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| Teatro Municipal do Jockey |
Le Médecin volant (Molière)
É uma peça muito breve, de uma hora apenas, mas muito cómica. Um ensaio para outra peça bem maior de Molière. Paris 06.2022 TNO 3/5
Un mois à la campagne (Tourgueniev, 1850)
A OBRA: Un mois à la campagne AUTOR: Tourgueniev ANO: 1850 GÉNERO: Romance
O ESPETÁCULO: Paris, TNO 2022
A dona de casa que recebe amigos e um novo preceptor é uma sedutora que prefere largamente viver as experiências em primeira mão do que através dos livros e da cultura (atitude exemplarmente confirmada na primeira cena). Mas as dores dos livros abalam menos do que as provocadas pelos seus flirts, que se voltam contra ela. Peça maravilhosamente russa, que representa uma Rússia cada vez mais mítica. Paris 04.2022 TNO 4/5
O ESPETÁCULO: Paris, TNO 2019
Um grupo de amigos projetava passar um mês no campo, mas a paixão de uma senhora casada por um amigo dela e do marido estraga os projetos de todos. Peça e personagens encantadores numa produção que gostaria de rêver. Encenação de Bernard Lefebvre, com Bernard Lefebvre, Hélène Robin, Julia Beauquesne, Véronique Dugon, Alain Michel, Natalya Petrovna, Rakitin, Olivier Bruaux (Belyaev), José Saraiva (Islayev), Julia Beauquesne (Verochka), Anna Semyonovna Islayeva, Lizaveta Bogdanovna, Adam Ivanovich Schaaf, Frédéric Morel (Bolshintsov), Shpigelsky. Paris 04.2019 TNO 4/5
A MIDSUMMER NIGHT'S DREAM (1596)
O ESPETÁCULO (Paris, 2025)
VISTO: Paris 07.01.2025 Théâtre de la Ville NOTA: 3/5
O ESPETÁCULO (TNO, 2021)
Com poucos meios, mas com bons atores e imaginação, o Théâtre du Nord-Ouest apresenta uma versão lúdica que capta bem o espírito do teatro renascentista inglês. A Midsummer Night's Dream, de Shakespeare, é uma peça que alia féerie e drama ligeiro, um divertimento de corte, mas em que o povo e a cultura popular são convocados à festa. A peça centra-se nos amores de quatro jovens, sob o olhar atento (e a autoridade) dos adultos. Os astros vão ocupar-se de unir os jovens e assegurar a harmonia geral. Paris 09.2021 TNO 4/5
Encenação de Frédéric Therisod. Com Yassine Amani, Julia Beauquesne, Jean Louis Besnard, Ophelia Blatner, Victor Brusset, Marianne Carion, Nathalie Charade, Héloïse Cunin, Daniela D'aria, Achel Hadas-Lebel, Geneviève Jadot, Joana Kojundzic, Jean Pol Lacombe, Anne Langlois, Béatrice Mandelbrot, Jean Marzouk, Antoine Masurel, Alain Michel, Lila Pelissier, Jean Luc Poncy, François Savioz, José Manuel Saraiva, Frédéric Therisod
Labels:
Criação 1590s,
Or. GB,
V2021,
V2025,
VS PARIS,
VS Théâtre du Nord-Ouest,
William SHAKESPEARE
Polyeucte (1641)
Polyeucte (1641) é uma tragédia de temática histórica e religiosa escrita por Pierre Corneille e hoje estudada nas escolas francesas. Foi criada pelo Théâtre du Marais em 1641 e conta a história exemplar do cristão Polyeucte, que morre às mãos dos Romanos no século III, por não ter renegado a sua religião. O texto de Corneille é denso e exigente para os espectadores de hoje, mas eu fui conquistado (e todos os que estavam na sala do teatro) pelo impressionante trabalho dos atores (em especial Louise Lemoine-Torres, no papel de mulher de Polyeucte). A produção do Théâtre du Nord Ouest é uma das melhores que vi neste teatro. Paris 06.2017 TNO 4,5/5
Les Fausses Confidences (Marivaux, 1737)
Se eu não fosse um espetador avisado, e não soubesse que Marivaux é um clássico francês, tomaria esta peça por contemporânea. É o melhor elogio que eu posso fazer a esta produção. Um texto do século XVIII, encenado num teatro do mesmo século (o Théâtre de l'Odeon é de 1782) que consegue seduzir sem dificuldade as plateias de hoje. Suponho que este texto é estudado nas escolas, pois eram muitos os adolescentes em grupo que assistiam à sessão de hoje.
