Monsieur Barnett está no barbeiro, cortam-lhe o cabelo e fazem-lhe as unhas. O barbeiro e a manicure têm Barnett em grande estima (como cliente) e não param de insinuar a sua alta categoria social. Mas Barnett está prestes a morrer naquela cadeira de barbeiro e só quer ver-se livre dos dois insuportáveis empregados. Exige (últimas vontades) ficar a sós com uma estagiária atraente da casa... Mise en scène de Isabel Mahay, com Alain Michel, Fred Dias, Florian Bernard, Vasilica Grangeas. Paris 09.2019 Théâtre du Nord-Ouest 3/5
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LINE (1967)
LINE, Le Premier
Line (1967) é uma peça em uma acto, a primeira encenada de Israel Horovitz, autor contemporâneo americano muito representado em França. Um grupo de homens e uma mulher conhecem-se numa fila e todos querem ser o primeiro, valendo tudo para consegui-lo. A encenação de Marta Corton Viñals e os bons atores garantem uma leitura do texto que me pareceu muito boa. Não faltam o sentido de jogo, o humor e a energia que são fundamentais para levar a bom termo esta peça do teatro do absurdo. Paris 06.2015 Théâtre du Nord-Ouest
What the Butler Saw (Joe Orton, 1969)
Vi ontem pela primeira vez uma peça de Joe Orton: What the Butler Saw (1969), numa versão espanhola (Teatro Infanta Isabel, Madrid). Uma farsa que começa quando um psiquiatra tenta seduzir uma candidata à função de (sua) secretária. O ritmo é imparável e os atores bons mas tenho a certeza de que o texto podia ser aproveitado de forma mais interessante. Madrid 08.2015 Teatro Infanta Isabel 3/5
Vamos a contar mentiras (Alfonso Paso, 1961)
Vamos a contar mentiras é uma peça de teatro de Alfonso Paso, estreada em Madrid em 1961 e logo adaptada para português em 1963 por Raul Solnado. A versão que vi é a segunda (acho) filmada em 1985 com Raul Solnado, Maria do Céu Guerra, Alexandre Sousa, Camacho Costa, Vítor Norte, Maria Teresa Faria e Silva e Armando Cortez.
Uma mulher não para de contar mentiras ao marido para tornar a sua vida mais interessante, mas um dia um homem assalta-lhe a casa e a verdade não vai convencer o marido... Divertimento garantido com estes grandes atores que marcaram uma época.
Em 1963 o elenco era o seguinte: Raul Solnado, Florbela Queirós, Armando Cortez, Santos Carvalho, Lynne Motta, Nicolau Breyner, Lurdes Cabral, José Alberto e Isabel Ferreira. Em 2011 Octávio de Matos, Igor Sampaio e Isabel Damatta, encenação de Isabel Damatta.
Uma comédia que resiste ao tempo. Melun 02.2021 TV 4/5
THE BOYS IN THE BAND (Mart Crowley, 1968)
THE BOYS IN THE BAND (Joe Mantello, 2020)
The Boys in the Band é originalmente uma peça de teatro de Mart Crowley estreada em 1968 na Off Broadway. A peça faz o ponto da situação dos gays na época, dos gays mais ou menos assumidos e das relações difíceis com os heteros. Tudo se passa num penthouse onde um jovem gay recebe os amigos para uma festa de aniversário, mas recebe também inesperadamente um ex-colega de universidade claramente homofóbico. Crowley, o autor da peça, também escreveu o argumento que foi filmado em 1970 por William Friedkin e este ano por Joe Mantello. Ambos os filmes mantêm o elenco que tinha levado ao palco o texto de Crowley em 1968 e em 2018. Os atores do revival e do filme de 2020 são Jim Parsons, Zachary Quinto, Matt Bomer, Andrew Rannells, Charlie Carver, Robin de Jesús, Brian Hutchison, Michael Benjamin Washington e Tuc Watkins. VC 2020 Netflix 3/5
The Price (Londres, 2019)
The Price (Arthur Miller, 1968)
Arthur Miller é um dos grandes dramaturgos americanos. Nunca tinha visto uma peça sua. The Price é uma peça tardia (a sua obra-prima Death of a Salesman é de 1949) sobre o reencontro de dois irmãos, depois de anos sem se verem, por causa da venda dos bens que o pai lhes deixou. Mas a herança é bem amarga: sobrou para eles uma relação cheia de malentendidos e segredos, a chantagem do pai sobre um dos filhos, a sorte divergente dos dois irmãos. Muito bom. Londes 04.2019 Wyndham's Theatre 3,5/5
Encenação de Jonathan Church, com Brendan Coyle (Victor Franz), Sara Stewart (Esther Franz), Adrian Lukis (Walter Franz) e David Suchet (Gregory Solomon).
Encenação de Jonathan Church, com Brendan Coyle (Victor Franz), Sara Stewart (Esther Franz), Adrian Lukis (Walter Franz) e David Suchet (Gregory Solomon).
Les Paravents (T. Odéon, 2024)
Les Paravents (1966)
Peça de Jean GENET
Paris 2024 Odeon Théâtre de l'Europe 3.5/5
Mise en scène de Arthur Nauzyciel
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