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COLOMBE (1951)

Colombe é uma peça brilhante de Jean Anouilh, que descende das comédias de boulevard de Feydeau e outros. Vi a produção da Comédie des Ternes que é simplesmente excelente. Duas horas e vinte minutos de puro divertimento, sem um momento apagado. Há atores melhores do que outros, é certo, por vezes falta subtileza no jogo de certos atores, mas nada que impeça o brilho de toda a produção. Passou a ser uma das minhas peças de teatro preferidas. A história? Colombe, uma jovem tímida, casada com um homem que vive mal com todos inclusive com a sua família, é recebida por uns tempos pela sogra que é uma célebre atriz de teatro. Colombe transforma-se completamente. Torna-se atriz e liberta-se do mundo pudico e asfixiante que o marido lhe impunha. Paris 01.2017 TNO 4,5/5

PORT-ROYAL (1954)

Port Royal é uma grande peça de Montherlant sobre as freiras rebeldes de Port-Royal, que em 1664 recusaram assinar um documento da hierarquia (do Papa) e acabaram por ser dispersadas como forma de as punir e obrigar a obedecer aos superiores. Bem encenada por Céline Bédéneau, o grande trunfo desta produção é  o magnífico conjunto de atrizes, que conseguem defender com grande talento o difícil texto de Montherlant. Paris 03.2017 TNO 4/5

All About Eve (Joseph L Mankiewicz, 2019)

No Noel Coward Theatre (Londres) uma peça está a dar muito que falar. All About Eve é um filme de 1950 com interpretações míticas de Bette Davis e Anne Baxter e a marca da inteligência do seu criador, Joseph L. Mankiewicz. Agora All About Eve é também uma peça de teatro, baseada no argumento de Mankiewicz, criada por Ivo van Hove, que utiliza a filmagem de certas cenas como meio de expressão já visto noutros trabalhos seus. Sem fazer esquecer Davis e Baxter, Gillian Anderson (Margo Channing) e Lily James (Eve Harrington) merecem os maiores elogios nesta história de ambição (Eve) e decadência (Margo). Com Monica Dolan (Karen Richards), Rhashan Stone (Lloyd Richards), Sheila Reid (Birdie). Londres 04.2019 4/5

La cantatrice chauve (Ionesco, 1950)

La cantatrice chauve é um clássico do teatro do absurdo, um teatro para o nosso tempo, como bem revela a encenação histórica de Jean-Luc Lagarce, de 1991, e que é agora apresentada, com o mesmo elenco da época, no Théâtre de l'Athénée. Um espetáculo único. Paris 02.2018 4/5
Mise en scène de Jean-Luc Lagarce (1991)
com 
Jean-Louis Grinfeld (M. Smith)
Mireille Herbstmeyer (Mme Smith)
Olivier Achard (M. Martin)
Emmanuelle Brunschwig (Mme Martin)
Marie-Paule Sirvent (Mary, a criada) 
François Berreur/Christophe Garcia (Bombeiro)

The Mousetrap (1952)

A OBRA
AUTOR Agatha Christie PERSONAGENS Mollie Ralston, Giles Ralston, Christopher Wren, Mrs Boyle, Major Metcalf, Miss Casewell, Mr Paravicini, Detective Sergeant Trotter CRIAÇÃO Nottigham 6.10.1952 Theatre Royal
ENCENAÇÃO Philip Franks INTÉRPRETES Alasdair Buchan (Mr Paravicini), Lara Lemon (Mollie Ralston), Harry Bradley (Giles Ralston), Richard Leeming (Christopher Wren), Rekha John-Cheriyan (Mrs Boyle), Owen Oakeshott (Major Metcalf), Grace Darling (Miss Casewell), Daniel Rainford (Detective Sgt. Trotter) VISTO Londres 18.02.2025 St. Martin's Theatre
2025 Cast

L' Alouette (Anouilh, 1953)

