Peça a peça, Ibsen torna-se num dos meus dramaturgos preferidos, a par de Tchekhov ou Tennessee Williams. Petit Eyolf (1894) é um drama breve, com uma hora de duração, mas parece ter a densidade de uma grande peça de Shakespeare. Um drama familiar com uma criança doente no centro, pais atormentados não só com o filho mas com o que resta do amor do casal, um pai que projeta mudar radicalmente a sua conduta, uma mãe e esposa que revela ou sugere sentimentos e desejo nada maternais e mesmo destrutivos (as personagens femininas de Ibsen são sempre um assombro). Está de parabéns a equipa que pôs de pé esta produção do Théâtre du Nord-Ouest, com encenação de Jean-Luc Jeener, que me fez amar ainda mais Ibsen. Paris 04.2018 TNO 4/5
Elenco
Benoît Rivillon (Alfred Allmers)
Laurence Hétier (Rita Allmers)
Ezechiel Detomasi (Eyolf)
Fanny Sutterlin (Asta Allmers)
Pierre Bes de Berc (Borgheim)
Syla de Rawsky (a mulher dos ratos)