Muito do sucesso desta produção deve-se ao encenador Luc Bondy, assim como aos atores, em particular a estrela Isabelle Huppert. Pessoalmente, só tive olhos para ela. Fascina-me tanto no cinema como no teatro. Louis Garrel, a outra estrela, encontrou um papel que o impediu de ser o cabotino e arrogante que de filme em filme parece cultivar como imagem de marca. Foi a primeira vez que gostei de ver este ator. Paris 03.2014 Odeon-Théâtre de l'Europe 4/5
Le Jeu de l'amour et du hasard (1730)
Esta peça de Marivaux é uma das mais populares do teatro francês. Na sessão a que assisti estava presente uma criança que esteve atenta o tempo todo e de vez em quando soltava umas gargalhadas bem sonoras. A linguagem da peça não é propriamente fácil, mas também é em si mesma um dos elementos da comicidade do texto. Dois jovens nobres que se desconhecem estão prometidos em casamento. Para poderem observar e julgar mais objetivamente o futuro conjuge, resolvem fazer-se passar pelos respetivos criados enquanto estes assumem o papel dos amos. Fácil é mudar de traje, mais difícil é assumir a linguagem e o comportamento de outro estrato social. O criado que se transforma em amo, por exemplo, é traído pelos (maus) hábitos de linguagem da sua condição social de origem e isso origina alguns dos melhores momentos da peça. Encenação de Elise Vega Beron, com Marc Servies, Katerina Floradis, Béatrice Mandelbrot, Alexandre de Pardailhan, Joanna Rubio, Dominique Vasserot, Eric Veiga. Paris 02.2018 Théâtre du Nord-Ouest 4/5
Nathan, der Weiser (Lessing, 1779)
Nathan, der Weiser (Nathan, o Sábio, escrita em 1779, mas encenada em Berlim em 1883), é a última peça de Lessing. Fala de um tema tão atual: o da (in)tolerância religiosa. A ação passa-se em Jerusalém, na época das Cruzadas, e põe em cena representantes das três religiões monoteístas que co-habitavam na região: cristãos, judeus e muçulmanos. A encenação de Jean-Luc Jeener poderia ser melhor, e nem todos os atores brilharam, mas mesmo assim acompanhei a história com interesse. Paris: Nathan le Sage (Théâtre du Nord Ouest, 02.2017) 3/5
Emilia Galotti (G. E. Lessing, 1763)
EMILIA GALOTTI (1772)
e
MINHA VON BARNHELM (1763)
de Gotthold Ephraim LESSING
Clássicos Mercado Aberto 1999
BIBLIOTECA
Paroxysme (TNO, 2019)
Paroxysme adapta para o teatro uma novela de Tchekhov (Uma crise, de 1889). Um jovem acompanha dois amigos ao bordel mas a sua atitude contrasta com a dos amigos: onde estes vêem um momento de prazer e embriaguez que lhes permite suportar a vida, o nosso protagonista vê uma situação de insuportável sofrimento e humilhação humana. Ele tenta convencer as jovens prostitutas a seguir outro caminho. Mas as suas ideias só encontram incompreensão da parte de todos. Como teatro o espetáculo que vi deixa um pouco a desejar, mas gostei de conhecer mais um pedaço da obra e do coração de Tchekhov (aposto que tem muito de autobiográfico esta história, ele que era médico atento às dores humanas). Paris 06.2019 TNO 3,5/5
