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Fome (Knut Hamsun, 1890)

Ed. 2025?
A leitura de Victoria do mesmo autor não me preparou para a obra-prima absoluta que é Fome (1890). Victoria é um livrinho, Fome é um livrão. E pensar que o livro é contemporâneo do nosso Eça... As obras de Eça (e de quase todos os outros) apresentam as marcas do seu tempo nas temáticas, na linguagem, na construção romanesca, Fome de Hamsun não parece pertencer a nenhuma época em particular, como aliás o seu protagonista sem nome, que passa pela vida como um fantasma, um intocável. O mundo não quer nada com ele e, não fosse a Fome provocá-lo e lembrar-lhe que ele é um ser vivo, ele passaria invisível pela Cidade. Mais universal e intemporal do que este livro não há, não conheço. Sult (Fome), ed. Cavalo de Ferro, 2008, traduzido por Liliete Martins,. Vila do Conde 2015:  5/5

Victoria (Knut Hamsun, 1898)

Victoria (1898) não é um bom livro para se entrar na obra de Knut Hamsun. Não corresponde ao que se espera de um autor que ganhou o Nobel. Narra a história de amor entre a filha de um castelão e o filho do moleiro, caseiro desse castelão. Uma união impossível devido à distância social que afasta os dois jovens. O desenlace é trágico, mas a infelicidade marcou desde o início esse amor. O melhor não é a história nem as personagens, que achei quase desinteressantes, mas a limpidez da narrativa, que atravessou o século e chegou até nós sem uma ruga. E também a descrição, sempre contida, da natureza, que parece esposar os sentimentos prevalences do romance. Leitura 2015
Victoria, ed. Cavalo de Ferro 2010, trad. Carlos Aboim de Brito - Nota: 3/5

Histórias Bizarras (Olga Tokarczuk, 2018)

 Contos de Olga Tokarczuk
Tradução: Teresa Fernandes Swiatkiewicz
Cavalo de Ferro, setembro de 2022

Leitura agosto de 2023 Caxinas 4/5


Contos de Odessa (Babel)

Contos de Odessa Isaac Babel Relógio D'Água Leituras, outubro de 2026