The Trading Post (Larry Ketron)


The Only Thrill (Peter Masterson, 1997)

The Only Thrill (1997) é o único filme que vi de Peter Masterson. O filme parte de uma peça de teatro, The Trading Post, de Larry Ketron, que também assina o argumento. O DVD francês tem o título Tennessee Valley, que era para ser o título original do filme. A história passa-se neste estado americano, onde vivem dois homens, pai e filho, que reagem da mesma forma em relação às mulheres que amam: não assumem frontalmente que as amam e elas acabam por afastar-se. Reencontram-se 30 anos depois e o amor entre eles e elas não está extinto, mas apenas o filho (Robert Patrick), poderá ainda fazer o que devia ter feito no passado. Com Diane Keaton, Sam Shepard, Diane Lane, Robert Patrick, Tate Donovan. Produção de Laureate Productions, Moonstone Entertainment e Prestige Productions. Vila do Conde 2.2020: 3/5
Diane Lane & Robert Patrick


DVD Tennessee Valley
DVD Warner Vision France 2001
DVDTECA

Birthday Party (Pinter, 1958)

O Harold Pinter Theatre, em Londres, apresenta uma excelente produção da segunda peça de Pinter, The Birthday Party (1958), uma das suas grandes obras. Um homem hospedado numa pensão de uma pequena cidade marítima recebe um dia a visita de dois estranhos. Violência e humor dominam esta história com diálogos percutantes e situações absurdas. Londres 2.2018 Harold Pinter Theatre 4/5
Encenação de Ian Rickson
com
Willoughby Gray (Petey) 
Beatrix Lehmann (Meg)
Richard Pearson (Stanley) 
Wendy Hutchinson (Lulu)
John Slater (Goldberg)

La Mer (Comédie-Française, 2016)

 
Foi a primeira vez que vi uma peça de Edward Bond. The Sea (estreada em 1973 no Royal Court Theatre, em Londres), ou La Mer, na produção da Comédie-Française encenada por Alain Françon. Uma pequena terra da costa inglesa está de luto porque um jovem morreu no mar durante uma tempestade. Ele ia casar com uma jovem da upper-class local, que agora é consolada pelo amigo do noivo que sobreviveu ao naufrágio. À volta destes dois jovens que no final da peça abandonam juntos a terra, uma sociedade imobilizada, hierarquizada, de mulheres solitárias e frustradas e homens alienados, que escolhem o isolamento absoluto (um eremita de praia) ou caem na loucura. Uma comédia muito negra com o mar ao fundo, que muda de humores tal como os homens. Muito bom. Paris 05.2016 Comédie-Française 4/5

Love in Idleness (Nunn, 2017)

 
Em 1944 Terence Rattigan reescreve a sua própria peça Less Than Kind, que recebe o novo título Love in Idleness. Trevor Nunn, em 2017 teve a excelente ideia de basear-se nas duas versões para conceber e dirigir um espetáculo perfeito. Uma mulher tem de escolher entre ficar com o filho adolescente ou ficar com o amante, que o filho rejeita por razões políticas mas também sentimentais. Entre drama e comédia (mas esta domina) o espetáculo de Nunn encontra os atores perfeitos: Eve Best,  Anthony Head e Edward Bluemel. Londres 05.2017 Apollo Theatre 4,5/5

The Ferryman (Jez Butterworth, 2017)

The Ferryman é um grande momento de teatro deste ano. Um enorme sucesso crítico e de público. A peça tem um texto e uma construção sem mácula e o elenco enorme está a altura do talento de Butterworth. Assistimos à história de uma família de agricultores apanhada pela teia da luta contra o domínio dos ingleses na Irlanda. O chefe da família está apaixonado pela mulher do irmão que desapareceu há dez anos e cujo corpo foi agora encontrado. O passado vem destruir a felicidade de uma família numerosa com sete filhos que vão conhecer a tragédia do seu país na sua própria casa. Excelente. Londres 04.2018 Gielgud Theatre 5/5
Elenco
Paddy Considine (Quinn Carney)
Laura Donnelly (Caitlin Carney)
Sophia Ally (Honor Carney)
Michael McCarthy (Declan Corcoran)
John Hodgkinson (Tom Kettle)
Genevieve O’Reilly (Mary Carney)
Rob Malone (Oisin Carney)
Fra Fee (Michael Carney)
Carla Langley (Shena Carney) 
Niall Wright (JJ Carney)
Laura Donnelly (Caitlin Carney) & Paddy Considine (Quinn Carney)