Paroxysme, adaptado por Luana Kim da novela Uma Crise (1889), mis en scène de Olivier Bruaux e Luana Kim, com Corto Bertrand (Grigori Vassiliev), Ava Brackers de Hugo, Adrien Gourraud, Ziad Jallad, Charlotte Le Bozec, Alexandra Lumbroso, Alain Michel, Anne Parisot, Emma Pujar, Frédéric Thérisod, Luana Kim, Laure Azan
A GAIVOTA (1896)
A OBRA (Anton Thekhov, 1896)
PERS. Arkadina, Sorine (irmão de Arkadina), Nina, Trigorine, Konstantin (médico), Gavriil (pai de Tréplev), Professor, tenente reformado, Macha (filha de Chamraïev), Nikita (jovem ator), Sofia (costureira e jovem atriz)
O ESPETÁCULO (Lisboa, 2026)
V Lisboa 25.02.2026 Teatro da Trindade
O ESPETÁCULO: Une Mouette (Comédie-Française, 2025)
Une Mouette, baseado na Gaivota (Anton Tchekhov, 1896)
TRAD. André Markowicz e Françoise Morvan ADP. ENC. Elsa Granat INT. Marina Hands (Arkadina), Bakary Sangaré (Sorine), Adeline d'Hermy (Nina), Loïc Corbery (Trigorine), Konstantin, Dorn (médico), Birane Ba (Medvédenko), Dominique Parent (Chamraïev), Julie Sicard (Macha), Edouard Blaimont (Nikita), Blanche Sottou (Sofia)
VISTO Paris 11.01.2026 Comédie-Française
O ESPETÁCULO (TNO, 2019)
Brilhante produção do clássico russo. A opção por um tempo lento beneficia a apreciação do drama que toma conta das personagens. Uma das minhas peças preferidas de sempre. Paris 2019 TNO 4/5
Tchekhov: LA MOUETTEe, mis en scène par Jean Luc Jeener, com Pierre Bès de Berc (Medvedenko), Didier Bizet (Sorine), Laurence Hétier (Arkadina), Yves Jouffroy (Dorn), Pauline Mandroux (Macha), Rémi de Monvel (Trepleve), Isabelle Miller (Paulina), Selma Noret-Terraz (Nina), Rémi Picard (Yakov), Thomas Sans (Trigorine), Dominique Vasserot (Chamraev).
Tchekhov: LA MOUETTEe, mis en scène par Jean Luc Jeener, com Pierre Bès de Berc (Medvedenko), Didier Bizet (Sorine), Laurence Hétier (Arkadina), Yves Jouffroy (Dorn), Pauline Mandroux (Macha), Rémi de Monvel (Trepleve), Isabelle Miller (Paulina), Selma Noret-Terraz (Nina), Rémi Picard (Yakov), Thomas Sans (Trigorine), Dominique Vasserot (Chamraev).
O ESPETÁCULO (Odéon, 2016)
Thomas Ostermeier propõe uma leitura original e modernizada do maravilhoso clássico de Tchekhov. Várias falas são introduzidas na peça, nomeadamente reflexões sobre o teatro contemporâneo e as modas das encenações, tudo com grande comicidade. Nada que altere o poder do texto original. Muito bom. Paris 06.2016 Théâtre de l'Odéon 4/5
The Importance of Being Earnest (Londres , 2018)
Esta encenação de Michael Fentiman do clássico de Oscar Wilde tem alguns problemas, nomeadamente na direção de atores (por vezes apanhados num registo excessivo) mas isso não retira o charme e a eficácia do espetáculo. Das três peças de Wilde propostas pelo teatro Vaudeville este ano, esta foi a mais entusiasmante e o público, que dificilmente se engana, entendeu bem isso. Adorei. Londres 09.2018 NOTA: 4,5/5
Elenco: Jacob Fortune-Lloyd (Mr Worthing), Fehinti Balogun (Algy), Sophie Thompson (Lady Bracknell), Pippa Nixon (Gwendolen), Fiona Button (Cecily).
Elenco: Jacob Fortune-Lloyd (Mr Worthing), Fehinti Balogun (Algy), Sophie Thompson (Lady Bracknell), Pippa Nixon (Gwendolen), Fiona Button (Cecily).
