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A TASTE OF HONEY

A Taste of Honey (Tony Richardson, 1961)
O cinema Champo teve a feliz ideia de apresentar uma trilogia representativa do Free Cinema, movimento de renovação do cinema britânico na passagem dos anos 50 para os anos 60. O Free Cinema deve muito à renovação nos anos 50 do teatro daquele país e é disso exemplo A Taste of Honey, originalmente uma peça de Shelagh Delaney, que assinou com Richardson o argumento deste clássico. A protagonista é uma jovem adolescente com uma péssima relação com a mãe, que coleciona amantes e quartos alugados onde a filha se sente a mais. A jovem (Dora Bryan, que ganhou o Bafta para melhor atriz) decide viver de forma independente com um amigo homossexual (uma das primeiras personagens homossexuais no cinema britânico). A vida das personagens é tão sombria e dura quanto a paisagem onde vivem, acentuada pela fotografia a preto e branco de Walter Lassally. O filme recebeu 3 BAFTA, para melhor filme britânico, melhor argumento e melhor atriz. Um dos filmes de que mais gostei de ver no último ano (tinha-o visto meses antes no Cineclube 7e Genre e agora no Champo). Paris 11.2017 Le Champo 4/5 Porto 22.12.2024 Batalha

THE LION IN WINTER (James Goldman)

The Lion in Winter (Anthony Harvey, 1968)
Desde muito jovem que ouço falar deste filme por causa do óscar dado a Katherine Hepburn. Mas nunca o tinha visto. Agora é reposto nas salas em cópia restaurada. Trata-se de um bom filme que mantem as qualidades que foram reconhecidas na altura da estreia. Para começar, um texto muito bom: o original é uma peça consagrada da Broadway, de James Goldman (Oscar), que assina a adaptação da sua peça para o cinema. E há ainda os atores, um festival de atores: Peter O'Toole (Golden Globe), Katharine Hepburn (Oscar e BAFTA), John Castle, Anthony Hopkins. Já há muitas obras (romances, filmes, séries) sobre os dramas familiares da realeza britânica e The Lion in Winter é uma dessas obras que ficaram. O único senão para mim é tratar-se de um filme que nunca consegue afastar-se, autonomizar-se da sua origem teatral (acontece o mesmo com o recente Fences), o que acaba por ser limitativo. O filme recebeu sete nomeações para o óscar, tendo ganho três (atriz, argumento e score musical para John Barry). Paris 03.2017 Mac-Mahon 3/5

ORPHEUS DESCENDING

THE FUGITIVE KIND (Sidney Lumet, 1960)
V2011

THE BOYS IN THE BAND (Mart Crowley, 1968)

 
THE BOYS IN THE BAND (Joe Mantello, 2020)
The Boys in the Band é originalmente uma peça de teatro de Mart Crowley estreada em 1968 na Off Broadway. A peça faz o ponto da situação dos gays na época, dos gays mais ou menos assumidos e das relações difíceis com os heteros. Tudo se passa num penthouse onde um jovem gay recebe os amigos para uma festa de aniversário, mas recebe também inesperadamente um ex-colega de universidade claramente homofóbico. Crowley, o autor da peça, também escreveu o argumento que foi filmado em 1970 por William Friedkin e este ano por Joe Mantello. Ambos os filmes mantêm o elenco que tinha levado ao palco o texto de Crowley em 1968 e em 2018. Os atores do revival e do filme de 2020 são Jim Parsons, Zachary Quinto, Matt Bomer, Andrew Rannells, Charlie Carver, Robin de Jesús, Brian Hutchison, Michael Benjamin Washington e Tuc Watkins. VC 2020 Netflix 3/5

The Boys in the Band (1970)
Peça de Mart Crowley
Filme de William Friedkin
Paris 04.2024 Cinémathèque 3/5

 

Will Eisner (Michael Schumacher, 2010)

Will Eisner (2010) Autor: Michael Schumacher Bloomsbury 2010 Hardcover BIBLIOTECA F