La Poudre aux Yeux (1861)

LA POUDRE AUX YEUX (1861)
Peça de Eugène LABICHE
DVD Collection Vive la comédie 2004
DVDTECA Teatro

REALIZAÇÃO TV: P. Planchon INTÉRPRETES: Francoise Fleury, Michel Amiel, Henri Tisot...

La Ménagerie de Verre (T. Odéon, 2020 & 2022)

A casa dos Wingfield é uma gruta felpuda, cor de terra, onde a mãe, a filha e o filho se aconchegam e se digladiam. A frustação (e a solidão) dos três é tal que o filho, seguindo o exemplo do pai, foge e abandona a família. Antes tentara arranjar um noivo para a irmã mas apresentou-lhe um colega que já tinha noiva, provocando a ira da mãe e a depressão da irmã. Esta peça, o primeiro grande sucesso de Tennessee Williams, é já uma obra autobiográfica. La Ménagerie de verre (The Glass Menagerie), mise en scène de Ivo van Hove, com Isabelle Huppert (Amanda Wingfield), Justine Bachelet (Laura), Cyril Guei (Jim) e Nahuel Pérez Biscayart (Tom). Paris 03.2020 Théâtre de l'Odéon 4/5


LA MÉNAGERIE DE VERRE (2022)

TÍTULO ORIGINAL: The Glass Menagerie (1945) ENCENAÇÃO: Ivo van Hove INTÉRPRETES: Isabelle Huppert (Amanda Wingfield), Justine Bachelet (Laura), Cyril Guei (Jim), Antoine Reinartz (Tom) VISTO: Théâtre de l'Odéon, novembro de 2022

Vânya 42nd Street (Louis Malle, 1994)

 
Vânya 42nd Street (Louis Malle, 1994)
Foi em 2001 que vi na televisão portuguesa este Vânya 42nd Street e desde então o filme de Louis Malle nunca me saiu da memória. Na verdade, as produções a partir de Tchekhov nunca as esqueço. Neste caso, David Mamet adaptou o dramaturgo e Andre Gregory escreveu o argumento. Foi tudo filmado no New Amsterdam Theatre, na 42nd street de Nova Iorque, mais precisamente nas partes recuadas do teatro, com muito poucos espectadores. Estes também são filmados assim como os momentos informais ou de não representação de toda a equipa. Quem brilha alto, muito alto, como não podia deixar de ser, são os atores. Recomendado aos amantes do teatro. Paris 03.2018 Cinémathèque N:4/5

Intérpretes Wallace Shawn (Vanya) Julianne Moore (Yelena)  Larry Pine (Astrov) Brooke Smith (Sonya) George Gaynes (Serybryakov) Phoebe Brand (Marina) Jerry Mayer (Telegin) Lynn Cohen (Vonenskaya)

Biblioteca Harold PINTER

THE COLLECTION 
THE LOVER
Methuen 1963
Edição paperback de 1971
BIBLIOTECA F

CONVERSATIONS WITH PINTER (1994)
com Mel Gussow
Conversations avec... Harold Pinter
Denoël 1998
BIBLIOTECA F

Years Ago (Ruth Gordon, 1946)

The Actress (George Cukor, 1953) 
THE ACTRESS (1953)

REALIZAÇÃO: George Cukor ARGUMENTO: Ruth Gordon, baseado na sua própria peça Years Ago (1946) PRODUTOR: Lawrence Weingarten (Metro-Goldwyn-Mayer) ELENCO: Spencer Tracy, Jean Simmons, Teresa Wright, Anthony Perkins FOTO: Harold Rosson MÚSICA: Bronisław Kaper ESTREIA: 25.09.1953 (EUA) 7.10.1954 A ACTRIZ (Portugal) VISTO: Paris 20.09.2024 Cinémathèque NOTA: 3/5 Um filme menor de George Cukor, que adapta a peça autobiográfica da adolescência de Ruth Gordon. Jean Simmons na protagonista tem a melhor interpretação.

