Le Douanier Rousseau (Gilles Plazy, 1992)

Le Douanier Rousseau (Gilles Plazy, 1992)
Découvertes Gallimard nº153
 1ª edição 1992
BIBLIOTECA
Douanier Rousseau tem uma das vidas de pintores mais impressionantes que conheço. Toda uma vida a pintar perante a risada e a chacota (quase) gerais. Foi convidado a apresentar as suas obras no Salão dos Independentes, aliás desde a primeira edição e foi muitas vezes o centro das atenções não necessariamente pelas boas razões. Mas foi também, desde o início, defendido por Seurat, Signac, Alfred Jarry, Appolinaire e, no final da vida, por Picasso, que organizou em sua honra um banquete que ficou na história da arte. Mas a sede de reconhecimento nunca largou Rousseau e durante toda a vida viveu numa pobreza evidente, sempre crivado de dívidas aos fornecedores dos materiais necessários ao seu trabalho. Tentou por várias vezes, mas em vão, que o Estado francês lhe comprasse quadros e concorreu a projetos públicos. O reconhecimento que teve foi a estima dos pares. Viveu toda a vida adulta em Paris e não fez viagens. Foi um pintor urbano (ao contrário dos impressionistas seus contemporâneos) mas a fantasia levou-o a paragens longínquas e exóticas: a pintura da selva luxuriante é uma das suas imagens de marca. Póvoa de Varzim 2016 (5/5)

Découvertes Gallimard
2ª edição 2016

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