Cartaz de Jean-Denis Malclès (1953). Collections A.R.T.
Jean Anouilh é um dos grandes dramaturgos franceses, mas só agora consegui ver uma das suas peças. Por sinal, uma das suas obras mais célebres (mais de 600 representações na estreia), criada no Théâtre Montparnasse em 1953 e desde então regularmente representada em França e no estrangeiro. L'Alouette é uma peça sobre Jeanne D'Arc que, perante os juízes do tribunal que a vai condenar, revive os momentos marcantes da sua vida. O texto é poderoso, acentuando os elementos políticos e de género próprios da história da heroína. A produção do Théâtre du Nord-Ouest, encenada por Geneviève Brunet e Odile Mallet, é excelente, com muito bons intérpretes, como a Jeanne de Marta Corton Viñals. Paris 06.2015 TNO 4/5

SUDDENLY LAST SUMMER (1958)

 
Subitamente no verão passado (TNDM II, 2020)
Suddenly, Last Summer (1958) é uma das minhas peças preferidas de Tennessee Williams, que não me canso de ver. Desde a versão para cinema (1959) com Katherine Hepburn, Elizabeth Taylor e Montgomery Clift, que tenho sempre a curiosidade em ver quem vai assumir mais uma vez as personagens de Violet Venable, Catherine e Dr Cukrowicz que protagonizam o drama violento de Williams. Uma mãe perdeu o único filho, Sebastian, no verão passado, o primeiro verão que não passaram juntos, e carrega a culpa dessa tragédia ao mesmo tempo que culpabiliza a sobrinha, a mulher que substituiu a mãe para acompanhar Sebastian nessas férias. Gostei muito desta produção de Bruno Bravo, que teve tradução do texto de Miguel Castro Caldas e música e sonoplastia de Sérgio Delgado. Na interpretação, gostei particularmente de Carolina Salles como Catherine. Com Mónica Garnel (Violet Venable), Carolina Salles (Catherine), José Leite (Dr Cukrowicz), Alice Medeiros, Joana Campos, João Pedro Dantas e Marina Albuquerque. Coprodução do TNDM II e de Primeiros Sintomas. Lisboa 02.2020 Sala Estúdio do Teatro Dona Maria II 4,5/5
Criação de Suddenly, Last Summer: York Playhouse (Off Broadway, NY), 1958. Com Anne Meacham (Catharine), Hortense Alden (Violet Venable), Robert Lansing (Dr. Cukrowicz), Eleanor Phelps (Mrs. Holly), Alan Mixon (George), incidental music de Ned Rorem.

 
Soudain, l'été dernier (Théâtre de l'Odéon, 2017)
Suddenly, Last Summer, o filme de Mankiewicz, com Katherine Hepburn, Elizabeth Taylor e Montgomey Clift, pôs a fasquia muito alto para as posteriores adaptações do belo texto dramático de Tennessee Williams. Foi um filme que me marcou muito e que me levou a procurar ver tudo de Williams. Nos anos 80 tive a felicidade de ver Bruscamente no Verão Passado, pelo Grupo Teatro Hoje/Teatro da Graça, encenado por Carlos Fernando. E ,muitos anos depois, vi agora Soudain, l'été dernier, no Théâtre de l'Odéon, encenado por Stéphane Braunschweig. Já não me recordo bem da produção de Carlos Fernando (com Isabel Castro?), só me lembro de que adorei na altura a trilogia de Williams proposta pelo Teatro da Graça, um dos grandes momentos de teatro na minha vida. Não posso dizer o mesmo da nova produção do Théâtre de l'Odéon. O palco é ocupado pela vegetação luxuriante do jardim de Mrs Venable, mãe de Sebastian, poeta que morrera no verão anterior em condições pouco claras. A narrativa dessa morte pela prima que o acompanhava é o clímax da peça. A vegetação ameaçadora do jardim remete para várias referências à crueldade da Natureza (de Deus?), como as plantas insectívoras de que Sebastian cuidava, a matança das tartarugas prenhas por aves carnívoras na praia visitada por Sebastian e pela mãe e, sobretudo, a morte de Sebastian às mãos de pobres esfomeados, dos quais ele se servira e depois rejeitara. Faltou à peça interpretações memoráveis (o doutor de Jean-Baptiste Anoumon é uma sombra ao pé de Montgomery Clift) embora Mrs Vanable e Catherine Holly tenham tido boas atrizes a defendê-las. Apesar de tudo, gostei mais da recente produção dos Artistas Unidos de The Night of the Iguana. Soudain, l'été dernier, Paris 03.2017 Théâtre de l'Odéon 4/5  