The Rose Tattoo (Daniel Mann, 1955)

 
Tennessee Williams escreveu The Rose Tattoo para Anna Magnani, que interpreta uma mãe siciliana no seu registo habitual, talvez ainda mais over do que nos filmes italianos. Ganhou o óscar com este filme. Enquanto faz o luto pelo seu marido, conhece outro italiano (Burt Lancaster) com a mesma profissão e com a mesma tatuagem que o seu marido... Foi nomeado para melhor filme (o produtor é Hal Wallis), mas a realização de Daniel Mann é desinspirada. O mais notável é mesmo o encontro da Magnani e de Tennessee Williams (que assinou o argumento feito a partir da sua própria obra). Vila do Conde 8.2016 DVDTECA 3/5

SUDDENLY LAST SUMMER (1958)

 
Subitamente no verão passado (TNDM II, 2020)
Suddenly, Last Summer (1958) é uma das minhas peças preferidas de Tennessee Williams, que não me canso de ver. Desde a versão para cinema (1959) com Katherine Hepburn, Elizabeth Taylor e Montgomery Clift, que tenho sempre a curiosidade em ver quem vai assumir mais uma vez as personagens de Violet Venable, Catherine e Dr Cukrowicz que protagonizam o drama violento de Williams. Uma mãe perdeu o único filho, Sebastian, no verão passado, o primeiro verão que não passaram juntos, e carrega a culpa dessa tragédia ao mesmo tempo que culpabiliza a sobrinha, a mulher que substituiu a mãe para acompanhar Sebastian nessas férias. Gostei muito desta produção de Bruno Bravo, que teve tradução do texto de Miguel Castro Caldas e música e sonoplastia de Sérgio Delgado. Na interpretação, gostei particularmente de Carolina Salles como Catherine. Com Mónica Garnel (Violet Venable), Carolina Salles (Catherine), José Leite (Dr Cukrowicz), Alice Medeiros, Joana Campos, João Pedro Dantas e Marina Albuquerque. Coprodução do TNDM II e de Primeiros Sintomas. Lisboa 02.2020 Sala Estúdio do Teatro Dona Maria II 4,5/5
Criação de Suddenly, Last Summer: York Playhouse (Off Broadway, NY), 1958. Com Anne Meacham (Catharine), Hortense Alden (Violet Venable), Robert Lansing (Dr. Cukrowicz), Eleanor Phelps (Mrs. Holly), Alan Mixon (George), incidental music de Ned Rorem.

 
Soudain, l'été dernier (Théâtre de l'Odéon, 2017)
Suddenly, Last Summer, o filme de Mankiewicz, com Katherine Hepburn, Elizabeth Taylor e Montgomey Clift, pôs a fasquia muito alto para as posteriores adaptações do belo texto dramático de Tennessee Williams. Foi um filme que me marcou muito e que me levou a procurar ver tudo de Williams. Nos anos 80 tive a felicidade de ver Bruscamente no Verão Passado, pelo Grupo Teatro Hoje/Teatro da Graça, encenado por Carlos Fernando. E ,muitos anos depois, vi agora Soudain, l'été dernier, no Théâtre de l'Odéon, encenado por Stéphane Braunschweig. Já não me recordo bem da produção de Carlos Fernando (com Isabel Castro?), só me lembro de que adorei na altura a trilogia de Williams proposta pelo Teatro da Graça, um dos grandes momentos de teatro na minha vida. Não posso dizer o mesmo da nova produção do Théâtre de l'Odéon. O palco é ocupado pela vegetação luxuriante do jardim de Mrs Venable, mãe de Sebastian, poeta que morrera no verão anterior em condições pouco claras. A narrativa dessa morte pela prima que o acompanhava é o clímax da peça. A vegetação ameaçadora do jardim remete para várias referências à crueldade da Natureza (de Deus?), como as plantas insectívoras de que Sebastian cuidava, a matança das tartarugas prenhas por aves carnívoras na praia visitada por Sebastian e pela mãe e, sobretudo, a morte de Sebastian às mãos de pobres esfomeados, dos quais ele se servira e depois rejeitara. Faltou à peça interpretações memoráveis (o doutor de Jean-Baptiste Anoumon é uma sombra ao pé de Montgomery Clift) embora Mrs Vanable e Catherine Holly tenham tido boas atrizes a defendê-las. Apesar de tudo, gostei mais da recente produção dos Artistas Unidos de The Night of the Iguana. Soudain, l'été dernier, Paris 03.2017 Théâtre de l'Odéon 4/5  

