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Une maison de poupée (1879)

UNE MAISON DE POUPÉE
Autor: Henrik Ibsen
Tradução do norueguês de Éloi Recoing
Actes Sud Babel 2016
BIBLIOTECA F

Jean Gabriel Borkmann (Ibsen, 1896)

Jean Gabriel Borkmann passou vários anos na prisão por abuso de confiança quando exercia a profissão de banqueiro. Quando saiu da prisão meteu-se noutra: durante muitos anos não saiu do primeiro andar da casa de uma antiga amante, que por sinal é irmã da mulher de Borkmann, que vive no rés-do-chão da mesma casa. Uma casa-prisão onde os corações gelaram: o filho dos Borkmann precisa de ir embora, para longe, para viver a vida, como ele repete. Mais um grande texto de Ibsen, autor que não me canso de descobrir. Paris 03.2018 Théâtre du Nord Ouest 3/5 
Encenação de Odile Mallet e Geneviève Brunet 
Intérpretes: Geneviève Brunet, Helena Dubiel Lorenzen, Roxane Flochlay, Odile Mallet, Paul Margenest, Jean Marzouk, Catherine de Précourt, Pierre Sourdive

La ligue des jeunes (Ibsen, 1869)

La ligue des jeunes é a única comédia de Ibsen, mas não deixa de lançar pontes com os dramas que o tornaram célebre. Ibsen tinha uma paixão pela leitura dos jornais e inspirava-se nas notícias da atualidade para construir as suas personagens e peças. Questões políticas e económicas que afetam a vida das pessoas nunca deixam de aparecer no seu teatro. A Liga dos Jovens aborda a passagem de testemunho entre a geração de políticos mais velha e a dos mais jovens. São estes, representados pelo protagonista, um jovem advogado, que lança o ataque aos vícios dos velhos políticos, entusiasmando muitos eleitores. Mas os mais velhos têm experiência e vão conseguir atrair os jovens para si, tecer acordos, refrear ardores juvenis e desmascarar os arrivistas. Paris 03.2018 TNO 3/5
Théâtre du Nord Ouest 2018
Encenação de Jean Marzouk
com Artistes : Alain Bonneval, Elma Bouthors, Juliette Bridier, Olivier Bruaux, Léonard Chivot, Éric Julliard, Bernard Lefebvre, Alfred Luciani, Marzouk, Alain Michel, Jean-Baptiste Palmade, Joanna Rubio

La Dame de la mer (Ibsen, 1889)

Ellida é uma mulher chamada pelo mar, chamada por um marinheiro americano que um dia aportou na Escandinávia e se uniu a ela. Ellida entretanto casou-se com o doutor Wangel, foi viver com ele e as duas filhas do primeiro casamento do doutor, A relação de Ellida com a família que a adotou nunca foi fácil, porque ela sente-se mais ligada ao mar (onde se banha todos os dias) do que ao marido. Ellida pede ao marido que a liberte do casamento para responder ao chamamento do mar (do marinheiro que entretanto regressa). A história, baseada numa balada popular, é belíssima, mas a produção do Théâtre du Nord-Ouest não é memorável, apesar de boas interpretações. Paris 03.2018 TNO 3,5/5
Mise en scène de Bernard Starck 
com 
Vincent Gauthier (Docteur Wangel)
Arevik Martirossian (Ellida Wangel)
Olivier Bruaux (Lyngstrand)
Philippe de Brugada (Arnholm)
Marion Revol (Hilde Wangel) 
Anne Laure Triebel (Bolette Wangel)
Didier Bizet (Ballested)

En folkefiende, Un ennemie du peuple (Ibsen, 1882)

