Uma escritora consagrada quer passar a outra coisa: sair de Montpellier e instalar-se em Paris, deixar o amor e encontrar o amor, cair na mais profunda depressão para mais intensamente renascer. A neurose parece ser a única roupa que tem, como um velho casaco desgastado que não largamos nunca. Angot é irritante e ao mesmo tempo hipnotizante, por via do ritmo da narrativa e das frases mais ou menos curtas que nos agarram. A narradora disseca a tentativa de dois amantes viverem juntos mas depressa se dão conta de que isso não é possível. Melun/Paris 2021 (3/5)
