Adorei rever esta obra-prima (En folkefiende, 1882) do teatro universal, que descobrira no ano passado, numa produção muito mais modesta do que a atual produção do Odéon Théâtre de l'Europe. Mas estas duas produções, uma rica outra pobre, revelaram cada uma à sua maneira o génio de Ibsen. Depois de Shakespeare poucos dramaturgos conseguiram falar de forma tão ousada, inteligente e frontal sobre o poder e sobre a solidão dos grandes homens como Ibsen... O doutor Tomas Stockmann descobre que a água que cria a riqueza da sua cidade (que vive do turismo balnear) está contaminada. A verdade que ele insiste em divulgar vai fazer dele o inimigo número um do povo... Brilhante. Paris 06.2019 4/5
Odéon Théâtre de l'Europe, encenação de Jean-François Sivadier, com Nicolas Bouchaud (Doutor Thomas Stockmann), Agnès Sourdillon (Katherine Stockmann), Jeanne Lepers (Petra), Vincent Guédon (Peter Stockmann), Cyril Bothorel (Morten Kiil), Sharif Andoura (Hovstad, editor de jornal), Cyprien Colombo (Billing, sub-editor de jornal), Captain Horster, Stephen Butel (Aslaksen)