Pièces en un acte (2005)

 
PIÈCES EN UN ACTE
Tradução de André Markowicz
Babel nº 719, novembre 2005
BIBLIOTECA

NT

Biblioteca John OSBORNE

O ANIMADOR
The Entertainer (1957)
Translation by João Alves Falcao
Delphi "Theatru Mundi" 1962
BIBLIOTECA

 
The Entertainer (John Osborne, 1957)
O Animador
Ed. Delfos s/d
BIBLIOTECA

LE FILS

O Filho (T. Aberto, 2023)

LE FILS AUTOR: Florian Zeller CRIAÇÃO: Comédie des Champs-Élysées, fevereiro de 2018 ENCENAÇÃO: Ladislas Chollat INTÉRPRETES: Yvan Attal, Anne Consigny, Élodie Navarre e Rod Paradot
O FILHO (2023) VERSÃO João Lourenço e Vera San Payo de Lemos DRAMATURGIA Vera San Payo de Lemos ENCENAÇÃO João Lourenço CENÁRIO João Lourenço COREOGRAFIA Cifrão COM Cleia Almeida | Paulo Oom | Paulo Pires | Pedro Rovisco | Sara Matos | Rui Pedro Silva Teatro Aberto, 15.04.2023

 
THE SON (2022)
Realização de Florian Zeller

Monóculo (T. Aberto, 2024)

TÍTULO: Monocle, portrait de S. von Harden AUTOR: Stéphane Ghislain Roussel CRIAÇÃO: TNL-Théâtre National du Luxembourg, 2010 
MONÓCULO, RETRATO DE S. VON HARDEN (2010)  DRAMATURGIA: Vera San Payo de Lemos ENCENAÇÃO: Rui Neto ELENCO: Cristóvão Campos (Sylvia von Harden) ESTREIA: Teatro Aberto, sala Vermelha, setembro de 2024 VISTO: Lisboa 03.11.2024 Teatro Aberto NOTA: 3.5/5
BIBLIOTECA


Relative Values (Noel Coward, 1951)

 
RELATIVE VALUES (Eric Styles, 2000)
DVDTECA

REALIZAÇÃO: Eric Styles ARGUMENTO: Adaptação da peça de Noel Coward (1951) PRODUÇÃO: Christopher Milburn // Starz Encore Entertainment ELENCO: Julie Andrews, Edward Atterton, William Baldwin, Colin Firth, Stephen Fry, Sophie Thompson, Jeanne Tripplehorn FOTO: Jimmy Dibling MÚSICA: John Debney FILMAGENS: Isle of Man ESTREIA: 20.06.2000 (UK) VISTO: VC 2022 DVDTECA

As Bruxas de Salém (TNSJ, 2023)

Arthur Miller




Heisenberg (T. Aberto, 2024)



Homens Hediondos (TeCA, 2024)

TÍTULO: Homens Hediondos AUTOR: Patrícia Portela, a partir de Breves Entrevistas com Homens Hediondos (1999), de David Foster Wallace PAÍS: EUA, Portugal CRIAÇÃO: Porto, Teatro Carlos Alberto 11.09.2024 - 14.09.2024 ENCENAÇÃO: Patrícia Portela  TRADUÇÃO: Patrícia Portela CENOGRAFIA: Fernando Ribeiro PRODUÇÃO: TNSJ INTÉRPRETES: Nuno Cardoso

A Médica (Trindade, 2024)

THE DOCTOR (2019)