Suddenly Last Summer (Joseph L. Mankiewicz, 1959)
Tinha visto Bruscamente no Verão Passado, de Mankiewicz, apenas uma vez (na Cinemateca Portuguesa, se a memória não me atraiçoa). Mas nunca o esqueci por várias razões: o texto de Williams, a realização de Mankiewicz e os atores. É um filme importante nas cinematografias de K. Hepburn, Elizabeth Taylor e Montgomery Clift. Eles brilham e vibram na pele de três personagens inesquecíveis de Tennessee Williams, atormentadas pela morte atroz de Sebastian no ano passado, que leva à loucura as duas personagens femininas. Lisboa Cinemateca? & Paris 05.2016 5/5

Birthday Party (Pinter, 1958)

O Harold Pinter Theatre, em Londres, apresenta uma excelente produção da segunda peça de Pinter, The Birthday Party (1958), uma das suas grandes obras. Um homem hospedado numa pensão de uma pequena cidade marítima recebe um dia a visita de dois estranhos. Violência e humor dominam esta história com diálogos percutantes e situações absurdas. Londres 2.2018 Harold Pinter Theatre 4/5
Encenação de Ian Rickson
com
Willoughby Gray (Petey) 
Beatrix Lehmann (Meg)
Richard Pearson (Stanley) 
Wendy Hutchinson (Lulu)
John Slater (Goldberg)

Biblioteca John OSBORNE

O ANIMADOR
The Entertainer (1957)
Translation by João Alves Falcao
Delphi "Theatru Mundi" 1962
BIBLIOTECA

 
The Entertainer (John Osborne, 1957)
O Animador
Ed. Delfos s/d
BIBLIOTECA

A MOON FOR THE BISBEGOTTEN (1957)

Une lune pour les déshérités, de Eugene O'Neill (A Moon for the Misbegotten, 1957) é a sequela de Long Day's Journey into Night, o grande clássico do dramaturgo. Retoma a personagem de Jim Tayrone da peça anterior. Este ama Josie, que tem fama de colecionar amantes, o que não a impede de também amar Jim. O pai de Josie vai tentar aproximá-los mas há qualquer coisa que impede Jim de aceitar a felicidade que Josie lhe pode proporcionar. Vi a peça no Théâtre du Nord Ouest, com encenação competente de Yvan Garouel. Paris 11.2017 TNO 3/5

LONG DAY'S JOURNEY INTO NIGHT (1956)

1ª edição 1956

TÍTULO: Long Day's Journey Into The Night (1956)

AUTOR: Eugene O'NEILL
ORIGEM: EUA     GÉNERO: Tragédia
CRIAÇÃO: Royal Dramatic Theatre, Estocolmo, Suécia 02.02.1956
LOCAL: Monte Cristo Cottage, litoral de Connecticut, 1912
PERSNAGENS: Mary Cavan Tyrone, James Tyrone, Edmund Tyrone, James Tyrone Jr., Cathleen


LONGA JORNADA PARA A NOITE
Long Day's Journey Into the Night (Eugene O'Neill, 1956)

TRADUÇÃO: Luísa Costa Gomes
ENCENAÇÃO: Ricardo Pais
PRODUÇÃO: Ensemble – Sociedade de Atores e TNSJ
CRIAÇÃO: 20.04.2024??. TNSJ, Porto
INTÉRPRETES: Emília Silvestre (Mary), João Reis (James), Pedro Almendra, Simão do Vale Africano, Joana Africano
VISTO: Porto 05.2023 TNSJ  NOTA: 3.5/5 
O clássico de Eugene O'Neill encenado por Ricardo País e protagonizado por Emília Silvestre (Mary) e João Reis (James). Não é dos meus textos preferidos do teatro americano. Demasiado realista e explicitado para o meu gosto. Porto, maio? de 2023 TNSJ


Will Eisner (Michael Schumacher, 2010)

Will Eisner (2010) Autor: Michael Schumacher Bloomsbury 2010 Hardcover BIBLIOTECA F