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BÉRÉNICE (1670)

Li que Bérénice ficou mais de dois séculos na sombra, mas hoje é uma das peças mais populares de Racine. A sessão a que assisti estava cheia de adolescentes, que têm de estudar esta obra na escola. Esta tragédia baseia-se em acontecimentos da antiga Roma, nos amores de Titus e Bérénice. Titus, o novo imperador, rejeita Bérénice para não contrariar a opinião do povo de Roma. Os atores principais estiveram muito bem, mas a encenação não me agradou. Também o enredo não esteve a meu ver à altura de Britannicus, que foi a peça de Racine de que mais gostei até agora. Paris 03.2015 Théâtre du Nord Ouest 3,5/5

Les fourberies de Scapin (Molière, 1671)

Les fourberies de Scapin é uma peça de alta velocidade, pelo menos é assim que é encenada no Théâtre du Nord-Ouest por estes dias. Mais uma vez Molière serve-nos uma comédia de enganos em que tudo acaba bem, em que o destino acaba por fazer a vontade dos pais dando-lhes as esposas e os maridos que eles desejavam para os seus filhos. Enquanto o destino não intervém, os filhos fazem gato-sapato dos pais. Paris 12.2016 TNO 2,5/5

IPHIGÉNIE (Racine, 1674)

 

Iphigénie será sacrificada pelo pai para aplacar a ira dos deuses. Segue-se a reação dos mais íntimos da heroína, a mãe e o futuro esposo. Infelizmente, o tom da peça, nesta produção, resvala para o histérico. Esta é uma das peças menos interessantes que vi de Racine. A encenação de Rémi de Monvel e a direção de atores estão aquém do que costumo ver no Théâtre du Nord-Ouest. Paris 06.2017 NOTA: 2,5/5

Voltei hoje a frequentar um dos meus locais preferidos de Paris: o Théâtre du Nord Ouest. Deve ser único no mundo, pois propõe regularmente integrais de dramaturgos, mesmo que isso implique a encenação de dezenas de peças e a leitura de tantas outras. Há semanas começou a integral de Racine, de quem nada vi antes. Iphigénie é uma tragédia pouco encenada hoje, que retoma a trama de Eurípedes. Iphigénie, filha do rei de Micenas Agamemnon, vai ser sacrificada pelo pai para aplacar a ira dos deuses. Em Eurípedes o sacrifício consuma-se, em Racine não. Afinal a peça foi estreada perante a corte em Versailles, que não devia estar para suportar tamanho desenlace trágico. A peça conta com quase dois mil versos alexandrinos, mas os atores dirigidos por Jean-Luc Jeener tiveram o talento de tornar o texto mais inteligível do que muitas comédias francesas contemporâneas. O grande trunfo do espetáculo é a palavra de Racine. Durante três horas a minha atenção foi muito desigual, mas muitas vezes foi um encanto escutar a poesia de Racine. Paris 01.2015 TNO
Hall do Théâtre du Nord Ouest

Will Eisner (Michael Schumacher, 2010)

Will Eisner (2010) Autor: Michael Schumacher Bloomsbury 2010 Hardcover BIBLIOTECA F