TÍTULO: The Doctor (2019) AUTOR: Robert Icke, adaptação contemporânea da peça Professor Bernhardi (Schnitzler, 1912) PAÍS: Reino Unido CRIAÇÃO: Londres, Almeida Theatre, 10.08.2019 / Lisboa, Teatro da Trindade, Sala Carmen Dolores 12.12.2024 - 16.02.2025 ENCENAÇÃO: Ricardo Neves-Neves  TRADUÇÃO: ? CENOGRAFIA: Fernando Ribeiro INTÉRPRETES: Adriano Luz, Custódia Gallego, Eduarda Arriaga, Igor Regalla, Inês Castel-Branco, José Leite, Luciana Balby, Maria José Paschoal, Pedro Laginha, Rita Cabaço, Sandra Faleiro e Vera Cruz PRODUÇÃO: Teatro da Trindade, Coprodução Teatro da Trindade INATEL, Teatro do Eléctrico (Eliana Lima), Culturproject (Nuno Pratas), Teatro Nacional São João e Cineteatro Louletano

Telhados de Vidro (Trindade, 2024)

SKYLIGHT (1995)

TÍTULO: Skylight AUTOR: David Hare PAÍS: Reino Unido CRIAÇÃO: Londres, West End 1995 (Reino Unido) / Lisboa, Teatro da Trindade, Sala Carmen Dolores 12.09.2024 ENCENAÇÃO: Marco Medeiros TRADUÇÃO: Ana Sampaio CENOGRAFIA: Fernando Ribeiro INTÉRPRETES: Diogo Infante, Benedita Pereira e Tomás Taborda VISTO: Lisboa 1.11.2024 Trindade

Le Théâtre de Boulevard (1998)

 
Ensaio de Olivier Barrot e Raymond Chirat
Découvertes Gallimard nº359 1998
BIBLIOTECA

Jean Giraudoux (1993)

 
Ensaio de Philippe Dufay
Éditions Julliard 1993
BIBLIOTECA

Sublime, forcément sublime (TNO, 2018)

Em 1985, Marguerite Duras escreveu e publicou no Libération um artigo que criou polémica e mesmo escândalo sobre Christine Villemin, na altura presa e acusada de ter morto o seu filho. Duras escreveu um texto político, frontal, sobre as condições de vida da mulher sob o domínio do desejo do homem. Mas o texto tem uma força poética que o valoriza e não o torna dependente do seu polémico assunto e ponto de vista. Cedric Coppola, encenador, e Pauline Smile, atriz, põem este texto de Duras em cena com grande felicidade. Gostei muito. Paris 09.2018 TNO 3,5/5

Comme tu me veux (Odéon, 2021)

 
A peça de Pirandello, Come tu mi vuoi (1930), é particularmente atual. Foi escrita e criada no contexto europeu entre as duas grandes guerras, e conta a história de um italiano rico que julga ter encontrado viva a sua própria mulher, que tinha sido dada como desaparecida. Mas ninguém tem certeza da identidade desta mulher incluída ela mesma...  Théâtre de l'Odéon 10.2021, mise en scène Stéphane Braunschweig 4,5/5

The Price (Londres, 2019)

The Price (Arthur Miller, 1968) 
Arthur Miller é um dos grandes dramaturgos americanos. Nunca tinha visto uma peça sua. The Price é uma peça tardia (a sua obra-prima Death of a Salesman é de 1949) sobre o reencontro de dois irmãos, depois de anos sem se verem, por causa da venda dos bens que o pai lhes deixou. Mas a herança é bem amarga: sobrou para eles uma relação cheia de malentendidos e segredos, a chantagem do pai sobre um dos filhos, a sorte divergente dos dois irmãos. Muito bom. Londes 04.2019 Wyndham's Theatre 3,5/5
Encenação de Jonathan Church, com Brendan Coyle (Victor Franz), Sara Stewart (Esther Franz), Adrian Lukis (Walter Franz) e David Suchet (Gregory Solomon).