Le théâtre au XXe siècle (1978)
PANORAMA DU THÉÂTRE AU XXe SIÈCLE (1978)
Autor: Paul-Louis Mignon
Gallimard 1978
NT
LE THÉÂTRE AU XXe SIÈCLE (1978)
Edição aumentada e atualizada (1986)
Folio Essais 1986
BIBLIOTECA
Biblioteca TEATRO
Lotte Lenya (Spoto 1989)
Eugène Ionesco (Marie-Claude Hubert, Seuil 1990)Feydeau (1991)
The Divine Sarah (Gold & Fizdale 1991 1st ed)
Jean Vilar (Simon 1991)
Jean-Pierre Grenier - En passant par la scène… (Editions La Manufacture, 1992)
Les Deux Guitry (Gidel 1995)
Jean Vilar (A. Simon, La Renaisssance du Livre 2001)
Rachel. La divine tragédie (Dufresne: Michel Lafon, 2002)
Arthur Miller (Martin Gottfried 2003, Flammarion Grandes Biographies 2005)
De la Comédie-Française à Broadway (Amandier, 2005)
Sarah Bernhardt (Gidel 2006)
Le Théâtre des Variétés (D.Jamet, L'Avant-Scène Théâtre, 2008)
Alfredo Arias (Pons 2008) Gens de teatre (Gidel, ed Omnibus 2008)
L'Odéon, un théâtre dans l'Histoire (Gallimard, 2010)
Parlons théâtre: en dînant, Aline, Catherine et moi, de Jean Pommier (Petra, 2013)
Max Frisch (Ides et Calendes 2020)
Jean Vilar (Simon 1991)
Jean-Pierre Grenier - En passant par la scène… (Editions La Manufacture, 1992)
Les Deux Guitry (Gidel 1995)
Jean Vilar (A. Simon, La Renaisssance du Livre 2001)
Rachel. La divine tragédie (Dufresne: Michel Lafon, 2002)
Arthur Miller (Martin Gottfried 2003, Flammarion Grandes Biographies 2005)
De la Comédie-Française à Broadway (Amandier, 2005)
Sarah Bernhardt (Gidel 2006)
Le Théâtre des Variétés (D.Jamet, L'Avant-Scène Théâtre, 2008)
Alfredo Arias (Pons 2008) Gens de teatre (Gidel, ed Omnibus 2008)
L'Odéon, un théâtre dans l'Histoire (Gallimard, 2010)
Parlons théâtre: en dînant, Aline, Catherine et moi, de Jean Pommier (Petra, 2013)
Max Frisch (Ides et Calendes 2020)
Esther (Racine, 1689)
Para mim, Esther é uma das melhores e mais originais peças de Jean Racine. E a encenação de Marie Hasse apresentada pelo Théâtre du Nord-Ouest muito contribuiu para a minha apreciação. A tragédia imediatamente anterior de Racine é a famosa Phèdre, escrita 12 anos antes. Mas a tragédia Esther é bem diferente, é uma peça religiosa ou pelo menos em que a mensagem religiosa permeia a ação e os motivos das personagens. Esther é a mulher judia que salva o seu povo do massacre, convencendo o rei Assuérus de ter sido traido por um dos seus conselheiros, que pretendia acabar com os judeus. O melhor deste espetáculo, porém, é o coro de nove mulheres que comenta a ação. O lirismo da peça é sublimado pelas intervenções emocionantes do coro. Gostava de rever este espetáculo. Paris 06.2015 TNO 4,5/5
Les Plaideurs (Racine, 1668)
Racine apenas escreveu uma comédia, Les Plaideurs (1668), a sua segunda peça, e depois dedicou-se exclusivamente às tragédias. Compreende-se: ele é muito mais pertinente e intenso na tragédia. A dificuldade da linguagem e do tema (o mundo dos tribunais) é superada por uma encenação inventiva e musical de Jean-Claude Sachot. Paris 03.2016 TNO 2,5/5
BRITANNICUS (1669)
A OBRA (Jean Racine, 1669)
O ESPETÁCULO (CF, 2016)
Já conhecia Britannicus (1669) de uma produção do Théâtre du Nord-Ouest, obviamente uma casa menos prestigiada e com muito menos recursos do que a centenária Comédie-Française. No entanto, gostei mais do espetáculo do TNO do que do da CF, encenado pela estrela Stéphane Braunschweig e interpretado, entre outros famosos atores, por Dominique Blanc. A peça de Racine foi escrita em verso e é de uma dificuldade extrema para chegar hoje a um público alargado. Os atores lutam para que o texto lhes saia naturalmente mas o esforço nota-se. E ação e movimento é o que as peças de Racine não permitem facilmente. Acho que o teatro de Racine mostra o seu melhor através da leitura e da análise textual e perde algo na passagem à cena. A plateia da Comédie-Française aplaudiu imenso o espetáculo mas os muitos adolescentes que estavam na sala estavam simplesmente entediados. Paris 05.2016 CF 2/5
