Jean Giraudoux escreveu o argumento e os diálogos de Le péché et la grâce (1943), primeiro filme de Robert Bresson. Há poucos anos Jean-Luc Jeener transformou esse argumento numa peça de teatro, que vi agora. O trabalho feito é impecável, tendo resultado numa peça muito intensa e densa sobre alguns aspectos essenciais da fé católica. Uma jovem chega a um convento com o plano de converter criminosas, convencendo-as a integrar a ordem. Mas o seu amor-próprio excessivo e a sua crescente rebeldia vai perturbar o funcionamento do convento e a sua própria saúde mental. Todas as atrizes são excelentes, mas destaco mesmo assim a protagonista, Marie Hasse. Muito bom. Paris 03.2017 TNO 4/5
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Esther (Racine, 1689)
Para mim, Esther é uma das melhores e mais originais peças de Jean Racine. E a encenação de Marie Hasse apresentada pelo Théâtre du Nord-Ouest muito contribuiu para a minha apreciação. A tragédia imediatamente anterior de Racine é a famosa Phèdre, escrita 12 anos antes. Mas a tragédia Esther é bem diferente, é uma peça religiosa ou pelo menos em que a mensagem religiosa permeia a ação e os motivos das personagens. Esther é a mulher judia que salva o seu povo do massacre, convencendo o rei Assuérus de ter sido traido por um dos seus conselheiros, que pretendia acabar com os judeus. O melhor deste espetáculo, porém, é o coro de nove mulheres que comenta a ação. O lirismo da peça é sublimado pelas intervenções emocionantes do coro. Gostava de rever este espetáculo. Paris 06.2015 TNO 4,5/5
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Le parfum des fleurs la nuit (Leïla Slimani, 2021)
Leïla Slimani é convidada a passar uma noite num museu de Veneza, num tête-à-tête com obras contemporâneas. Até se dar esse encontro inusita...

