Showing posts with label GB 1920s. Show all posts
Showing posts with label GB 1920s. Show all posts

A Passage To India (E. M. Forster, 1924)


Passagem para a Índia é o último romance de E. M. Forster. Viveria mais 50 anos (ou quase) sem escrever outro. Um mistério... Neste romance brilhante, que antecipa o futuro da Índia (Aziz, o principal personagem entre os indianos, ameaça um amigo inglês com a independência da Índia para breve), o tema principal é a relação entre indianos e ingleses no contexto da relação de colonização que os obrigava a conviver de perto. O  romance é implacável para os colonizadores britânicos, que faziam da separação absoluta entre indianos e ingleses a base da sua colonização. Relações de amizade e amor entre britânicos e autóctones eram condenados como se os primeiros cometessem alta traição à pátria. O evento central da trama prende-se com a acusação de uma inglesa contra um médico indiano que a terá molestado numa gruta que visitavam. A comunidade britânica une-se para defender a conterrânea contra o indiano, que acaba por ser inocentado pela acusadora e pela justiça. O mal estava feito e o evento pôs a descoberto o mal-estar dos indianos face ao colonizador e a insustentabilidade da presença deste na Índia. Muito bom. Leitura de Passagem para a Índia, na tradução de Bernardette Pinto Leite (Europa-América, 1979). VC 03.2018 BMPV 4/5
Relógio d'Água


Pharos and Pharillonn (E. M. Forster, 1923)

Pharos and Pharillonn (1923)
Pharos & Pharillon - Uma Evocação de Alexandria

Tradução de Jorge Ayres Roza de Oliveira

Cotovia 1992

BIBLIOTECA

The Well of Loneliness (Radclyffe Hall, 1928)

The Well of Loneliness (Radclyffe Hall, 1928)
O Poço da Solidão

Record, 1998 
Tradução de Ary Quintella

Foi um verdadeiro achado ter encontrado este livro numa banca de livros velhos, na Carioca, no Rio. Trata-se, suponho, da única tradução em língua portuguesa do clássico The Well of Loneliness (1928), primeiro livro importante sobre o lesbianismo. Quando foi publicado provocou sem surpresa uma grande polémica e chegou a ser proibida a sua publicação. O livro começou por surpreender-me pelo seu recorte clássico, quanto à estrutura e também quanto à linguagem, numa época em que Joyce e Woolf mostravam ao romance caminhos radicalmente modernos. Mas o romance de Hall é muito bom, tendo me proporcionado uma leitura muito prazerosa. O livro narra a vida de Stephen, uma jovem da aristocracia terratenente da província inglesa, que por amar mulheres e persistir na busca de uma relação lésbica estável e publicamente reconhecida, vai descer o poço da solidão, como sugere o título. Mas nessa descida Stephen encontra muitos respiradouros e entradas de luz e em alguma delas poderá descansar e viver. Há o trabalho (Stephen torna-se uma escritora famosas) e o amor (a longa relação com Mary, em Paris). Radclyffe Hall refere-se a Stephen como um ser invertido, um termo tolerável na época para referir os homossexuais, mas estranho na nossa época. Não importa. O que é notável é ter narrado uma vida, do nascimento até à idade adulta, marcada pela frustração decorrente da sua orientação sexual. Stephen não tem modelos em que se espelhar e acorda muito tarde para a sexualidade e para a sua sexualidade em particular. E leva tempo a perceber que o seu comportamento nunca será aceite no meio fechado em que cresceu e que amava: a sua propiedade de Morton. Terá de abandonar a casa e abdicar de qualquer relação de afetividade com a mãe. Vai viver para Londres, e por fim para Paris, onde conhecerá o período mais feliz da sua existência e o único onde se relaciona com outros como ela. Um excelente romance. Paris 2018 4,5/5
Lebooks 2019
NT

Missão Artística Francesa (1990)

Missão Artística Francesa (1990) BIBLIOTECA