Um médico de um hotel de águas medicinais descobre que a água está na verdade contaminada. Todo o desenvolvimento do empreendimento termal e da cidade que dele vive assenta assim numa grande mentira. O médico decide tornar público esse facto mas as autoridades, as forças vivas e por fim toda a população se revoltam contra ele, considerando-o o inimigo do povo. É uma das peças mais impressionantes que já vi. A questão ecológica, central na trama, entra pela porta grande na dramaturgia mundial. A questão política, a mais importante da peça, resume de forma feliz os grandes debates do final do século 18, mas continua muito atual. A representatividade na democracia, a elite ou vanguarda versus as massas, a deriva para o autoritarismo ou mesmo totalitarismo, o interesse social e o indivíduo, o fanatismo e o purismo ideológico, o controlo da opinião pública, os reacionários e os revolucionários (que podem também dar as mãos): tudo apresentado de forma dramatúrgica superior, com mil ecos no presente. Na verdade, vi a peça como se tudo se passasse nos dias de hoje, numa pequena cidade qualquer. Ibsen adorava ler a imprensa, mais aliás (se não estou errado) do que literatura, e por isso estava muito bem informado do estado do mundo e dos seus inúmeros fait divers. O Théâtre du Nord Ouest está de parabéns por ter conseguido propor uma produção à altura da importância da peça de Ibsen. Os atores são excelentes mas o protagonista merece o maior aplauso porque raras vezes vi um papel mais exigente, mesmo fisicamente, do que Stockmann. Foi uma grande noite de teatro. Paris 05.2018 TNO 4,5/5
En folkefiende (Un ennemie du peuple, 1882)
Encenação de Olivier Bruaux
com 
Alexandre de Pardailhan (Doutor Thomas Stockmann)
Mrs. Katherine Stockmann (Luana Kim)

OS PILARES DA SOCIEDADE (1877)

A OBRA (Ibsen, 1877)

Les Pilliers de la société é uma das melhores peças de Ibsen. O assunto é muito caro ao autor: o sucesso individual, mesmo reconhecido pela sociedade, pode assentar em bases frágeis, em mentiras. O sucesso do construtor naval Karsten Bernick esconde todo o mal que fez aos seus próximos, sobretudo ao amigo Johan Tønnesen, que arcou com a responsabilidade de ter roubado dinheiro, crime cometido por Karsten. Peça complexa, com muitas personagens, bem dirigida por Sébastien Scherr para o Théâtre du Nord-Ouest. Paris 06.2018 TNO 4/5
Intérpretes: Vincent Calazans, Antoine Houdard, Franck Carnault, Sarah Bertholon ou Julie Lossec, Florence Bigot ou Asa Jonson, Cécile Grandpré ou Camille Moingeon, Letizia Languillon, Mona Le Moigne, Adeline Messiaen, Adrien Pont, Thomas Sans, Sabrina Siddeki

Les Piliers de la société (Douglas Sirk, 1935)
Henrik Ibsen
Paris 10.2022 Cinémathèque Française

HEDDA GABLER (1891)

Não tenho a certeza de ter visto antes uma peça de Ibsen: como primeira experiência não podia ter sido melhor. Hedda Gabbler é seguramente uma das grandes peças da história do teatro e a qualidade da produção do Théâtre du Nord-Ouest confirma essa exceção. A encenadora, Edith Garraud, está de parabéns, assim como o elenco:
Muriel Adam
Damien Boisseau
Benoît Dugas
Vincent Gauthier
Marie Hasse
Lisa Sans
Diane de Segonzac 
Maryvonne Pellay
Hedda Gabler surgiu-me como uma prima distante da mais conhecida e inconsolável Emma Bovary: amada pelo marido mas incapaz de corresponder com a mesma intensidade, atraída por uma paixão da juventude que a desilude igualmente, Hedda não crê em nenhuma das narrativas postas à disposição pelo seu século. O fim trágico surge como uma libertação ainda assim. Paris 2018 & 02.2022 Théâtre du Nord Ouest 4,5/5

Quand nous ressusciterons d'entre les morts (Ibsen, 1889)

Quand nous ressusciterons d'entre les morts (Ibsen, 1889)
Quand nous ressusciterons d'entre les morts (1889) é a última peça de Ibsen e é claramente uma peça de balanço, de ajuste de contas com a vida. No centro da peça temos Rubek, escritor consagrado que sacrificou a relação com os seres amados pela arte. A primeira mulher, falecida, aparece-lhe para o seduzir e criticar ao mesmo tempo. A relação com a mulher atual chega ao fim. Ambas as mulheres o acusam de frieza e de só pensar na obra e no sucesso individual. De Ibsen, já vi peças bem melhores. Encenação de Émilie Sandre. Paris 05.2018 Théâtre du Nord Ouest. 2,5/5 
Atores: 
Damien Domenget
Richard Fériot
Jeanne Feydel
Christine Liétot
Christian Macairet 
Lisbeth Wagner

Le Canard Sauvage (Ibsen, 1884)