Suddenly Last Summer (Joseph L. Mankiewicz, 1959)
Tinha visto Bruscamente no Verão Passado, de Mankiewicz, apenas uma vez (na Cinemateca Portuguesa, se a memória não me atraiçoa). Mas nunca o esqueci por várias razões: o texto de Williams, a realização de Mankiewicz e os atores. É um filme importante nas cinematografias de K. Hepburn, Elizabeth Taylor e Montgomery Clift. Eles brilham e vibram na pele de três personagens inesquecíveis de Tennessee Williams, atormentadas pela morte atroz de Sebastian no ano passado, que leva à loucura as duas personagens femininas. Lisboa Cinemateca? & Paris 05.2016 5/5

The Glass Menagerie (T. Williams)

 
The Glass Menagerie (Irving Rapper, 1950)

Que atores para a estreia de uma peça de Tennessee Williams no cinema! Não me lembro de ter visto antes Gertrud Laurence, uma lenda do teatro.  Estão todos bem, mas penso que já se fez melhor depois. A narração de Tom Wingfield na introdução e na conclusão tirou um pouco a força do drama de Williams, mas a história, a verdade das personagens e as emoções saem intactas deste filme. Melun 11.2020 TV 3,5/5
The Glass Menagerie (1950), argumento de Tennessee Williams e Peter Berneis, com Gertrude Lawrence (Amanda Wingfield), Jane Wyman (Laura Wingfield), Arthur Kennedy (Tom Wingfield) e Kirk Douglas  (Jim O'Connor).

A Peça para Dois Atores

A PEÇA PARA DOIS ATORES
Tennessee Williams 

Yerma (García Lorca, 1934)

YERMA (1934)
Edición de Antonio A. Gómez Yebra
Castalia Didáctica n°60 2018
BIBLIOTECA F

HAMLET


O ESPETÁCULO (Odéon, 2024)
Clotilde Hesme (Hamlet)
 
Peça de William Shakespeare
Paris 2024 Théâtre de l'Odéon 3.5/5

Encenação: Cristiane Jatahy

Isabel Abreu (Ofélia)

Servane Ducorps (Gertrude)
Clotilde Hesme
Tonan Quito (Polonius)


 
Um Hamlet muito polémico na Comédie Française. Um tom demasiado cómico para a minha sensibilidade preparada para ver uma tragédia, une mauvaise sitcom como li algures. Nem mais. Mas Denis Podalydès está impecável.
Hamlet, Comédie Française 2013  2,5/5

No Théâtre du Nord-Ouest, um Hamlet sombrio mas também com muito furor (intervenções rock/pop) e ligeiros safanões ao texto para nos impedir de encarar a peça como a obra-prima de pedra que é Hamlet. Bons atores, sobretudo o carismático protagonista.
Hamlet, Théâtre du Nord-Ouest 2014    3/5

LES IDOLES (2018)

A OBRA:
AUTOR: Christophe Honoré CRIAÇÃO: Lausanne 13.09.2018 Théâtre Vidy-Lausanne 