Death of a Salesman (Londres, 2019)

Death of a Salesman (Arthur Miller, 1949) 
Death of a Salesman (1949) é por muitos considerada a grande peça do teatro americano. Trata de um chefe de família, Willy Loman, que não sente estar à altura das exigências que dele fazem a família e o patrão. Num dia apenas caem as máscaras e Willy morre. A excelente produção que vi em Londres no Piccadilly Theatre foi encenada por Marianne Elliott, e foi interpretada por Wendell Pierce (Willy Loman) e Sharon D Clarke (Linda Loman). Londres 11.2019 Piccadilly Theatre 4/5

En attendant Godot (TNO, 2013)

 
En attendant Godot (Beckett, 1952)

É uma das peças mais representativas do século XX. Tão boa que resiste às mais variadas encenações. Já a vi pelo menos três vezes e estarei sempre pronto para ver outras produções. 
Em 1998 no Teatro da Seiva Trupe, encenada por Júlio Castronuovo, com o título À Espera de Godot; em 1999, Tot Esperant Godot, no Teatro da Trindade, em Lisboa, com uma companhia catalã; e em 2013 no Théâtre du Nord-Ouest no original francês.
A história de dois SDF mantém-se mais atual do que nunca. Porque as nossas sociedades produzem cada vez mais rejeitados e porque neles podemos ver afinal o retrato que a humanidade dá de si. A produção do Théâtre du Nord-Ouest é excelente, muito por causa dos atores principais. Paris 12.2013 Théâtre du Nord-Ouest, Paris 4.5/5

Um Número (T. Trindade, 2020)

A Number (Caryl Churchill, 2002) 
Um Número é uma peça muito interessante sobre o ser humano, ser biológico e ser social, mas acima de tudo ser complexo e imprevisível. Um homem (Bernard 2) descobre que há outros homens, não sabe quantos, iguais a ele, clones dele. O pai (Salter) conta-lhe a verdade: que antes dele houvera outro filho (Bernard 1), do qual foi clonado o segundo Bernard e outros tantos. Os dois filhos, e um terceiro que aparece no fim, têm reações divergentes perante essa revelação do pai. A produção portuguesa que agora vi tem o texto traduzido por Paulo Eduardo de Carvalho, foi encenada por André Murraças, e é interpretada por e Virgilio Castelo e José Pimentão.  A peça recebeu o Evening Standard Award for Best Play. Lisboa 02.2020 Sala Estúdio do Teatro da Trindade 4/5
Produção original: A Number, de Caryl Churchill, peça criada no Royal Court Theatre em 2002, encenação de Stephen Daldry, design de Ian MacNeil, com Michael Gambon (Salter) e Daniel Craig (Bernard 1, Bernard 2 e Michael Black). Recebeu o Evening Standard Award for Best Play.

A Noite da Iguana (Artistas Unidos, 2017)

 
The Night of the Iguana (Williams, 1961)
Acabo de ler na wiki que o papel de Maxine na criação da peça (Broadway, 1961) foi feito por Bette Davis. O que eu não daria para ver essa produção... No cinema, o papel coube a Ava Gardner, inesquecível, e a atriz Maria João Luís retoma o papel na encenação de Jorge Silva Melo com os Artistas Reunidos. Para mim, foi a melhor em cena; Nuno Lopes e Joana Bárcia também estiveram muito bem. O teatro de Tennessee Williams é um teatro de personagens, em que a intriga pouco conta. Mesmo quando são personagens frágeis (e são quase sempre neste autor), são inesquecíveis, tornam-se larger than life (mas na peça esta afirmação é negada por uma personagem) por conta da sua fragilidade humana. Foi uma felicidade reencontrar os Artistas Unidos (que acompanho desde António, Um Rapaz de Lisboa) depois de tantos anos sem poder vê-los. Um belo espetáculo, esta Noite da Iguana. Porto: TNSJ 02.2017 Artistas Unidos 4,5/5

As árvores morrem de pé (Alejandro Casona, 1949)

