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Le Dibbouk (Shalom Anski, 1917)

Le Dibbouk ou entre deux mondes é considerada a obra-prima do teatro escrito em yiddish. Conta a história de uma noiva que é possuída pelo espírito do rapaz que amava e que morreu quando ela foi prometida a outro. A Igreja, através de um exorcismo, vai tentar salvar a vida da jovem... Uma peça interessante mas pouco mais do que isso. Paris 03.2017 TNO 3/5

Léonie est an avance (Feydeau, 1911)

Vi no Guichet Montparnasse esta deliciosa comédia do grande Feydeau numa boa encenação. Uma mulher grávida dá sinais de estar prestes a dar luz, um mês antes do tempo esperado. Tal facto provoca a histeria entre os familiares mais chegados... Feydeau vintage. Paris 02.2015:  3,5/5

COSÌ È (SE VI PARE) (1917)

Um funcionário público chega a uma cidade com a mulher e a sogra, mas esta fica a viver num apartamento à parte e nunca se encontra com a filha. Esta fica fechada em casa, de onde nunca sai. Todos os três se vestem sempre de preto. Os habitantes da cidade não descansam enquanto não souberem a verdade desta família e não recuam na invasão da sua privacidade. Onde está a verdade? O que separa a realidade da ilusão?
Foi a primeira vez que tomei contacto com o universo sui generis de Luigi Pirandello. Chacun sa vérité é o título francês de Così è (se vi pare), a peça de teatro que Pirandello tirou em 1917 do seu próprio conto (de 1915) "A senhora Frola e o senhor Ponza, seu genro". A versão francesa, Chacun sa vérité, foi criada em Paris, no Théâtre de l’Atelier, em 1924. Ontem assisti à produção do Théâtre du Nord-Ouest e foi uma maravilha descobrir tão brilhante texto animado por atores incríveis. Paris 10.2016 TNO

LE PAIN DUR (1918)

Fiquei deveras impressionado com esta peça de Paul Claudel. Le pain dur é uma peça complexa, muito rica quanto às temáticas e às personagens, que merece ser lida. Todas as boas peças também merecem ser lidas, mas fiquei com vontade de conhecer melhor a história que nos é apresentada em Le pain dur. Um homem rico e egocêntrico despreza o filho a ponto de pensar em casar com a noiva dele. O filho provoca a sua morte e pretende desfazer-se do passado e de tudo o que o pai valorizava. Mas outras personagens também não conseguem lidar com a sua herança: uma mulher só pensa em lutar para criar a sua pátria, uma Polónia que ainda não existia à época, e outra mulher sente-se estrangeira em qualquer lugar, pois ela é judia, e também Israel não existia à época da ação da peça. Boa encenação de Agathe Fourcade, com Perrine Lagarde, Joseph Dekkers, Antoine Masurel, Juliette Bridier, Vincent Clément. Paris 09.2017 TNO 4,5/5

PYGMALION (1938)

 
PYGMALION (Anthony Asquith, 1938)
Este filme é merecidamente um clássico do cinema britânico. Quase tão bom quanto o famoso filme My Fair Lady com Audrey Hepburn (ambos inspirados na mesma peça de teatro). Em tempos vi alguns filmes de Anthony Asquith na televisão portuguesa, mas perdi-lhe o rasto. Pygmalion é um dos seus filmes mais famosos. Baseado na peça homónima (1913) de George Bernard Shaw (que resistiu muito a autorizar esta adaptação), o argumento do filme (consagrado com um óscar) inspirou diretamente o musical My Fair Lady (1958) da Broadway e o filme de George Cukor (1964). A estrela deste filme é Leslie Howard, que na altura estava prestes a tornar-se uma estrela mundial em Gone With The Wind (1939), mas a grande revelação é Wendy Hiller, no seu primeiro papel importante no cinema. Dois enormes atores britânicos dos anos 30/40. Um belo clássico. VC 07.2015 DVDTECA (4/5)

Alma (1913)

Peça de teatro de Mário de Sá-Carneiro
e Ponce de Leão
 Rolim "Palco" 1987
Nota introdutória de Luiz Francisco Rebello
BIBLIOTECA

Will Eisner (Michael Schumacher, 2010)

Will Eisner (2010) Autor: Michael Schumacher Bloomsbury 2010 Hardcover BIBLIOTECA F