Há uma família (o pai Hjalmar Ekdal,  a mãe Gina Ekdal, e a filha Hedvig) que, apesar do aperto económico em que vivem, se consideram muito felizes. Mas um dia aparece-lhes em casa um conhecido do passado, amigo de juventude do homem, e filho dos antigos patrões da mulher. Um anjo exterminador. Essa amizade do passado traz consigo um segredo desse passado, e com a sua revelação pretende purificar o casamento do casal, que assenta na mentira e no recalcamento de factos nebulosos relativos às condições que originaram o casamento. A tragédia que se sucede à revelação da mentira vai atingir o ente mais inocente, a criança, que pagará com a vida a falta dos pais e avós. Mais uma peça superior de Ibsen. Paris 05.2018 4/5
Vildanden (1884)
Jean-Luc Jeener (encenação)
com
Philippe Brigaud (Håkon Werle)
Valentin Terrer (Gregers Werle)
Hervé Maugoust (Hjalmar Ekdal)
Michel Wyn (Velho Ekdal)
Christine Liétot (Gina Ekdal)
Katia Lamberger (Hedvig)

CASA DE BONECAS (1879)

Maison de Poupée é património mundial ou qualquer coisa do género. Como Hamlet, por exemplo. Hoje pude confirmar esse estatuto da obra-prima de Ibsen. Na verdade, o meu coração balança entre a Casa da Boneca e Hedda Gabler, dois grandes textos literários, que tiveram um impacto considerável na sociedade e ainda hoje nos interpelam. Nora Helmer é uma esposa tradicional que vive para o marido e os filhos, mas no passado, para salvar o marido de uma grave crise de saúde, contrai um empréstimo com a assinatura falsa do fiador (o seu pai). Ela orgulha-se do seu gesto, mas então apercebe-se de que para os homens que fazem as leis, o passo que ela tomou só pode ser condenável. Ela, como mulher, sente-se excluída do mundo e da lógica desse mundo, construídos pelos homens para os homens. Resolve então, por fim, renunciar à casa da boneca onde a sempre mantiveram (o pai, o marido). A encenação de Jean-Luc Jeener expõe de forma clara as grandes questões feministas da peça e tem um respeito à palavra que me agrada. Os atores são muito bons. Paris 05.2018 TNO 4,5/5
Atores: 
Alicia Roda (Nora Helmer) 
Yves Jouffroy (Torvald Helmer)
Martine Delor (Kristine Linde)
David Mallet (Nils Krogstad)

 
A Doll's House (Patrick Garland, 1973)
Filme de Patrick Garland

Christopher Hampton adaptou a peça de Ibsen para este filme maravilhoso com atores superlativos: Claire Bloom, Anthony Hopkins, Denholm Elliot (nomeado ao BAFTA), Ralph Richardson, Edith Evans. O discurso final de Nora é sempre surpreendente de atualidade, e nem se aplica apenas às mulheres, mas reflete a contradição do amor, quando aquele que ama não deixa o outro existir por si. Melun 01.2021 TV 4/5

PEER GYNT (1867)

A OBRA (Ibsen, 1867)

GÉNERO Lesedrama (1867),  Peça musical (1876) AUTOR Henrik Ibsen MÚSICA Edvard Grieg CRIAÇÃO Oslo 24.02.1876 Christiania Theatre 


O ESPETÁCULO (T. Châtelet, 2025)


ENCENAÇÃO Olivier Py DIREÇÃO MUSICAL Anu Tali & Orchestre de Chambre de Paris INTÉRPRETES Bertrand de Roffignac (Peer Gynt), Raquel Camarinha (Solveig), Céline Cheene (Aase), etc. DATA 11.03.2025 SALA Paris: Théâtre du Châtelet NOTA 3.5/5


Petit Eyolf (Ibsen, 1894)

Peça a peça, Ibsen torna-se num dos meus dramaturgos preferidos, a par de Tchekhov ou Tennessee Williams. Petit Eyolf (1894) é um drama breve, com uma hora de duração, mas parece ter a densidade de uma grande peça de Shakespeare. Um drama familiar com uma criança doente no centro, pais atormentados não só com o filho mas com o que resta do amor do casal, um pai que projeta mudar radicalmente a sua conduta, uma mãe e esposa que revela ou sugere sentimentos e desejo nada maternais e mesmo destrutivos (as personagens femininas de Ibsen são sempre um assombro). Está de parabéns a equipa que pôs de pé esta produção do Théâtre du Nord-Ouest, com encenação de Jean-Luc Jeener, que me fez amar ainda mais Ibsen. Paris 04.2018 TNO 4/5
Elenco
Benoît Rivillon (Alfred Allmers)
Laurence Hétier (Rita Allmers) 
Ezechiel Detomasi (Eyolf) 
Fanny Sutterlin (Asta Allmers)
Pierre Bes de Berc (Borgheim)
Syla de Rawsky (a mulher dos ratos)

