Bettina Rheims na Maison Européene de La Photographie


As retrospetivas dedicadas a um artista têm a vantagem de tornar evidente ao nosso olhar e ao nosso entendimento as obsessões do artista, aquilo que ele persegue incessantemente, sem necessariamente captar de forma definitiva. Há dias vi a exposição de Hubert Robert no Louvre e ontem a de Bettina Rheims na M.E.P. e a experiência foi semelhante: a descoberta de uma obra forte, impactante, que ao longo do tempo (elemento fundamental) levanta questões sobre o mundo mais do que propõe respostas a essas questões. Bettina concentra-se nas questões do género na nossa sociedade e em particular na figura da mulher. Relativamente a esta, pode-se dizer que se a sua obra vira as costas ao ideal feminino tão presente nas artes visuais, dinamitando aliás as imagens mais positivas e mais negativas da mulher na arte, tudo isso é feito através dos retratos mais belos que conheço da mulher. Uma grande exposição. Paris 2016 (5/5)

An Artist of The Floating World (1986)

Leitura: Caxinas 07.2024 Edição: Um artista do mundo flutuante, Gradiva 2018, Tradução de Rui Pires Cabral BMPV PERSONAGENS: Masuji Ono, Nor...