AUTOR & ENCENAÇÃO: Christophe Honoré INTÉRPRETES: Harrison Arévalo (Cyrill Collard), Jean-Charles Clichet (Serge Daney), Marina Foïs (Hervé Guibert), Julien Honoré (Jean-Luc Lagarce), Marlène Saldana (Jacques Demy), Paul Kircher (Bernard-Marie Koltès) VISTO: Paris 23.01.2025 Théâtre Porte Saint-Martin
 
O universo de Christophe Honoré, que se exprime no cinema e no teatro, interessa-me cada vez mais. O seu filme Plaire, Aimer, Courir Vite é um dos meus filmes preferidos do ano passado e quero muito rever Les Chansons d'Amour. Les Idoles é outra excelente obra de Honoré. Encena o encontro post-mortem de seis grandes nomes da arte francesa que morreram de SIDA, eram homossexuais e tinham, naturalmente, uma relação muito desigual com essa condição. Les Idoles foi criado em setembro de 2018 no Théâtre Vidy-Lausanne. Os atores que interpretam aqueles  fantasmas são notáveis sem exceção: Youssouf Abi-Ayad (Bernard-Marie Koltès), Harrison Arévalo (Cyrill Collard), Jean-Charles Clichet (Serge Daney), Marina Foïs (Hervé Guibert), Julien Honoré (Jean-Luc Lagarce), Marlène Saldana (Jacques Demy),  e ainda Teddy Bogaert (Bambi Love). Uma reunião de artistas e intelectuais de vanguarda só poderia dar origem a confrontos de ideias e posições ideológicas, assim como maledicências que farpam muitas personalidades da época em que viveram. Name-dropping é o que não falta nesta peça, mas alguns nomes ganham vida (digamos assim) e são o centro de atenções de todos. É o caso de Elisabeth Taylor, defensora da causa gay, muito ativa no apoio dado a Rock Hudson (outro nome muito citado). Um belo espetáculo que passa em revista toda uma época. Paris 02.2019 Théâtre de l'Odéon 4/5

La Cerisaie (Théâtre de l'Odéon, 2022)

 
Tiago Rodrigues dá a volta ao Cerejal de Tchékhov. Gosto de ver as versões mais literais deste clássico, mas as mais irreverentes, como esta, são muito bem vindas. Dois elementos do grupo rock Clã estão presentes no palco, tocando e cantando, contribuindo para a renovação do nosso apreço por esta obra. Isabelle Huppert é a estrela do espetáculo e a estrela da família que se despede do seu passado, é preciso passar a outra coisa. Não se sabe se o passado ou o futuro é o mais importante para estas personagens. Na verdade, é um problema individual, de cada um... Paris 04.2022 Théâtre de l'Odéon 4/5

OTHELLO

 
Uma abordagem brilhante do clássico de Shakespeare, que fala na nossa língua, com os nossos corpos e gestos, as nossas referências, a nossa cultura musical (anglo-saxónica), com o rock que mesmo não gostando nos influenciou. Paris 04.2023 Théâtre de l'Odéon 4/5

Othello (Shakespeare, TNO 2020)
Desta vez acusei um certo cansaço ao assistir ao clássico de Shakespeare, provavelmente a peça que melhor conheço do autor. Vi-a mais do que uma vez no cinema (Orson Welles), na ópera (Verdi) e no teatro (Nekrosius, em 2001...). Esta produção encenada por Jean Luc Jeener pareceu-me demasiado melodramática inclusive pelo trabalho de alguns atores, de resto excelentes: Clara Beauvois, Olivier Bruaux, Jean-Pierre Colombies, Alexandre de Pardailhan, Fabrice Michal, Dan Morgenthaler, Rose Raguel, Michel Wyn. Paris 01.2020 TNO 3/5

Le Fil


Coisas de Teatro, Loisas de Theatro (2022)

Sistema Solar 2022
BIBLIOTECA

La Gloire de Mon Père (M. Pagnol, 1976)

La Gloire de Mon Père (M. Pagnol, 1976) Presses Pocket 1986 Leitura, agosto de 2026 "ce n'est pas de moi que je parle,  mais de l...