Un ennemi du peuple (Henrik Ibsen, 1883)

 
Adorei rever esta obra-prima (En folkefiende, 1882) do teatro universal, que descobrira no ano passado, numa produção muito mais modesta do que a atual produção do Odéon Théâtre de l'Europe. Mas estas duas produções, uma rica outra pobre, revelaram cada uma à sua maneira o génio de Ibsen. Depois de Shakespeare poucos dramaturgos conseguiram falar de forma tão ousada, inteligente e frontal sobre o poder e sobre a solidão dos grandes homens como Ibsen... O doutor Tomas Stockmann descobre que a água que cria a riqueza da sua cidade (que vive do turismo balnear) está contaminada. A verdade que ele insiste em divulgar vai fazer dele o inimigo número um do povo... Brilhante. Paris 06.2019 4/5 

Odéon Théâtre de l'Europe, encenação de Jean-François Sivadier, com Nicolas Bouchaud (Doutor Thomas Stockmann), Agnès Sourdillon (Katherine Stockmann), Jeanne Lepers (Petra), Vincent Guédon (Peter Stockmann), Cyril Bothorel (Morten Kiil), Sharif Andoura (Hovstad, editor de jornal), Cyprien Colombo (Billing, sub-editor de jornal), Captain Horster, Stephen Butel (Aslaksen)

Espectros (TNDM, 2022)

 
Espectros é uma produção do Teatro Nacional São João, estreada em 2021, mas vi-o na Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II, em maio de 2022. É uma excelente produção do clássico de Ibsen e tem encenação de Nuno Cardoso. É a história da destruição da família Alving, família da alta sociedade local mas cheia de problemas domésticos, passados e presentes. Lisboa 05.2022 TDN II 4/5

Les Revenants (TNO, 2018)

 
Les Revenants (1882) não foi das peças de Ibsen de que mais gostei do ciclo proposto pelo Théâtre du Nord-Ouest. A encenação de Patrick Cardoso e Isabelle Erhart não consegue estar à altura das qualidades da peça, talvez mais palavrosa do que outras de Ibsen e que exige grandes atores. Na verdade só gostei de Paul Margenest, que interpreta o jovem Oswald Alving. A história é particularmente trágica. A viúva do capitão Alving recebe em casa o filho Oswald, que foi afastado do pai, que mal conheceu, pela própria mãe. Uma série de erros cometidos pelos pais vão repercutir-se no destino do filho, formando o seu carácter (mesmo quando pai e filho não se conheceram) e um estado de espírito que lhe será fatal. Temas caros a Ibsen como a hereditariedade e os segredos de família atravessam esta obra importante. Paris 05.2018 TNO 3,5/5
Elenco:
Isabelle Erhart (Hélène Alving)
Paul Margenest (Oswald Alving)
Eric Veiga (o pastor Manders)
Fanny Balesdent (Régine Engstrand)
Ator não identificado (Engstrand)

SEGHERS Théâtre de tous les temps

TENNESSEE WILLIAMS (1972)
Autor: Jeanne Fayard
Seghers Théâtre de tous les temps 1972
BIBLIOTECA

 
IBSEN (1973)
Autor: Maurice Gravier
Seghers Théâtre de tous les temps 1973
BIBLIOTECA