 
Los árboles mueren de pie (Buenos Aires, 1949)
Que bela oportunidade para ver grandes atores portugueses numa peça escrita para fazer brilhar os atores! As árvores morrem de pé, de Alejandro Casona, consagrou em tempos Palmira Bastos (RTP, 1966). Agora, numa nova encenação de Filipe la Feria, no Teatro Politeama, em Lisboa, brilham Eunice Muñoz/Manuela Maria, Ruy de Carvalho/João D’Ávila, Maria João Abreu, Carlos Paulo, entre outros. Lisboa 09.2016 Politeama 3/5

The Deep Blue Sea (Rattigan)

The Deep Blue Sea (Terence Davies, 2011)
The Deep Blue Sea (2011), O Profundo Mar Azul na estreia portuguesa (em 2013), é um dos meus filmes preferidos dos últimos anos. É um filme que desde as primeiras imagens sabe instaurar uma atmosfera peculiar de desespero e de mistério que sufoca a protagonista e para este efeito contribuem a fabulosa fotografia, o concerto para violino de Barber e a grande interpretação de Rachel Weisz. Mas é a realização do britânico Terence Davies, um mago na terra do realismo, que transforma esta adaptação de uma peça histórica de Terence Rattigan num filme tão poético. Arlequin, Paris 2012 & Filmoteca de Madrid 08.2014: 5/5

An Ideal Husband (Londres, 2018)

 
Um clássico do teatro britânico. Uma comédia sobre a corrupção e a moralidade entre a elite política inglesa. Um ministro acima de qualquer suspeita é chantageado por uma mulher que possui uma carta onde se prova que a fortuna do ministro, e a sua carreira, assentam num crime contra o Estado. Tudo acaba bem, mas os valores em que a sociedade crê não são levados a sério por ninguém. Esta comédia não tem nada de ligeiro. Londres 07.2018 Vaudeville Theatre 3,5/4
CAST Edward Fox (Edward of Caversham) Freddie Fox (Lord Goring) Frances Barber (Mrs. Cheveley) Nathaniel Parker (Lord Chiltern) Sally Bretton (Lady Chiltern) Susan Hampshire (Lady Markby)
Jonathan Church (encenação)

Beaucoup de bruit pour rien (TNO, 2020)

 
Beaucoup de bruit pour rien (Shakespeare, 1599)
Beaucoup de bruit pour rien é uma comédia sobre os amores juvenis e a honra feminina na sociedade de corte. Dois jovens manifestam um ódio mútuo mas para os amigos eles estão enamorados. Mais uma vez gostei muito pouco do Shakespeare apresentado pelo Théâtre du Nord-Ouest. Esta peça teve a encenação de Olivier Bruaux, que não conseguiu dar um tom ligeiro que a história pedia. Paris 01.2020 TNO 2,5/5
Com Gabriel Greffier, Rodolphe Beltran, Patrick Bethbeder, Daniela D'Aria, Elodi Fischlenski, Xavier Gauthier, Adrien Gourraud, Mehdi Meresse, Joséphine Stoll, Louise Vandaele, Virgile Kebaïli, Simon Djaro, Sylvain Meslard et Kropott le chien.

The Importance of Being Ernest (Oscar Wilde)

 

The Importance of Being Ernest (Oliver Parker, 2002)

Dois amigos divertem-se a inventar duplos de si mesmos para facilitar as suas conquistas amorosas, mas um dia esse estratagema terá de ser desfeito e descobrem que são irmãos... Brilhante peça de Wilde que só poderia resultar num bom filme com os atores reunidos por Oliver Parker (realizador e argumentista). Vila do Conde 07.2018 DVDTECA 3/5
The Importance of Being Ernest (2002). Argumento de Oliver Parker. Elenco: Colin Firth (Jack), Rupert Everett (Algy), Judi Dench (Lady Bracknell), Reese Witherspoon (Cecily Cardew), Frances O'Connor (Gwendolen Fairfax), Anna Massey (Miss Prism) e Tom Wilkinson (Canon Chasuble), Edward Fox (Lane), Patrick Godfrey (Merriman). Produção da Ealing.