O ESPETÁCULO (TNO, 2015)
Há meses, integrado na integral Racine que o Théâtre du Nord-Ouest está a apresentar, assisti ao clássico Britannicus, tragédia sobre o ódio que Néron nutre pelo seu irmão Britannicus e que o leva a matá-lo. Foi a melhor peça que vi da integral, não só porque o texto é muito bom (compreende-se que seja leitura obrigatória na escola) mas sobretudo porque a interpretação e a encenação valorizavam a peça. Lembro-me de que havia uns pormenores que modernizavam a peça, como o recurso à música rock e a utilização das drogas que faziam sentido no contexto de decadência moral em que o protagonista (Nero) e os seus aliados viviam. Talvez esta encenação não tenha sido do agrado de todos, o facto é que o TNO resolveu estrear hoje uma nova produção de Britannicus, assinada por Jean-Luc Jeener. Foi mais uma noite inesquecível de teatro e confirmou a genialidade da peça de Racine. Não havia nenhum adereço na pequena cena da Salle Economidès, nem havia música. Os atores (todos bons, Néron e Burrhus brilhantes) vestiam apenas umas túnicas romanas. Quase tudo repousava na palavra. A peça é longa (três horas) e em verso, os atores esforçaram-se por ser inteligíveis, houve momentos em que não consegui acompanhar a torrente de palavras, mas houve outros em que ficamos todos hipnotizados, suspensos pela arte de Racine (e dos atores). Austeridade, ausência de espetacularização, intensidade dramática é o que nos dá esta encenação de Britannicus. Foi muito, muito bom. Paris 11.2015 TNO (5/5)
O ESPETÁCULO (TNO, 2015)
A história: Agrippine, viúva de Claudius, teve dois filhos de homens diferentes, Britannicus e Néron, que se enamoram pela mesma mulher, Junie. Néron, o imperador, mata o irmão, iniciando uma série de mortes entre os seus mais próximos. Depois de Iphigénie, Mithridate e Phèdre, vi agora Britannicus, a segunda grande peça de Racine. De longe foi a melhor produção entre as quatro propostas pelo Théâtre du Nord Ouest. Esta tragédia, tal como as restantes, é exigente ao nível do discurso, composta de versos alexandrinos. Mas os atores apropriam-se do texto com brio e encarnam as personagens romanas com um talento imenso. Excelente encenação de Florence Marschal. A introdução de elementos modernos (como a tablete lúdica que exprime a impaciência de Néron) tem um efeito expressivo surpreendente. Paris 02.2015 TNO 5/5
IPHIGÉNIE (Racine, 1674)
Iphigénie será sacrificada pelo pai para aplacar a ira dos deuses. Segue-se a reação dos mais íntimos da heroína, a mãe e o futuro esposo. Infelizmente, o tom da peça, nesta produção, resvala para o histérico. Esta é uma das peças menos interessantes que vi de Racine. A encenação de Rémi de Monvel e a direção de atores estão aquém do que costumo ver no Théâtre du Nord-Ouest. Paris 06.2017 NOTA: 2,5/5
Voltei hoje a frequentar um dos meus locais preferidos de Paris: o Théâtre du Nord Ouest. Deve ser único no mundo, pois propõe regularmente integrais de dramaturgos, mesmo que isso implique a encenação de dezenas de peças e a leitura de tantas outras. Há semanas começou a integral de Racine, de quem nada vi antes. Iphigénie é uma tragédia pouco encenada hoje, que retoma a trama de Eurípedes. Iphigénie, filha do rei de Micenas Agamemnon, vai ser sacrificada pelo pai para aplacar a ira dos deuses. Em Eurípedes o sacrifício consuma-se, em Racine não. Afinal a peça foi estreada perante a corte em Versailles, que não devia estar para suportar tamanho desenlace trágico. A peça conta com quase dois mil versos alexandrinos, mas os atores dirigidos por Jean-Luc Jeener tiveram o talento de tornar o texto mais inteligível do que muitas comédias francesas contemporâneas. O grande trunfo do espetáculo é a palavra de Racine. Durante três horas a minha atenção foi muito desigual, mas muitas vezes foi um encanto escutar a poesia de Racine. Paris 01.2015 TNO
