Victoria (1898) não é um bom livro para se entrar na obra de Knut Hamsun. Não corresponde ao que se espera de um autor que ganhou o Nobel. Narra a história de amor entre a filha de um castelão e o filho do moleiro, caseiro desse castelão. Uma união impossível devido à distância social que afasta os dois jovens. O desenlace é trágico, mas a infelicidade marcou desde o início esse amor. O melhor não é a história nem as personagens, que achei quase desinteressantes, mas a limpidez da narrativa, que atravessou o século e chegou até nós sem uma ruga. E também a descrição, sempre contida, da natureza, que parece esposar os sentimentos prevalences do romance. Leitura 2015
Victoria, ed. Cavalo de Ferro 2010, trad. Carlos Aboim de Brito - Nota: 3/5
