FEYDEAU (1991)
Autor: Henry Gidel
Flammarion 1991
Grandes Biographies
BIBLIOTECA
Feydeau é um dos ícones da Belle Epoque parisiense. Na viragem do século XIX para o século XX as suas peças, vaudevilles e comédias, entusiasmavam o público e a crítica e começavam a ser representadas no estrangeiro e também a ser reprisadas pelos teatros franceses. As suas peças imortalizaram figuras da época, como as cocottes, as mulheres de vida fácil que dominavam a vida social de Paris, ou os ricos, de dinheiro novo ou velho, que caíam nas suas garras. O início do livro é muito interessante porque me deu a conhecer o pai do dramaturgo, Jacques Feydeau, que foi amigo de Flaubert, Théophile Gautier ou Dumas Fils e foi um romancista de grande sucesso mas hoje esquecido. Georges Feydeau, o filho, tornou-se evidentemente muito mais conhecido do que o pai (é o autor cómico francês mais genial depois de Molière). Feydeau foi também um dos grandes colecionadores de arte da sua época, tendo adquirido inúmeros quadros dos impressionistas. Mas foi perdendo quase tudo para pagar as dívidas que ele e a mulher acumulavam com luxos de vária ordem. Feydeau nunca saía de Paris e levava uma vida social invejável (para mim): nunca jantava em casa e mas passava todo o tempo nos bares, sobretudo no Maxim's, a sua segunda casa, e só recolhia aos nascer do sol. Foi amigo de grandes nomes do teatro como Lucien e Sacha Guitry, tendo este último começado a carreira (de ator e autor de comédias) quando Feydeau terminava a sua. Henri Gidel, o autor desta biografia, é um grande especialista de Feydeau, tendo publicado as suas obras completas e escrito várias obras sobre a vida e obra do dramaturgo. Leituras 2018 Vila do Conde, Natal de 2018: 3,5/5