Biblioteca IBSEN

IBSEN (2006)
Autor: Jacques De Decker
Folio Biographie nº11, 2006
BIBLIOTECA

Ibsen não deixou ninguém indiferente enquanto viveu. Era considerado um génio por muitos dos seus contemporâneos e as peças eram publicadas sempre no outono e pouco depois eram representadas pelos teatros mais importantes da Escandinávia e depois no resto da Europa. Ele praticamente fundou a literatura norueguesa, pelo menos a nível internacional. Teve admiradores incondicionais em França (o ator/encenador Lugué-Poe), em Inglaterra (George Bernard Shaw, James Joyce e o ensaista William Archer), na Alemanha (Hegel), e mais tarde Freud, que muito fizeram pela divulgação da sua obra nas suas áreas de influência.As primeiras edições das peças esgotavam e eram reimpressas, um sucesso que hoje só conhecemos no campo do romance. A criação das peças de Ibsen eram um acontecimento cultural maior da época. Mas no início da carreira Ibsen foi mal entendido pela sua pátria o que o levou ao exílio por muitos anos (Itália, Alemanha). O corte com a família e a terra natal foi radical, passando décadas sem ver  os parentes. Mas quando regressou à Noruega chegou coberto de glória. Esta biografia francesa de Ibsen é praticamente a única disponível no mercado. Cumpre os objetivos de divulgação do autor dentro dos limites de uma coleção de livros de bolso. Leitura: Paris 03.2018 (4/5)

 
IBSEN (1973)
Autor: Maurice Gravier
Seghers 1973
BIBLIOTECA

Habitualmente tento ler biografias e ensaios recentes, que podem contar com bibliografias atualizadas. Mas este livro de 1973, que privilegia a obra sobre a biografia de Ibsen, parece-me particularmente inteligente na abordagem do assunto. E muito bem escrito. Paris, 11.2023 nota 5/5

Programa da peça ESPECTROS, de Ibsen, TNSJ maio de 2022

Rosmersholm (TNO, 2018)

 
Como resumir Rosmersholm (1886), uma das peças mais complexas que já vi? Seguramente uma das grandes obras da dramaturgia mundial. A peça inicia-se sob o signo da política, com o partido conservador e o partido da esquerda revolucionária a afrontarem-se na casa de Johannes Rosmer. Este ex-pastor converteu-se à esquerda ao mesmo tempo que perdia e por fim repudiva a fé, tudo sob influência da jovem Rebecca West, com quem vive uma relação não assumida. Johannes vai ser abandonado por todos os amigos por essa viragem política. Mas logo a peça é dominada pelos dilemas pessoais de Rebecca e Johannes, agravados pelo suicídio recente da mulher de Johannes. Não admira que Freud tenha dedicado tanta atenção ao teatro de Ibsen, rico em personagens em permanente auto-análise. Todos os atores foram excelentes. Paris 03.2018 TNO 4,5/5
Metteur en scène : Laurence Hetier
com 
Benoît Dugas (Johannes Rosmer)
Sara Viot (Rebecca West)
Muriel Adam (Mrs. Helseth)
Jean-Paul Audrain (Professor Kroll)
Paul Wagner (Ulrik Brendel)

Madame Inger d'Östraat (Ibsen, 1855)

 

Colette Klein
(Madame Inger)
Esta peça histórica é do início da carreira de Ibsen, quando ele privilegiava a temática histórica. Parece incrível, mas a produção que fui ver é anunciada como a criação francesa da peça. Esta tem qualidades suficientes que não justificam essa ausência dos palcos franceses sobretudo porque é assinada por um dos gigantes do teatro. A personagem feminina que dá título à peça é uma nobre, castelã de Östraat (Noruega, século 16) que tem grande poder local e é envolvida nas lutas políticas entre a Dinamarca e a Noruega. Mas nesse processo uma falta cometida no passado por Madame Inger vai precipitar a ação para o desenlace trágico. Colette Klein domina  o elenco com uma boa prestação na pele de Madame Inger. A produção é uma das menos boas que vi no Théâtre du Nord-Ouest mas cumpre a grande função de nos dar a conhecer o texto, a peça de Ibsen. Paris, juin 2018 TNO 2,5/5

A Doll's House (Patrick Garland, 1973)

 
A Doll's House (Patrick Garland, 1973)
Filme de Patrick Garland

Christopher Hampton adaptou a peça de Ibsen para este filme maravilhoso com atores superlativos: Claire Bloom, Anthony Hopkins, Denholm Elliot (nomeado ao BAFTA), Ralph Richardson, Edith Evans. O discurso final de Nora é sempre surpreendente de atualidade, e nem se aplica apenas às mulheres, mas reflete a contradição do amor, quando aquele que ama não deixa o outro existir por si. Melun 01.2021 TV 4/5

Will Eisner (Michael Schumacher, 2010)

Will Eisner (2010) Autor: Michael Schumacher Bloomsbury 2010 Hardcover BIBLIOTECA F