Fome (Knut Hamsun, 1890)

Ed. 2025?
A leitura de Victoria do mesmo autor não me preparou para a obra-prima absoluta que é Fome (1890). Victoria é um livrinho, Fome é um livrão. E pensar que o livro é contemporâneo do nosso Eça... As obras de Eça (e de quase todos os outros) apresentam as marcas do seu tempo nas temáticas, na linguagem, na construção romanesca, Fome de Hamsun não parece pertencer a nenhuma época em particular, como aliás o seu protagonista sem nome, que passa pela vida como um fantasma, um intocável. O mundo não quer nada com ele e, não fosse a Fome provocá-lo e lembrar-lhe que ele é um ser vivo, ele passaria invisível pela Cidade. Mais universal e intemporal do que este livro não há, não conheço. Sult (Fome), ed. Cavalo de Ferro, 2008, traduzido por Liliete Martins,. Vila do Conde 2015:  5/5

Ferdydurke (Witold Gombrowicz, 1937)