada na Gallimard), 1981 (peça radiofónica) PERSONAGENS: Três amigos
Acho que é a primeira vez que tenho contacto com um texto de Nathalie Sarraute, um dos expoentes do Nouveau Roman dos anos 50. Pour un oui ou pour un non é uma peça de teatro sobre as palavras, um tema de eleição daquela corrente literária. Duas amigas de longa data digladiam-se a propósito de palavras que foram ditas há muito entre elas e que se tornaram coisas, obstáculos, armas disponíveis para manter feridas abertas. Um grande momento de teatro da palavra.
Encenação de Jacques Bondoux, interpretação de Mireille Carozzi, Catherine Chauvière, Edith Garraud (em 2025).
Paris 4.2015 Théâtre du Nord-Ouest 4/5
Paris 12.01.2025 Théâtre du Nord-Ouest 4/5
FOOL FOR LOVE (1983)
BIBLIOTECA
Teatro Aberto 1990
Loucos Por Amor versão João Lourenço, Vera San Payo de Lemos dramaturgia Vera San Payo de Lemos cenário José Carlos Barros figurinos António Filipe luz João Lourenço, Melim Teixeira encenação João Lourenço com António Filipe, Luísa Salgueiro, Rodolfo Neves, Virgílio Castelo ESTREIA 20.09.1990
TNDM II 2004
autor Sam Shepard tradução e adaptação João Lourenço e Vera Sampayo Lemos encenação Ana Nave concepção plástica Marta Carreiras desenho de luz João Paulo Xavier música / sonoplastia Sérgio Delgado interpretação Catarina Furtado, Marco Delgado, Pedro Laginha, Rui Morisson co-produção TNDM II e CAL
Potiche (Barillet e Grédy, 1980)
Uma mulher apercebe-se um dia de que não é mais do que um bibelot para a família, para os filhos e sobretudo para o marido, que mal lhe dá atenção. Mas quando o marido fica doente na sequência de uma greve na sua fábrica de guarda-chuvas, é a mulher que assume a direção do negócio. O papel principal foi escrito para a atriz Jacqueline Maillan, que já tinha protagonizado Folle Amanda dos mesmos autores Barillet et Grédy. Ela é excelente, mas prefiro ver Catherine Deneuve no mesmo papel no filme Potiche de François Ozon. Na verdade, prefiro o filme, 40 minutos mais curto do que a peça nesta produção filmada em 1983. VC 03.2018 DVDTECA 3/5
Duet for One (1986)
DUET FOR ONE (1986)
Realização de Andrei Konchalovsky
Duet for One é uma peça de teatro de Tom Kempinski (1980) sobre a depressão de uma violinista decorrente da doença que lhe foi diagnosticada. Ela abandona a carreira de concertista e o seu próprio casamento se desfaz. O filme vale pela história (inspirada na violoncelista Jacqueline du Pré) e pelos grandes atores: Julie Andrews, Max Von Sydow, Alan Bates, Liam Neeson, Macha Méryl, Rupert Everett. Andrews foi nomeada ao Golden Globe. Paris 09.2020 Cinémathèque 3/5
MY DINNER WITH ANDRE
O Meu Jantar com o André (TNSJ, 2016)
My Dinner with Andre (1981) é um filme de Louis Malle com o argumento de Andre Gregory e Wallace Shawn. O Meu Jantar com o André é a versão para teatro daquele argumento, encenada em 2013 por Manuel Wiborg no Teatro Taborda, em Lisboa. Esta produção foi reposta agora no Teatro Nacional de São João, com Manuel Wiborg e João Vaz na pele dos dois únicos personagens da peça. Dois amigos, um dramaturgo e o outro encenador de teatro, encontram-se para jantar num restaurante, depois de alguns anos sem se verem. Durante uma hora e meia assistimos à conversa entre os dois, que atravessam momentos de angústia, um devido a problemas financeiros, o outro devido a um mal-estar geral perante as grandes questões da vida. Em cinema certamente este texto resultará melhor, já que a câmara pode trazer algum dinamismo a uma situação que prima pela ausência de ação. Em teatro, este jantar-conversa raia os limites da imobilidade pondo à prova a qualidade do texto e dos atores. O talento de Wiborg e Vaz felizmente valoriza esta produção, garantindo um bom momento de teatro. Porto 07.2016 TNSJ 3/5
My Dinner with Andre (Louis Malle, 1981)
Desde que vi a peça O Meu Jantar com o André, em 2016, no Teatro São João, fiquei com curiosidade em conhecer o filme de Louis Malle, escrito e protagonizado por Andre Gregory e Wallace Shawn (interpretados no São João por João Vaz e Manuel Wiborg). Dois amigos que trabalham no teatro, um que sobrevive com enormes dificuldades para se manter no meio, o outro que foi uma estrela da encenação até se afastar do teatro, mas mantendo um estatuto e nível de vida elevados, esses dois amigos não se vêem há muitos anos e agora encontram-se para jantar num restaurante nova-iorquino de luxo. Falam um pouco de tudo, mas sobretudo de teatro e da influência deste no espírito e na vida dos homens. A conversa é estimulante, à beira do insuportável (o egocentrismo de Andre é por vezes irritante, mas também sabe escutar o amigo) e não admira que o argumento do filme se tenha transformado numa peça de teatro representada em todo o lado. Andre Gregory e Wallace Shawn são antes de tudo homens de teatro e colaborariam mais tarde com Louis Malle em Vanya 42nd Street (outra peça de teatro testemunhada e reinventada pelo cinema). Paris 03.2018 Cinémathèque 3,5/5
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