Les Revenants (TNO, 2018)

 
Les Revenants (1882) não foi das peças de Ibsen de que mais gostei do ciclo proposto pelo Théâtre du Nord-Ouest. A encenação de Patrick Cardoso e Isabelle Erhart não consegue estar à altura das qualidades da peça, talvez mais palavrosa do que outras de Ibsen e que exige grandes atores. Na verdade só gostei de Paul Margenest, que interpreta o jovem Oswald Alving. A história é particularmente trágica. A viúva do capitão Alving recebe em casa o filho Oswald, que foi afastado do pai, que mal conheceu, pela própria mãe. Uma série de erros cometidos pelos pais vão repercutir-se no destino do filho, formando o seu carácter (mesmo quando pai e filho não se conheceram) e um estado de espírito que lhe será fatal. Temas caros a Ibsen como a hereditariedade e os segredos de família atravessam esta obra importante. Paris 05.2018 TNO 3,5/5
Elenco:
Isabelle Erhart (Hélène Alving)
Paul Margenest (Oswald Alving)
Eric Veiga (o pastor Manders)
Fanny Balesdent (Régine Engstrand)
Ator não identificado (Engstrand)

Louis Jouvet (2021)

LOUIS JOUVET (2021)
Obra de Olivier Rony
Folio Biographies n°154 (2021)
BIBLIOTECA

Marivaux (Franck Salaün, 2021)

Marivaux (Franck Salaün, 2021)
Folio Biographies n°155 (2021)
BIBLIOTECA

SEGHERS Théâtre de tous les temps

TENNESSEE WILLIAMS (1972)
Autor: Jeanne Fayard
Seghers Théâtre de tous les temps 1972
BIBLIOTECA

 
IBSEN (1973)
Autor: Maurice Gravier
Seghers Théâtre de tous les temps 1973
BIBLIOTECA

Biblioteca IBSEN

IBSEN (2006)
Autor: Jacques De Decker
Folio Biographie nº11, 2006
BIBLIOTECA

Ibsen não deixou ninguém indiferente enquanto viveu. Era considerado um génio por muitos dos seus contemporâneos e as peças eram publicadas sempre no outono e pouco depois eram representadas pelos teatros mais importantes da Escandinávia e depois no resto da Europa. Ele praticamente fundou a literatura norueguesa, pelo menos a nível internacional. Teve admiradores incondicionais em França (o ator/encenador Lugué-Poe), em Inglaterra (George Bernard Shaw, James Joyce e o ensaista William Archer), na Alemanha (Hegel), e mais tarde Freud, que muito fizeram pela divulgação da sua obra nas suas áreas de influência.As primeiras edições das peças esgotavam e eram reimpressas, um sucesso que hoje só conhecemos no campo do romance. A criação das peças de Ibsen eram um acontecimento cultural maior da época. Mas no início da carreira Ibsen foi mal entendido pela sua pátria o que o levou ao exílio por muitos anos (Itália, Alemanha). O corte com a família e a terra natal foi radical, passando décadas sem ver  os parentes. Mas quando regressou à Noruega chegou coberto de glória. Esta biografia francesa de Ibsen é praticamente a única disponível no mercado. Cumpre os objetivos de divulgação do autor dentro dos limites de uma coleção de livros de bolso. Leitura: Paris 03.2018 (4/5)

 
IBSEN (1973)
Autor: Maurice Gravier
Seghers 1973
BIBLIOTECA

Habitualmente tento ler biografias e ensaios recentes, que podem contar com bibliografias atualizadas. Mas este livro de 1973, que privilegia a obra sobre a biografia de Ibsen, parece-me particularmente inteligente na abordagem do assunto. E muito bem escrito. Paris, 11.2023 nota 5/5

Programa da peça ESPECTROS, de Ibsen, TNSJ maio de 2022

Fanny et Alexandre (Comédie Française, 2019)

Fanny et Alexandre (Ingmar Bergman)

  

