Uma impressionante retrospetiva de Delacroix pode ser vista no Louvre até julho. Para quem não conhece bem o pintor (como eu) vai ficar surpreendido com a variedade de géneros a que se dedicou. Quadros históricos e políticos, em que a História e a mitologia servem para defender posições políticas contemporâneas; quadros em que o exotismo (do mundo árabe do norte de África) não implica preconceito, antes revela, mais do que costumes, sensibilidades particulares e diferentes vivências íntimas do tempo; quadros florais ; cenas bíblicas; quadros de animais (felinos e cavalos) em luta; retratos. Gostei particularmente dos dois primeiros grupos de quadros. Delacroix queria atingir rapidamente a fama e para isso privilegiou os salões, onde podia ser visto por um público largo e fazer escândalo. Conseguiu tudo o que queria e ainda hoje os quadros monumentais desse período de juventude estão entre os seus melhores. Ainda jovem acompanhou um mecenas a Marrocos onde fez imensos desenhos que depois o inspiraram na pintura de cenas locais, pintadas no essencial de memória. Paris 06.2018 Louvre 4/5
