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| Isaac B. Singer: A Lifel (Farrar Straus Giroux, 2006) |
Isaac Bashevis Singer: A Life (Florence Noiville, 2003)
Apenas conheço a obra de Isaac Bashevis Singer de forma indireta, pelos filmes, nomeadamente a adaptação de Barbra Streisand (Yentl, 1983) de un conto do escritor. A leitura da biografia de Singer, da autoria da francesa Florence Noiville, levou-me a desejar muito ler os romances e os contos do autor que sempre escreveu em Yiddish. A sua vida impressiona, pois atravessou incólume as tragédias do século. Nasceu na Polónia e lá viveu os primeiros 30 anos de vida. Viu os seus (a comunidade judia da Polónia) serem perseguidos pelo polacos, russos e alemães. Antes da segunda guerra seguiu o irmão mais velho, Joshua Israel, também escritor, até Nova Iorque, onde ficaria durante o resto da sua vida. Nos anos 50 tornou-se famoso, primeiro nos EUA, depois no mundo inteiro, quando os seus contos foram publicados (em inglês) em revistas importantes. Facto único na história da literatura: Singer escreveu uma obra dupla, por um lado em Yiddish, por outro em inglês (com a ajuda de vários tradutores), mas estes não eram uma versão fiel dos primeiros, mas tinham características próprias para serem bem recebidos pelo público não judeu. Como muitas vezes acontece na arte, Singer retrata-se nos protagonistas de vários dos seus romances e contos, nomeadamente no que respeita à sua relação libertina com as mulheres (esta dimensão da sua obra nunca foi bem recebida pelos judeus). Em 1978, quando recebeu o Nobel, a sua obra estava nos píncaros (mas ainda levou algum tempo a ser traduzida na Polónia, terra natal de Singer), hoje não sei em que pé se encontra, junto dos leitores, uma obra que me parece fascinante. Paris 4/5