Nunca me saiu da memória o filme Fanny e Alexandre (1982) de Ingmar Bergman. No tempo das sagas familiares tipo Dallas, Bergman propunha a história de uma família sueca dedicada ao teatro. A primeira parte decorre em clima de festa, em família Ekdahl, no teatro onde esta trabalha (vive). A segunda parte é dominada pelo terror por que passam os jovens Fanny e Alexandre às mãos do padrasto, que os afastou da família Ekdahl. Portanto, todas as emoções possíveis percorrem esta história. A peça é baseada no romance (1979), na série televisiva e no filme homónimos e é muito bem adaptada nesta produção da Comédie Française, uma das melhores que tenho visto nesta casa.
Encenação de Julie Deliquet. Tradução de Lucie Albertini e Carl Gustaf Bjurström. Elenco: Denis Podalydès (Oscar Ekdahl), Elsa Lepoivre (Emilie), Laurent Stocker (Carl), Rebecca Marder (Fanny), Jean Chevalier (Alexandre), Dominique Blanc (Helena Ekdahl). Paris 03.2019 4,5/5

Juste la fin du monde (Dolan, 2016)

 

Juste la fin du monde (Xavier Dolan, 2016)

Xavier Dolan reúne um elenco impressionante para filmar o huis clos Juste la fin du monde, originalmente uma peça de teatro de Jean-Luc Lagarce. Gaspard Ulliel é um jovem escritor de sucesso, com AIDS, que viaja para a casa da família depois de mais de dez anos de ausência. Mas a visita familiar revela-se um desastre. Este filme faz lembrar Sonata de Outono, de Ingmar Bergman, sem dúvida mais subtil e intenso do que o filme de Dolan. Além de Ulliel, encontramos Nathalie Baye, Léa Seydoux, Marion Cotillard e Vincent Cassel. O filme recebeu o Grand Prix de Cannes. Paris 09.2016 3/5

Easy Virtue (Stephan Elliott, 2008)

 
Easy Virtue (Stephan Elliott, 2008)
Vi este filme porque se trata de uma adaptação da famosa peça de Noël Coward, dramaturgo de que gosto bastante mas nunca tenho oportunidade de ver nos teatros. Easy Virtue trata de um tema bastante abordado nos anos 1920 (por exemplo em Henry James e Edith Wharton): o choque entre a cultura americana e a cultura europeia, que se revela nos valores morais tanto quanto nos culturais. Um jovem britânico, herdeiro de uma grande propriedade e de um título nobre, casa-se com uma vamp americana, viúva, corredora de automóveis. O filme começa com a apresentação da mulher à família aristocrática do marido, família parada no tempo e preconceituosa. O encanto de tudo isto está nos diálogos cheios de verve e no trabalho de alguns atores. Mas no geral o filme é fraco, porque nem a adaptação nem a realização conseguem revelar todas as qualidades da obra de Coward. Vila do Conde 08.2017: 2,5/5

Noël Coward (1992)

 
Biografia de Clive Fisher (1992)
Noel Coward foi um talento multifacetado que marcou a cultura britânica na primeira metade do século XX. Começou como ator-criança nos tempos da primeira grande guerra e afirmou-se como dramaturgo na década seguinte, conquistando o West End londrino e a Broadway com peças espirituosas, algumas representadas até hoje. Na década de 40 marcou o cinema britânico em associação com o jovem David Lean, assinando obras como In Which We Serve e Brief Encounter. Depois da guerra reinventou-se como artista de cabaret, encarnando as canções que foi criando ao longo dos anos. O cancioneiro de Coward quase não é explorado nesta biografia. No entanto, ele é o único nome que conheço da canção britânica anterior aos Beatles e isso é qualquer coisa. Foi um homem que sempre quis ser famoso para fugir à classe média baixa de onde provinha e conseguiu-o logo desde a juventude. VC 02.2015: 4/5

La Gloire de Mon Père (M. Pagnol, 1976)

La Gloire de Mon Père (M. Pagnol, 1976) Presses Pocket 1986 Leitura, agosto de 2026 "ce n'est pas de moi que je parle,  mais de l...