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| Hall do Théâtre du Nord Ouest |
O que Acontece Quando Não se Passa Nada no Teatro Art'Imagem (2022)
O que Acontece Quando Não se Passa Nada no Teatro Art'Imagem
Autor: Manuel Jorge Marmelo
Companhia das Ilhas 2022
BIBLIOTECA
Biblioteca SHAKESPEARE
Shakespeare (2006)
Autor: Claude Mourthé
Folio Biographies n°18
BIBLIOTECA
Leituras 04.2020
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| Primeira edição: Gallimard "Découvertes", 1991 Autor: François Laroque |
Como é sabido, conhecemos muito pouco sobre Shakespeare, o homem. E no entanto ele escreveu algumas das obras mais eternas da literatura e por elas foi reconhecido em vida, referido em muitos documentos e agraciado pelos reis. Quando era vivo apenas foi publicada a sua obra poética, sendo os Sonetos o seu livro mais importante. As suas peças, tragédias ou comédias, foram muito representadas pelas principais companhias de teatro da altura, inclusive os grupos patrocinados pelos reis (Queen Elizabeth e King James). Não foram publicadas para não serem utilizadas por outras companhias, para permanecerem um exclusivo dos grupos para os quais Shakespeare (também ator) trabalhava. Em 1623, dois amigos atores reuniram todas as peças do Bardo e publicaram-nas no First Folio, que é desde então a referência para a edição e a representação das peças. Esta biografia revelou-me mais coisas sobre o teatro em Londres na viragem do século 16 para o século 17 do que sobre Shakespeare, do qual vamos acumulando muitos factos e interpretações à medida que lemos sobre as suas peças ou quando as vemos. Pouco antes da época de Shakespeare o teatro era rudimentar e confundia-se com outros divertimentos de feira. Mas na segunda metade do século 16 já havia em Inglaterra algumas obras teatrais marcantes como o Doctor Faustus de Christophe Marlowe (1589). A geração de Shakespeare mudou a cena teatral para sempre. E a Londres moderna, com muitos teatros fixos espalhados pela cidade, começava ali. Vila do Conde 12.2019 Nota: 4/5
Biblioteca TCHEKHOV (Teatro)
PIÈCES EN UN ACTE
Tradução de André Markowicz
Babel nº 719
BIBLIOTECA
LES TROIS SŒURS
Tradução de André Markowicz
Babel nº 69 mars 1993
BIBLIOTECA
L'HOMME DES BOIS
Tradução de André Markowicz et Françoise Morvan
Babel nº 189 décembre 1995
BIBLIOTECA
ONCLE VANIA
Tradução de André Markowicz et Françoise Morvan
Babel nº 104 octobre 2001
BIBLIOTECA
Coleção Folio Biographie
MARIVAUX (2021)
Autor: Franck Salaün
Folio Biographies n°155 (2021)
BIBLIOTECA
TENNESSEE WILLIAMS (2010)
Autor: Liliane Kerjan
Folio Biographie Nº72, 2010
BIBLIOTECA
OSCAR WILDE (2009)
Autor: Daniel Salvatore Schiffer
Folio Biographie Nº55, 2009
BIBLIOTECA
nº 36
2008
nº 18
nº 11
2006
ALFRED DE MUSSET (2010)
Autor: Ariane Charton
Folio Biographies nº 61 fév. 2010
BIBLIOTECA
22.Molière
62.SarahBernhardt
158.Gérard Philipe x2
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Archives du Nord ( Marguerite Yourcenar, 1977) Arquivos do Norte Difel BIBLIOTECA P
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Livrinhos de Teatro n° 131 Lisboa, fevereiro de 2020 Glaube, Liebe, Hoffnung (1933) Berlim, Deutsches Theater, 1933





























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